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Busca por banha suína cresce impulsionada pelo aumento do preço do óleo vegetal

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A banha de porco voltou a ser alternativa econômica após aumento de 32% do valor cobrado nos supermercados para o óleo de cozinha.

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), indica que o preço do óleo está relativo ao do arroz, que teve sua maior alta desde 2008. O preço médio de um quilo de banha equivale a quatro litros de óleo – hoje ao custo de R$ 8,00 a R$ 10,00 nas gôndolas dos supermercados. Os adeptos da banha alegam, contudo, que ela rende três vezes mais.

A procura pela gordura suína ocorre também após surgir nova tendência de dietas dentre nutricionistas e médicos, que indicam a substância por conta dos indicativos nutricionais. Fernanda Cosac, nutricionista, defende o uso da banha pelo fator nutricional e sabor: “Frita e refoga e não deixa sabor residual”.

De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), os brasileiros consumiram 500 mil toneladas de carne suína dentre junho de 2017 e julho de 2020. A associação informa que a carne de porco está presente em 75% dos lares brasileiros. A entidade representativa diz que a banha voltou a ser atrativo para este público já acostumado com a “tradição do porco”.

Conforme estudo da Embrapa, realizado pelo pesquisador Jerônimo Fávero, os suínos chegaram ao Brasil em 1532 vindos de Portugal. De lá para cá, o segmento passou por fases de expansão em todo território brasileiro e, por último, chegou ao ponto do melhoramento genético – que toca especialmente ao padrão da banha e da carne.

Maria Angélica, produtora rural que atua no segmento da suinocultura em Taquaral (GO) e Goiânia (GO), diz que ocorreu valorização do porco tipo ‘banha’ nos últimos meses. Nas décadas de 1990 e 2000, a produção industrial era exclusivamente voltada para a retirada da carne suína – o que contrariava a prática artesanal nas fazendas, onde o homem do campo comia geralmente alimento cozido com banha. “No interior, a produção artesanal de banha de porco nunca cessou. Mas faltava a industrialização. Agora, até mesmo confeitarias têm usado a banha para fazer bolos e doces”, diz.

Dona Angélica, como é conhecida Maria Angélica em sua fazenda produtora de banha de porco, confirma que o valor do óleo de cozinha amplificou a busca pela banha, a ponto de supermercados e atacadistas terem que entrar na fila dos produtores, já que o segmento não esperava o rápido retorno.

Criada na fazenda desde criança, ela explica que a gordura de porco resiste bem às altas temperaturas, além de ser mais saborosa e cheirosa. Maria Angélica explica que os produtores têm atuado com produtos “premium” para empórios e outros mais populares destinados às grandes redes.

Nutrição

A nutricionista Vitória Falcão diz que a ideia de que os óleos industrializados sejam mais seguros prejudicou o consumo de banha nas últimas décadas, criando um preconceito alimentar: “A banha tem toda gordura natural. É melhor do que óleo de canola, óleo de soja, de milho, sem sombra de dúvidas”.

Os defensores da banha ganharam o apoio de Lair Ribeiro, médico nutrólogo que é palestrante no segmento da saúde alimentar. Ele diz que o óleo de canola e outros “de cozinha” “provocam lesões cardíacas”: Por sua vez, acredita que a banha seja melhor valorizada na cozinha: “Entre o óleo vegetal vendido em supermercado e a banha da avó, é melhor a banha. O óleo para não estragar é hidrogenado. Isso vira gordura trans, que é antinutriente Muitas pessoas ficam doentes por conta do óleo que cozinham”, diz.

Estadão

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Acordo visa ampliar alimentos da agricultura familiar em merendas

Iniciativa foi firmada entre ministérios da Agricultura e Educação

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© SEDUC/AM

Os ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Educação firmaram um acordo para ampliar a participação da agricultura familiar no Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

O acordo prevê ações de qualificação dos produtores e ações para fazer com que estados e municípios possam atingir a cota de 30% do volume de compras do Pnae com produtos provenientes da agricultura familiar.

Entre as ações, estão previstos cursos e iniciativas de formação de trabalhadores envolvidos no programa, como nutricionistas e extensionistas rurais, gestores, diretores de escola e outros envolvidos na definição da aquisição dos alimentos escolares.

Serão realizados cinco seminários estaduais ou regionais que trabalharão formas de inserção da agricultura familiar no Pnae. O foco será sobre municípios que não compram dessa modalidade ou possuem baixo percentual dentro do volume de alimentos adquiridos. Também serão organizadas quatro oficinas no estado do Amazonas.

Outra medida do acordo será a oferta de assistência técnica e extensão rural a agricultores familiares de modo a estimular a ampliação da oferta de produção às escolas e secretarias de Educação que adquirem as compras do Pnae.

Atualmente, 46 milhões de crianças da educação básica recebem merenda escolar. A legislação exige que 30% desse volume de alimentos seja oriunda da agricultura familiar, índice que em muitos lugares não é atingido.

ebc

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FUMSSAR divulga panfletos nas escolas

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Educar e informar os alunos. A Fundação Municipal de Saúde de Santa Rosa, através da Atenção Básica está realizando ações de orientação com os alunos. O projeto foi desenvolvido pensando em uma linguagem simples e de fácil entendimento para os pequenos. Foram impressos 10 mil panfletos, em parceria com a Secretaria de Educação e o COE – Centro de Operações de Emergência. O material é lúdico e tem dicas de prevenção ao COVID-19. Os panfletos estão sendo distribuídos nas Escolas Municipais de Educação Infantil, Ensino Fundamental e também na Rede Privada.

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Selecionada a organização que irá capacitar 1,5 mil mulheres empreendedoras

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A Fundação de Integração, Desenvolvimento e Educação do Noroeste do Estado (Fidene), vinculada à Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí) foi a Organização da Sociedade Civil (OSC) selecionada para realizar a capacitação de 1,5 mil mulheres empreendedoras dentro do programa estadual RS TER – Mulheres Empreendedoras.

A iniciativa vai oferecer ferramentas necessárias para o empreendedorismo feminino. As vagas são direcionadas às mulheres em todo o Estado para cursos de elaboração e desenvolvimento de planos de negócios, finanças, inovação, marketing e e-commerce, além do desenvolvimento de ideias, projetos e empreendimentos sociais, tradicionais e culturais.

“O RS TER – Mulheres Empreendedoras vai estimular a participação da mulher nos processos da geração de trabalho e renda. Elas vão poder potencializar algo que é dá sua natureza: a criação de alternativas de enfrentamento às adversidades, rompendo com a lógica do mercado formal no sentido de superação. Este projeto vai assessorar individualmente os empreendimentos por seis meses após o término do curso. Através da parceria com a Unijuí, ofereceremos apoio em um momento em que as mulheres enfrentam ainda mais dificuldades decorrentes da pandemia”, afirma Regina Becker, secretária da Igualdade, Cidadania, Direitos Humanos e Assistência Social.

O Estado fará o repasse de R$ 350 mil à universidade, recurso proveniente do Fundo Estadual de Apoio à Inclusão Produtiva (Feaip), para a execução do programa. Conforme a coordenadora da incubadora de empresas de inovação tecnológica da Unijuí, Maria Odete dos Santos Garcia Palharini, a iniciativa estadual de pensar na cultura empreendedora com as mulheres é compatível com uma demanda de planejamento da instituição, que é levar qualificações às mulheres gaúchas.

“Essa é uma grande oportunidade de conectarmos a nossa vontade de trabalhar com o empreendedorismo através dos recursos estaduais, levando nosso conhecimento para mais pessoas. Nossa proposta é realizar um conjunto de qualificações que englobam a identificação de oportunidades, planejamento pessoal, plano de negócios, questões administrativas e financeiras, metas e indicadores de resultado”, afirma.

Serão 1.680 horas de qualificações com metodologia acessível que permitirá a criação de novos negócios, identificação de oportunidades e constituição de equipes que pensem em novos modelos e oportunidades de negócio. Ao longo das capacitações, as mulheres também receberão consultorias individuais que unam a teoria e prática.

Com grande expectativa, a autônoma Adane Wiest, 32 anos, de Novo Hamburgo, é uma das 1,5 mil mulheres inscritas no programa. Ela já teve experiências básicas com o empreendedorismo, como a venda de roupas, cosméticos e quentinhas e pretende explorar suas potencialidades. “Gostaria de conseguir conciliar a vida em casa, com os dois filhos e com a vida de empreendedora. Faz sete anos que já sou autônoma, e quero ampliar os meus horizontes nas capacitações”, relata.

Projeto amplia habilidades

O projeto vai fornecer instrução, assessoria e acompanhamento para a ampliação das habilidades empreendedoras, construção de bases para desenvolver competências necessárias para gerir empreendimentos, desenvolvimento de uma visão global, estímulo ao protagonismo empreendedor, identificação do posicionamento estratégico de cada negócio e seu portfólio de produtos, estímulo ao desenvolvimento das comunidades locais, caminhos para ampliar os postos de trabalho e diversificar a renda nos locais em que estão inseridos.

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