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Ensino

Bolsonaro assina decreto que dobra a oferta de escolas cívico-militares até 2023

Pável Bauken

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O governo federal lançou hoje (5) o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), em cerimônia no Palácio do Planalto. Com o objetivo de promover a melhoria na qualidade do ensino na educação básica, a meta é implementar 216 escolas em todos as unidades da federação até 2023.

As escolas cívico-militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. Em julho, o Ministério da Educação (MEC) já havia anunciado a implementação de 108 escolas nesse modelo, no âmbito do Compromisso Nacional pela Educação Básica. Agora, a meta foi dobrada.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, destacou que as escolas cívico-militares têm um desempenho muito acima da média e são instrumento para a melhoria da educação no país. Segundo ele, a meta é criar 216 escolas, mas o desafio é ter 10% de todas as escolas brasileiras no modelo cívico-militar até o final do governo do presidente Jair Bolsonaro.

“As famílias sentem muito mais segurança em deixar seus filhos nas escolas, o ambiente é muito mais seguro, a camaradagem entre os colegas é melhor, eu realmente tenho virado fã desse modelo”, disse.

Para o presidente Bolsonaro, o bom desempenho das escolas cívico-militares está ligado à disciplina dos alunos.

“Tem que botar na cabeça dessa garotada a importância dos valores cívicos-militares, como tínhamos há pouco no governo militar, sobre educação moral e cívica, sobre respeito à bandeira”, disse.

Durante seu discurso, Bolsonaro disse ainda que o que tira um país da miséria e da pobreza é conhecimento, e que o Brasil tem um potencial enorme para explorar, incluindo as riquezas da Amazônia.

“Tenho oferecido a líderes mundiais, em parceria, explorar a nossa Amazônia, nossa biodiversidade, a descoberta de novos seres vivos para a cura de doenças, darmos um salto naquilo que o mundo está buscando. Temos um potencial enorme para isso, mas precisamos de cérebros, temos que trabalhar esses cérebros”, ressaltou.

Modelo
De acordo com o MEC, os militares atuarão na disciplina dos alunos, no fortalecimento de valores éticos e morais, e na área administrativa, no aprimoramento da infraestrutura e organização da escola e dos estudantes. As questões didático-pedagógicas continuarão atribuições exclusivas dos docentes, sem sobreposição com os militares, e serão respeitadas as funções próprias dos profissionais da educação, que constam na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A implantação das escolas cívico-militares vai ocorrer preferencialmente em regiões que apresentam situação de vulnerabilidade social e baixos índices no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Entre as premissas do programa estão a contribuição para a melhoria do ambiente escolar, redução da violência, da evasão e da repetência escolar.

A adesão dos estados e municípios ao programa é voluntária e, de acordo com o MEC, os gestores deverão realizar uma consulta pública e a comunidade escolar deve aceitar a mudança.

Para o presidente Bolsonaro, entretanto, a depender do desempenho dos alunos, a implantação da escola cívico-militar pode ser imposta. Ele citou o caso do Distrito Federal, onde o modelo foi adotado em quatro escolas, em parceria com a Polícia Militar. “Vi que alguns bairros tiveram votação e não aceitaram. Me desculpa, não tem que aceitar não, tem que impor”, disse. “Não queremos que essa garotada cresça e vai ser, no futuro, um dependente até morrer de programas sociais do governo”, completou.

Neste ano, 54 escolas serão contempladas com o programa, em formato piloto, duas em cada unidade da Federação. A indicação das instituições deverá ser feita pelos estados até 27 de setembro. Os colégios devem ter de 500 a mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e/ou médio.

O Ministério da Defesa vai destacar militares da reserva das Forças Armadas para o trabalho de tutores. Eles serão contratados por até dez anos e vão ganhar 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar. Os estados poderão ainda destinar policiais e bombeiros para ajudar na administração das escolas.

O MEC investirá R$ 1 milhão por escola, para o pagamento dos militares, melhoria da infraestrutura das unidades e materiais escolares.

Agência Brasil
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Ensino

EMEI Pingo de Gente é inaugurada

Reporter Cidades

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A Prefeitura de Santa Rosa, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Educacional entregou na tarde de quarta-feira 19, o novo prédio que vai abrigar os alunos da EMEI Pingo de Gente.

A solenidade de inauguração contou com a presença do Vice-prefeito Luís Antônio Benvegnú, da secretária municipal de Educação, Maria da Graça Zimmermann, e da vereadora Lires Zimmermann Führ, que representou a câmara, além de profissionais, técnicos, diretores da Rede Municipal de Ensino, vereadores, secretários de governo e pais.

A nova escola na modalidade creche é pré-escola vai acolher 140 crianças distribuídas em duas turmas de berçário, três turmas de maternal e duas turmas de pré-escola, atendendo em sua grande maioria em turno integral com quatro refeições diárias organizadas conforme nutricionista responsável, suporte de atendimento com psicólogas e um olhar pedagógico especial de cuidado por parte das professoras, monitoras e diretora.

Fonte: Prefeitura Municipal de Santa Rosa

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Destaque

UNINTER realiza doação de material escolar do trote solidário

Pável Bauken

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Para completar a alegria do Polo UNINTER Santa Rosa, nessa quarta-feira (19/02), foi realizada a entrega dos materiais escolares arrecadados através do trote solidário para a Pós-graduanda em Psicopedagogia Charise Machado que juntamente com amigas desenvolveram o PROJETO SERVIR, onde já auxiliaram cerca de 200 famílias carentes.

Através do trote solidário, foi arrecadado cerca de 400 itens de material escolar. “Agradecemos a todos os alunos que abraçaram esta causa juntamente com o Polo UNINTER de Santa Rosa e a Psicopedagoga Charise Machado, que dará o melhor destino deste material, onde sensibilizou-se e continua lutando para ajudar essa nobre causa”, disse Fernanda Milani Mohr, Gestora do Polo UNINTER Santa Rosa.

Aproximadamente 200 alunos ingressaram em diversos cursos de graduação, dentre eles os cursos: Design de Animação, Coaching e Desenvolvimento Humano, Publicidade e Propaganda, Engenharias, Jornalismo, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Recursos Humanos, Serviço Social, Gerontologia, Administração, Licenciatura em Pedagogia, História, Educação Física e todos participaram do TROTE SOLIDÁRIO, a fim de contribuir para mais um projeto social.

A UNINTER vem contribuindo com doações de alimentos não perecíveis para entidades de assistência social de Santa Rosa, o projeto TROCA SOLIDÁRIA, onde existem pontos de coletas nos mercados da rede Coopermil, você pode trocar 1kg de alimento por um livro.

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Ensino

Escola de Bela União completa 94 anos

Pável Bauken

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A Escola Érico Veríssimo, localizada na comunidade Bela União, completou 94 anos no dia 14 de fevereiro. Na oportunidade recebeu seus professores e deu início à preparação para o ano letivo. O primeiro dia de aula foi na segunda-feira, 17, junto com as demais unidades de ensino, contando com 98 alunos matriculados no Ensino Fundamental.

Sob a direção do professor Carlos Schüller, a Escola passa a vivenciar outra realidade a partir de agora, pois foi desligada do Estado para ser incorporada à rede municipal. “Trabalharemos para fazer desta uma escola modelo para o interior, em que haja incentivo ao jovem para ficar nas propriedades rurais e vislumbrar as oportunidades que o campo oferece. Precisamos muito do CPM e da comunidade neste momento”, comentou Schüller.

A vereadora Lires Zimmermann, que visitava o educandário do qual foi aluna, enfatizou todo o esforço da Secretaria Municipal de Educação para manter a escola em atividade, tendo em vista que o Estado sinalizava o fechamento da unidade. “A comunidade pediu a manutenção, então esta é a hora de unirmos esforços para vencer os desafios que se apresentam. A equipe de professores e funcionários é vital nesse processo de crescimento que se projeta”, observou Lires.

A diretora da Secretaria de Educação Thêmis Patias lembrou a importância dos elos comunitários, a expressividade das lideranças e as oportunidades que se abrem a partir da gestão municipalizada. “É uma nova realidade. Esperamos que a Escola volte ao seu brilho e que cresça”, disse.

Nascida no seio da Igreja Luterana, a Escola Érico Veríssimo passou depois ao Governo do Estado e agora foi municipalizada. Ela foi instituída cinco anos antes da emancipação de Santa Rosa e já formou centenas de alunos.

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