Boca marca no fim, mas River segura pressão e vai à final – Portal Plural
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Boca marca no fim, mas River segura pressão e vai à final

Pável Bauken

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Apagado e pouco criativo em quase todo o jogo, o Boca Juniors tentou na base da imposição, da força física e da vontade. No entanto, prevaleceu a experiência e a qualidade técnica. Na noite desta terça-feira, na Bombonera, os donos da casa venceram o River Plate por 1 a 0 no jogo de volta da semifinal da Libertadores, mas o placar foi insuficiente. Por conta da vantagem conquistada no jogo de ida, a equipe de Marcelo Gallardo se garantiu na final da Libertadores, em Santiago, no dia 23 de novembro.

Jogando no Chile, o River Plate vai tentar o seu quinto título de Libertadores na história. Essa será a segunda final consecutiva dos argentinos na competição, que tem duas taças continentais nesta década: 2015 e 2018, ambas com Gallardo no comando.

O gol da vitória do Boca Juniors foi marcado por Hurtado, aos 34 minuntos do segundo tempo, após cobrança de falta pelo lado direito. O resultado, no entanto, foi insuficiente para os donos da casa.

Agora, espera o seu adversário na decisão, marcada para Santiago, no Chile, no dia 23 de novembro. O segundo finalista sai amanhã, no jogo de volta entre Flamengo x Grêmio, às 21h30min, no Maracanã. Quem vencer, está na decisão. A repetição do placar em 1 a 1 leva o jogo para os pênaltis. Qualquer empate acima de 2 gols dá a vaga ao Grêmio, enquanto o 0 a 0 dá a classificação aos cariocas.

Primeiro tempo movimentado e placar zerado

Conforme prometido antes do jogo, o técnico do River, Marcelo Gallardo, começou a partida sem surpresas. Repetiu a escalação do jogo de ida, no Monumental de Nuñez, vencido com autoridade e boa atuação por 2 a 0 no início de outubro. Já o Boca começou com um velho conhecido da torcida brasileira: Tevez, que começou no banco no jogo de ida, iniciou a partida na Bombonera.

Mais na base da vontade do que na organização, foi o Boca, jogando em casa, que começou tomando as ações do jogo, ocupando o campo do adversário. No entanto, a equipe de Gustavo Alfaro não conseguia trabalhar a bola no chão. Apostava mais na ligação direta e nos cruzamentos nas bolas paradas para ameaçar o gol de Armani.

Depois dos 15 minutos, o cenário do confronto se transformou um pouco. As duas equipes conseguiram se soltar mais e colocar a bola no chão. Em velocidade, passaram a trocar contragolpes em sequência, no momento em que o River conseguiu equilibrar as ações após um início mais postado na defesa.

O passo seguinte foi a melhora do River Plate na partida. Ganhando campo do adversário e levando vantagem especialmente pelo lado esquerdo, os visitantes passaram a levar perigo ao gol de Andrada. E se aproveitaram, ainda, de uma característica do goleiro do Boca. Jogando adiantado, quase foi surpreendido em duas oportunidades. Em uma delas, cobrando falta de muito longe, Ignacio Fernández quase abriu o placar.

A nota ruim do primeiro tempo ficou por conta da arbitragem. O brasileiro Wilton Pereira Sampaio parou demais o jogo, marcando muitas faltas – algumas delas inexistentes.

E foi na sequência de uma delas que o Boca criou sua melhor chance. Curiosamente, contra. Após cobrança de escanteio, a bola chegou até a pequena área, onde Enzo Pérez tentou afastar. No entanto, ele pegou mal e deu uma rosca, obrigando Armani a fazer a melhor defesa do primeiro tempo, que garantiu o 0 a 0 ao intervalo.

Boca marca no fim, pressiona, mas não amplia

Mesmo precisando do resultado, o Boca Juniors não apresentou grande mudança de postura em seu comportamento no segundo tempo. O River, por sua vez, assistia ao tempo passar, com a vantagem construída no jogo de ida. Sem muitas alternativas de criatividade, os donos da casa não agrediam o suficiente para chegar ao primeiro gol.

As tentativas de Gustavo Alfaro para tentar mudar o quadro só aconteceram aos 15 minutos do segundo tempo. De uma só vez, colocou em campo dois atacantes: Hurtado e Mauro Zárate, para a saída do centroavante Ábila e do volante Almendra. Logo nos primeiros minutos, a troca deu resultado, com duas finalizações de Zárate.

Marcelo Gallardo, por sua vez, também fez suas trocas. Colocou em campo o atacante Lucas Pratto e lançou Paulo Díaz para administrar o resultado. Mesmo assim, por conta da necessidade do Boca Juniors de se lançar ao ataque, o River Plate encontrou espaços para contra-atacar, e chegou a levar perigo em algumas oportunidades.

E quando o Boca pouco parecia construir para chegar ao gol, marcou justamente do modo em que mais levou perigo. Aos 34 minutos do segundo tempo, em cobrança de falta pela direita, Mac Allister levantou no segundo pau. Após confusão, ela sobrou na pequena área para Hurtado empurrar para as redes e marcar 1 a 0.

No fim, o Boca Juniors tentou justamente naquilo que mais teve no jogo. Esforço e transpiração, apostando especialmente nas bolas levantadas na área, onde o River teve mais dificuldades ao longo de toda a partida. No entanto, a pressão final foi insuficiente. Os donos da casa não marcaram, e o River garantiu sua passagem para tentar o quinto título de Libertadores de sua história, em Santiago, no dia 23 de novembro.

Copa Libertadores – Semifinal

Boca Juniors 1
Andrada; Buffarini, López, Izquierdoz e Más; Salvio, Marcone, Almendra (Zárate) e A. Mac Allister (Villa); Tevez e Ábila (Hurtado). Técnico: Gustavo Alfaro

River Plate 0

Armani; Montiel, Martínez Quarta, Pinola e Casco (Paulo Díaz); Enzo Pérez, Ignacio Fernández, Palacios, De La Cruz e Suárez (Scocco); Borré (Pratto). Técnico: Marcelo Gallardo

Gol: Hurtado (34/2T)

Cartões amarelos: Mac Allister, Marcone, Tévez (Boca Juniors); Ignacio Fernández (River Plate)

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (FIFA/BRA)

Local: Estádio da Bombonera, em Buenos Aires (ARG)

CP
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Esportes

Depois da paralisação, Dupla Gre-Nal deve enfrentar acúmulo de partidas

Calendário será apertado após a confirmação do Gauchão em julho, Brasileirão em agosto e Libertadores em setembro

Pável Bauken

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Excesso de partidas sempre foi uma das grandes dificuldades do futebol brasileiro | Foto: Fabiano do Amaral / CP

Até o momento, o grande problema era a falta de jogos e os treinos precários. A partir de agora, porém, o obstáculo da Dupla Gre-Nal será justamente o contrário: o acúmulo de partidas e o excesso de viagens que as competições, que estavam represadas e agora estão prestes a voltar, irão impor aos times. A receita para driblar o calendário é aproveitar todos os jogadores do grupo, inclusive alguns jovens das categorias de base, revezando formações diferentes.

O excesso de partidas sempre foi uma das grandes dificuldades do futebol brasileiro. Mas ele ficou muito pior em 2020 com a parada das competições desde o dia 15 de março, quando foi disputada a terceira rodada do returno do Campeonato Gaúcho. Nos próximos meses, Grêmio e Inter terão pela frente, além do restante do Gauchão, que recomeça em 23 de julho, o Brasileirão, a Copa do Brasil e a Libertadores, levando os compromissos de 2020 para o começo do ano seguinte.

Nesta sexta-feira, a Conmebol confirmou, após reunião da entidade no Paraguai, que pretende retomar a Libertadores da América em 15 de setembro, estendendo o torneio até janeiro. Na primeira rodada do Grupo E após a parada, o Inter recebe o América de Cali, no Beira-Rio, e o Grêmio vai ao Chile enfrentar a Universidad Católica. Já o Brasileirão, segundo a programação da CBF, começa em 9 de agosto.

Se nos últimos três meses, os jogadores colorados e gremistas se restringiram aos treinos físicos, sem qualquer contato entre si, a partir desta segunda-feira eles retomam os coletivos e os trabalhos táticos. E depois que a bola rolar pela primeira vez, não haverá trégua, nem semana sem jogos, até fevereiro, pelo menos.

“O calendário brasileiro sempre foi bastante apertado. Ficará mais um pouco agora, mas é uma dificuldade que deverá ser comum a todos os grandes clubes brasileiros nesta temporada atípica”, afirmou o vice-presidente de futebol do Inter, Alessandro Barcellos.

O dirigente não promete reforços, devido à crise financeira, e defende que o grupo colorado é qualificado. “Temos que treinar bastante e estar preparados para o que vem pela frente. Serão muitos jogos mesmo, mas a gente acredita que o Inter tem um grupo qualificado, com pelo menos dois bons jogadores por posição, além de alguns jovens que estão subindo. São 39, 40 jogadores. Aqueles que estiverem melhor preparados para cada partida vão ao campo”.

No Grêmio, a direção também não pretende reforçar o grupo, mesmo que em meio à pandemia a equipe tenha perdido o lateral-esquerdo Caio Henrique, que voltou para o Atlético de Madrid. A reposição será caseira, a não ser que aconteça algum negócio de ocasião. Antes da pandemia, o presidente Romildo Bolzan Júnior já havia trabalhado no sentido de montar um grupo mais numeroso e qualificado para o técnico Renato Portaluppi, com pelo menos dois bons jogadores para cada posição.

Isso ocorreu justamente porque, nas temporadas anteriores, em algum momento do ano, o clube acabou tendo que optar por uma ou outra competição, poupando titulares em partidas importantes para priorizar os campeonatos de mata-mata. É bem provável que o clube recorra ao grupo de transição para socorrer o profissional em meio ao acúmulo de jogos.

“Nossa preocupação é sempre grande com as lesões. Mas tivemos uma pré-temporada de verdade, e essa base física que fizemos nos dá uma segurança para não haver lesões”, diz o preparador físico Márcio Meira.

Correio do Povo

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Esportes

Fifa adia início das eliminatórias sul-americanas para outubro

Decisão foi tomada após consulta à Conmebol

Pável Bauken

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© REUTERS/Arnd Wiegmann/Direitos Reservados

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou nesta sexta (10) que adiou para outubro o início das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022, que acontece no Catar. Inicialmente, os jogos classificatórios seriam realizados em março, mas foram adiados por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Recentemente, em declaração pública, o presidente da Fifa, o ítalo-suíco Gianni Infantino, chegou a cogitar o início da competição em setembro, mas mudou de opinião após consulta a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e a outras confederações do continente.

Na primeira janela das eliminatórias da Copa, dentro de três meses, o Brasil estreia contra a Bolívia.

ebc

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Esportes

Conflito de datas ameaça conclusão do Gauchão

Inter não abre mão de jogar o estadual e acredita que a CBF irá acomodar as datas

Pável Bauken

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Para completar o Gauchão, a FGF precisa de sete datas, mas a entidade pode ter dificuldades devido ao início do Brasileirão e da Copa do Brasil | Foto: Pedro Trindade / FGF / Divulgação / CP

Inter e Grêmio querem o fim do Campeonato Gaúcho dentro de campo. Quanto a isso, não há nenhuma dúvida, principalmente porque a Dupla ainda tem uma cota de televisão a receber da emissora que detém os direitos de transmissão. Mas o desejo de ambos os clubes parece estar longe de se concretizar. E há vários motivos que levam a essa conclusão.

A perspectiva de início do Brasileirão em 9 de agosto certamente criará um conflito de datas. O calendário, que normalmente já é apertado, ficará ainda mais difícil. Além disso, o Rio Grande do Sul, no momento, apresenta números da pandemia de coronavírus em franco crescimento.

O governador Eduardo Leite já disse que o futebol, agora, não é uma prioridade. Nos bastidores, há um certo temor de que o possível cancelamento do campeonato possa trazer consequências mais sérias, como um rompimento de contrato com a TV pelo fato de o produto não ter sido entregue.

“A CBF já disse que vai dar um jeito de acomodar e arranjar datas para a finalização de todos os principais regionais do Brasil. O Gauchão tem que terminar. O Inter não abre mão disso”, afirma o 1º vice-presidente do clube, João Patrício Hermann.

“A gente vê o futuro com muita preocupação. Nunca houve uma situação tão grave do ponto de vista financeiro para os clubes. E não há perspectiva de melhorar”, completa o dirigente colorado.

A opinião do Grêmio segue na mesma linha. A direção sempre foi a favor da definição do Campeonato Gaúcho dentro de campo. “Nós torcemos que sim (Gauchão termine no campo), estamos confiantes que isso possa acontecer, mas já temo que as datas possam conflitar com o início do Brasileiro. Como temos sete datas ainda para cumprir, a coincidência de datas nessas duas situações poderá ser um fator complicador”, avalia o presidente Romildo Bolzan Júnior.

Romildo também diz que é preciso levar em consideração o estágio da pandemia no Estado. “Se por acaso não tivermos condições sanitárias no Rio Grande do Sul de avançarmos no sentido dos treinos e dos próprios jogos, creio que talvez seja melhor declararmos o Caxias campeão”, comentou o mandatário do clube. O time da Serra foi o vencedor do primeiro turno.

A ideia da Federação Gaúcha de Futebol era retomar o campeonato no dia 19 deste mês, mas o cenário atual da pandemia no Rio Grande do Sul impede não só o reinício como   uma nova projeção de data.

Correio do Povo
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