Batata é a olerícola com maior área no RS – Portal Plural
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Batata é a olerícola com maior área no RS

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Batata, aipim, couve-brócolis, alface e cebola são as cinco principais olerícolas produzidas no Rio Grande do Sul em área cultivada. No Levantamento Olerícola Comercial do RS – 2020, lançado no final do ano passado, e que constitui meta prevista no Termo de Colaboração realizado com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), extensionistas da Emater/RS-Ascar registraram 51 espécies olerícolas cultivadas de forma comercial em 52.365 propriedades gaúchas, gerando um volume correspondente a 1.363.626,58 toneladas/ano. Do total de estabelecimentos, 5.860 produzem em ambiente protegido (em estufas ou sub túneis ou telas), ocupando uma área física de 2.646,40 hectares, com um volume produzido de 65.615,32 toneladas.

Toda essa produção é reflexo do incentivo da Emater/RS-Ascar na diversidade produtiva, garantindo renda e qualidade na alimentação para as famílias de agricultores e dos consumidores.

O Levantamento se dispõe a atualizar e disponibilizar informações, contribuindo na formulação e execução de políticas públicas voltadas às diversas cadeias produtivas envolvidas na produção de olerícolas no Estado.

“Importante destacar que, na coleta de informações, foram registrados dados de área, produção e unidades produtivas totais para cada cultura e município e, separadamente, a área, produção e unidades produtivas em ambiente protegido, também para cada cultura e município”, ressalta o gerente técnico da Emater/RS, Jaime Ries.

PRODUÇÕES E PRODUTIVIDADES

A cultura com maior área em hectare (15.458,70) no Estado é a batata (safra e safrinha), com 1.215 produtores, uma produtividade média de 24.696,31 kg/ha e uma produção de 381.772,78 toneladas.

O aipim é cultivado em 8.427,66 hectares, por 6.361 produtores. Sua produtividade média é de 15.137,32 kg/ha, gerando uma produção de 127.572,22 toneladas por ano no Estado.

As culturas couve e brócolis ocupam uma área de 6.563,9 hectares no RS. Cultivados por 3.849 produtores, alcançam por ano uma produção de 82.349,39 toneladas.

A alface é outra cultura muito cultivada no RS. Em uma área de 6.537,79 hectares, 3.826 produtores obtêm uma produção anual de 90.835,1 toneladas de alface, a partir de uma produtividade média de 13.893,85 kg/hectare.

O RS é o segundo estado maior produtor de cebola, ficando atrás apenas de Santa Catarina. Numa área de 4.663,08 hectares, 4.054 produtores cultivam 121.561,27 toneladas de cebola. No Estado, a média de produtividade na produção de cebolas é de 26.068,88 kg/hectare.

O milho verde é cultivado em 2.211,80 hectares no RS, por 1.270 produtores. A partir da produtividade média de 11.206,03 kg/hectares, a produção é de 24.785,50 toneladas por safra.

A batata-doce também é outra olerícola muito produzida no RS. Numa área de 3.978 hectares, 3.544 produtores garantem uma produção de 61.260,31 toneladas, obtidas a partir de uma produtividade média de 15.399,78 kg/hectare.

Muito consumida no Estado, a moranga Cabotiá é cultivada em 3.613,25 hectares, por 1.650 produtores. Com uma produtividade média de 11.403,29 kg de moranga Cabotiá por hectare, são produzidos por ano no RS 41.202,93 toneladas.

A cenoura no RS ocupa uma área de 2.652,14 hectares. Cultivada por 1.385 produtores e atingindo uma produtividade média de 33.171,65 kg/hectare, o Estado produz 87.975,86 toneladas de cenoura todos os anos.

Com uma área de 2.506,10 hectares no Estado, o repolho é produzido por 2.856 produtores, que atingem uma produção anual de 86.149,53 toneladas, obtidas a partir de uma produtividade média de 34.375,93 kg/hectare.

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Agro

Geada não deve implicar em perdas no cenário agrícola gaúcho

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Foto: Roger Terra de Moraes, extensionista rural da Emater/RS-Ascar de Soledade

A forte geada desta madrugada (29/07) e dos últimos dias não deve implicar em perdas significativas no cenário agrícola gaúcho. Segundo o extensionista da Emater/RS-Ascar, Elder Dal Prá, as perdas devem ser pontuais no trigo, cevada e aveia, e pouco maiores na canola. “No entando, nossa área implantada no Estado é pequena, pouco mais de 40 mil hectares, mas somente semana que vem para se ter uma ideia se deu perda ou não. E na fruticultura mais uns 15 dias, mas como as plantas estão resistentes nesse período, é possível que nem tenha registro. Nos próximos dias deveremos ter relatos mais ajustados”.

De acordo com Informtivo Conjuntural produzido e divulgado nesta quinta pela Gerência de Planejamento da Instituição, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), para o campo nativo e para as pastagens de verão, a sequência de geadas e de baixas temperaturas vem ocasionando a queima mais intensa das plantas, reduzindo ainda mais a oferta de forragem para os rebanhos, que já era considerada insuficiente. “Pode haver redução na pastagem pela paralisação do crescimento e desenvolvimento das plantas e, como consequência, diminuição da oferta de forragem”, explica Dal Prá.

No sistema de criação de gado de corte, baseado apenas no campo nativo, o quadro de perda de estado corporal dos animais se acentuou devido à sequência de geadas e ao insuficiente forrageiro disponível. Assim como o gado, os ovinos mantidos em pastagens cultivadas de inverno apresentam bom estado corporal, mas os rebanhos mantidos em campo nativo sofrem com a estagnação no crescimento das plantas queimadas pela geada e com altura reduzida, dificultando o pastejo até mesmo para os ovinos.

TRIGO

A semeadura do trigo está tecnicamente encerrada no Estado, sendo 98% em germinação e desenvolvimento vegetativo e 2% em floração. Para o plantio da safra 2021, produtores obedeceram aos períodos recomendados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático, definidos pelo Ministério da Agricultura, em conformidade com as épocas adequadas para cada grupo de cultivar.

APICULTURA

As temperaturas mais altas e o maior período de insolação propiciaram a maior movimentação das abelhas em busca das escassas floradas do momento, principalmente nabo forrageiro, eucalipto, canola, astrapeia e algumas poucas espécies nativas.

Mesmo com as condições do tempo mais favoráveis, os produtores seguem sendo orientados a realizar a suplementação das colmeias. O período é propício para manutenção das áreas de apicultura e construção de novas caixas. Aumentou a procura de projetos de custeio e investimento apícola, elaborados pelos Escritórios municipais da Emater/RS-Ascar.

PISCICULTURA

Mesmo com a redução das chuvas, o nível dos reservatórios é satisfatório. Os produtores relataram novos casos de mortandade de peixes devido às baixas temperaturas, principalmente de tilápias, muito sensíveis ao frio.

A diminuição da temperatura da água também influencia diretamente na redução do metabolismo dos peixes, resultando na menor necessidade de suplementação alimentar. Em geral, os produtores seguem realizando a encomenda de alevinos a fim de repovoar os açudes para um novo ciclo de produção a partir de setembro, quando as temperaturas aumentarem.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO TRIMESTRAL

O próximo trimestre ainda permanecerá sem influência de eventos climáticos globais, o que manterá o restante do Inverno e o começo da primavera de 2021 com padrões próximos da média no RS. Nos próximos meses há previsão de retorno do fenômeno La Niña, o que poderá provocar a redução da chuva no último trimestre de 2021.

Para os meses de agosto e setembro, as precipitações deverão se manter próximas da média na maioria das regiões, somente algumas áreas da Campanha poderão ter valores ligeiramente superiores a normal em agosto. Em outubro, a previsão indica a redução da chuva e são esperados volumes abaixo da média em grande parte do RS, com maior diminuição da precipitação na Metade Leste. O prognóstico das temperaturas mínimas e máximas indicam valores abaixo da normalidade em todo Estado, com elevação natural das máximas entre setembro e outubro.

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Agro

Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento

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Agricultura o pilar do nosso desenvolvimento 🍃🚜

No programa esquerda x direita, especial Dia do Agricultor, acompanhe um bate papo sobre agricultura em nosso município, com apresentação de Carol Haag.

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Agro

Escritórios da Emater/RS-Ascar elaboram projetos para acesso ao crédito do novo Plano Safra

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Com o Plano Safra 2021/2022, apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, pequenos, médios e grandes produtores poderão acessar a diferentes linhas de crédito rural até o final de junho do próximo ano. O plano prevê R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, valor 6,3% superior ao disponibilizado no ano passado. Os recursos contemplam custeio e investimento, apoio à comercialização e Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Deste total, mais de 39 bilhões de reais são voltados à agricultura familiar, um incremento de 19% no valor em relação ao ano safra anterior. A Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atua há mais de 60 anos no crédito rural, prestando assessoria aos produtores e suas organizações, facilitando o acesso a tecnologias, que juntamente com o crédito, contribuem com o desenvolvimento rural.

Segundo o extensionista do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Fernando Berwanger, nos últimos cinco anos, a Instituição elaborou na região 10.791 projetos de crédito rural canalizando aos agricultores da região mais de 340 milhões de reais em crédito.

No novo Plano Safra que passou a vigorar em julho deste ano, além do recurso para o custeio da produção agropecuária de 2021 e 2022, destacam-se linhas de crédito como para armazenagem de produtos agrícolas, Programa Agricultura de Baixo Carbono, Programa de Bioeconomia, além das linhas já tradicionais do Pronaf e Pronamp para investimento.

Os escritórios municipais da Emater/RS-Ascar já estão atendendo a demandas em diferentes áreas, sempre orientando para o acesso responsável e sustentável ao crédito. Projetos de investimento que contemplam silos, estufas, açudes, equipamentos para irrigação e resfriadores de leite, por exemplo, possuem prazo de pagamento de até 10 anos, com taxa de juros de 3% ao ano. Para formação, recuperação e conservação de solos, o prazo é de cinco anos com taxa de 3% ao ano. Os agricultores interessados e aptos para construção e reforma de galpão ou construção de galpão compost barn são beneficiados com prazo de até 10 anos e taxa de 4,5% ao ano. Também é possível financiar camionetes e motocicletas, em até 5 anos, e trator, colheitadeira e implementos com prazo de 7 anos.

A agricultura familiar também foi favorecida com o aumento do limite de crédito para habitação que agora é de R$ 60.000,00 por família. Filho de agricultor que tenha Declaração de Aptidão ao Pronaf (Dap) pode acessar esse crédito. O prazo é de 10 anos, incluindo três anos de carência, e taxa de 4,5% ao ano.

Berwanger avalia que o desenvolvimento da agropecuária no Brasil deve-se muito à disponibilização de crédito rural. “Essa política pública colabora para que as novas tecnologias criadas pela pesquisa agropecuária e viabilizadas pela Extensão Rural possam tornar-se realidade no campo”, enfatiza.

Para saber mais sobre as linhas de crédito disponíveis, procure o escritório da Emater de seu município e acesse a novas oportunidades em sua propriedade. Os projetos de crédito elaborados pela Instituição permitem acesso aos diferentes agentes financeiros e acompanhamento de assistência técnica e social.

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