Banrisul registra lucro líquido de R$ 655,3 milhões no primeiro semestre de 2019 – Portal Plural
Connect with us

Economia

Banrisul registra lucro líquido de R$ 655,3 milhões no primeiro semestre de 2019

Publicado

em



 

O Banrisul alcançou, no primeiro semestre de 2019, lucro líquido de R$ 655,3 milhões, evolução de 29,5% em relação ao mesmo período de 2018. O lucro líquido recorrente, ajustado pelos eventos extraordinários, totalizou R$ 625,6 milhões no primeiro semestre de 2019, crescimento de 23,7% frente ao registrado no mesmo período de 2018, com retorno recorrente anualizado de 17,6% sobre o patrimônio líquido médio.

De acordo com o presidente do Banrisul, Claudio Coutinho, o resultado da instituição é excelente, até mesmo superior aos seus pares do mercado de varejo. “O banco conteve as suas despesas administrativas, reduziu a inadimplência e manteve uma carteira de crédito sólida, garantida e diversificada”, explicou.

O executivo destacou que a Banrisul Cartões, empresa do Grupo Banrisul, continua tendo uma presença muito importante no Rio Grande do Sul, com um expressivo market share. “Temos convicção que vamos, no futuro, continuar entregando resultados satisfatórios na área de cartões”, ressaltou.

Já na área de seguros, Coutinho disse que o Banrisul tem apresentado crescimento. “Acredito que temos ainda muito espaço para continuar o incremento da área de seguros”, assinalou.

O desempenho no primeiro semestre de 2019 reflete a estabilidade do resultado bruto da intermediação financeira e o aumento das receitas de tarifas bancárias e prestação de serviços.

O patrimônio líquido atingiu R$ 7,5 bilhões em junho de 2019, 6,9% ou R$ 487,5 milhões acima da posição de junho de 2018. Os ativos totais apresentaram saldo de R$ 79,4 bilhões em junho de 2019, com ampliação de 5,5% em relação a junho de 2018, proveniente do aumento nos depósitos e nos recursos em letras.Em junho de 2019, o total de recursos captados e administrados foi de R$ 69,4 bilhões, com expansão de 10,2% em 12 meses.

CRÉDITO

A carteira de crédito do Banrisul registrou saldo de R$ 34,2 bilhões em junho de 2019, crescimento de 7% ou R$ 2,2 bilhões nos 12 meses. O resultado é em decorrência, especialmente, da carteira comercial, que registrou saldo de R$ 25,6 bilhões, aumento de R$ 2,7 bilhões ou 11,8% em um ano.

O saldo da carteira de crédito rural atingiu R$ 2,3 bilhões em junho de 2019. No primeiro semestre do ano, foram contratadas 6.219 operações, com volume total de R$ 780,4 milhões. No último ano agrícola encerrado em 30 de junho de 2019, o Banrisul aplicou R$ 1,7 bilhão em financiamentos para o agronegócio gaúcho.

VERO

A rede de adquirência Vero registrou, no primeiro semestre de 2019, 161,3 milhões de transações de débito e crédito. Em volume financeiro, o valor transacionado totalizou R$ 14,2 bilhões, refletindo crescimento de 13,8% quando comparado ao primeiro semestre de 2018.

A Vero encerrou o mês de junho de 2019 com 96,3 mil unidades de equipamentos POS instalados e aptos a transacionar e 141,8 mil estabelecimentos credenciados ativos em 12 meses, 5% superior ao apurado no final de junho de 2018.

CARTÕES DE CRÉDITO

O Banrisul ingressou, em maio de 2019, no segmento de cartões de crédito sem anuidade com o lançamento do cartão Mastercard Libre que garante a isenção da anuidade mediante gasto mínimo mensal. Outra novidade nesse segmento é que, desde junho desse ano, todos os cartões de crédito emitidos pelo Banrisul passaram a contar com a tecnologia contactless, que permite o pagamento por aproximação, o que torna a transação mais prática e ágil.

A instituição finalizou os primeiros seis meses de 2019 com uma base de 1,1 milhão de cartões de crédito, nas bandeiras Mastercard e Visa, 19,4% acima do registrado no mesmo período de 2018. Durante o primeiro semestre de 2019, foram realizadas 37,5 milhões de transações, o que possibilitou a movimentação financeira de R$ 3,1 bilhões. Estes números representam crescimento de 26,0% e 25,8%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior.

SEGURIDADE

O primeiro semestre de 2019 foi marcado pelo lançamento do módulo de seguridade nos canais Mobile Banking e Internet Banking que permite aos clientes acesso direto às informações dos produtos de seguros, previdência e capitalização.

A arrecadação de prêmio de seguros, contribuições de previdência e títulos de capitalização, ao final do primeiro semestre de 2019, atingiu R$ 708,5 milhões, crescimento de 24,1% frente ao primeiro semestre de 2018. As operações ativas de seguridade alcançaram 2,4 milhões de contratos em junho de 2019, com incremento de 6,4% em relação a junho de 2018. As receitas totais alcançaram R$ 152,1 milhões no primeiro semestre de 2019, com evolução de 15,2% em comparação ao mesmo período de 2018.

CANAIS DIGITAIS

Os canais digitais do Banrisul que, alinhados às tendências do mercado, buscam oferecer a melhor experiência ao cliente, representam 53,7% do total de operações realizadas pela instituição nos seis primeiros meses de 2019.

No primeiro semestre de 2019, os canais de Internet Banking (Home e Office Banking) e Mobile Banking (Minha Conta, Afinidade e Office acessados por meio do aplicativo Banrisul Digital) tiveram 123,9 milhões de acessos, 34,4% superior ao mesmo período de 2018, o que equivale a uma média de 688,8 mil acessos diários.

O total de operações realizadas nesses canais apresentou incremento de 24,5% em relação ao primeiro semestre de 2018. Dentre essas, a quantidade de transações financeiras cresceu 26,9% e o volume transacionado aumentou 5,1%, se comparados ao mesmo período de 2018.

MODERNIZAÇÃO TECNOLÓGICA

O processo de modernização tecnológica no Banrisul inclui a transformação digital, ampliação da infraestrutura de TI e o compromisso cada vez maior com a segurança da informação. O banco não poupa esforços na identificação de melhorias e inovações por meio de investimentos em desenvolvimento de sistemas, contratação de serviços e manutenção de bens.

No primeiro semestre de 2019, o Banrisul investiu R$ 139,3 milhões em modernização tecnológica.

Compartilhe
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Leite vira vilão do café da manhã com alta de 25,4% em julho; entenda

Publicado

em



Em 12 meses, o produto acumula aumento de 66,46%; nesta época de poucas chuvas, pastagens ficam mais secas, o que afeta o gado
 
A inflação em julho caiu 0,68%, mas o grupo dos alimentos e bebidas avançou 1,3%, a maior alta do índice, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A sazonalidade de itens, como leite e frutas, e problemas na oferta externa, caso do trigo, têm impactado toda a cadeia de derivados, o que contribui para a persistência dos altos preços dos alimentos que compõem o café da manhã da maioria dos brasileiros.
 
Dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mostram que o leite e derivados dispararam 14,06% em julho e 41,22% nos últimos 12 meses. André Braz, economista do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) no núcleo de Índice de Preços ao Consumidor, explica que o efeito sazonal atinge os alimentos. “Nesta época do ano chove pouco, nessas condições as pastagens pioram, os animais acabam perdendo peso e o volume de leite diminui. Então é normal que o preço suba. Toda a família de derivados também sobe, fica tudo mais caro, e isso causa uma pressão inflacionária destacada pela importância desses itens na dieta.”
 
O leite longa vida subiu em julho 25,46%, o segundo item com a maior alta mensal. Já em um ano, o produto registrou aumento de 66,46%. Outros derivados também tiveram uma elevação considerável no mês, como leite condensado (6,66%), manteiga (5,75%), leite em pó (5,36%), queijo (5,28%), margarina (3,65%), requeijão (3,22%) e leite fermentado (2,87%).
 
“Sem contar ainda que existe aumento de outros itens, como frutas, que apresentaram uma alta importante”, afirma Braz. O aumento desses itens, no geral, foi de 4,40% em julho, de acordo com o IPCA. Em 12 meses, 35,36%.
 
A melancia, a maior alta mensal da inflação (31,26%), continua em safra e, por isso, pode ficar mais barata em novembro, dezembro e janeiro. Já o mamão, que subiu 13,52%, deve ter queda no preço de outubro a janeiro. Com alta em julho de 11,36%, a época da banana-nanica começa em setembro e, geralmente, dura mais quatro meses.
 
A sazonalidade pode ajudar a reduzir o preço das frutas nos próximos meses, que acumulam inflação elevada nos últimos 12 meses. No período, o mamão subiu 99,39%; a melancia, 81,6%; o morango, 73,86%; o melão, 61,15%; a manga, 47,51%; e a banana-nanica, 42,87%.
 
É esperado que pressão inflacionária desses itens diminua em breve. “O que sustenta a alimentação como o grande vilão dos preços são alguns efeitos sazonais. A boa notícia é que eles são passageiros. No caso do leite, por exemplo, ele já deve ceder em setembro com a aproximação da primavera, quando começa a chover. O produto deve começar a devolver esses aumentos acumulados até agora”, analisa Braz.
 
Fatores externos
A guerra no Leste Europeu tem ajudado a manter elevados os preços do café da manhã. A Ucrânia é um dos maiores produtores de trigo do mundo, mas a produção está sendo afetada pelo conflito. A queda na oferta do grão no mercado global fez o preço da commodity disparar. “Isso afeta também o pão francês, o biscoito e o macarrão”, comenta Braz. 
Em julho, os derivados de trigo continuaram subindo. Entre eles o biscoito (2,71%), pão doce (2,66%), farinha de trigo (2,29%), pão de forma (1,9%), macarrão (1,65%) e o pão francês (1,58%).
 
“No caso do trigo, mesmo com a guerra, estamos vendo acordos para que haja liberação de grãos da Ucrânia. A oferta de trigo no mercado internacional está aumentando aos poucos. A gente já começa a ter uma pressão menor”, completa o economista.
 
A invasão na Ucrânia aconteceu em fevereiro. Dados do IBGE indicam que, somente em 2022, a farinha de trigo disparou 27,47%. Outros derivados também acumulam alta elevada no período, como o pão de forma (18,74%), macarrão (16,17%), biscoito (16,03%), pão francês (15,35%) e o pão doce (13,85%).
 
O preço de outras commodities e de insumos agrícolas usados na produção também são influenciados por fatores externos. Segundo Hugo Garbe, professor do Mackenzie e economista-chefe da G11 Finance, “eles têm uma cotação internacional. Mesmo que a inflação caia, ele [o valor] vai continuar resistindo no preço anterior”.
 
O que influenciou a queda na inflação em julho?
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registrou a primeira deflação desde maio de 2020. É o menor resultado da série histórica do índice, iniciada em janeiro de 1980. Apesar da queda em julho, o índice acumula nos últimos 12 meses alta de 10,07%, percentual acima da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%.
 
Para Hugo Garbe, “a inflação está cedendo por conta dos subsídios do governo, a redução do ICMS, já era esperado que teríamos uma deflação. Ela aconteceu devido a uma política fiscal para conter o avanço dos preços, principalmente, dos combustíveis”, explica.
 
Mesmo com os preços persistentes dos alimentos, a queda do IPCA pode ser explicada pela redução das alíquotas do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias). A energia elétrica residencial e a gasolina, que tiveram a redução da tarifa, recuaram em julho 5,78% e 15,48%, respectivamente. Somente transportes (-4,51%) e habitação (-1,05%) tiveram variação negativa e puxaram a inflação do período para baixo. Também foi reduzido até o fim de 2022 o PIS/Confins sobre a gasolina e o etanol, que registrou queda no preço de 11,38%.
 
As frutas tiveram os maiores aumentos do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) em julho. A prévia da inflação, calculada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostrou que, dos dez itens com maior alta no preço, mais da metade são frutas. O índice perdeu ritmo no mês (0,13%), mas, apesar de também ter caído no acumulado de 12 meses, o percentual registrado, 11,39%, ainda segue acima do patamar de dois dígitos
 
Fonte:R7
Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Destaque

Deflação em julho: veja itens com as maiores quedas

Publicado

em



O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) mensal caiu 0,68%, menor resultado da série histórica do índice, iniciada em 1980. O item com maior queda foi o tomate (-23,68%)
A maior queda do IPCA de julho foi o tomate, que caiu em um mês 23,68%. Já nos últimos 12 meses, ele subiu 7,45%
A abobrinha registou queda de 23,55% no índice, que é medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No último ano, o preço do item cresceu 6,42%
O valor da batata-inglesa apresentou uma diminuição mensal de 16,62%. Mas nos 12 meses imediatamente anteriores, ela aumentou 66,82%
Após ter sido por alguns meses um dos vilões da inflação, a gasolina é outro produto com recuo de preço (-15,48%). Em um ano, esse combustível acumula alta de 5,64%
Segundo o índice, a cenoura caiu 15,34%. Mesmo assim, nos últimos 12 meses anteriores, o produto disparou 37,82%
O etanol diminuiu 11,38% em julho e em uma ano registrou alta de 2,53%
O preço do repolho retraiu 11,13% em um mês, mas em um ano o produto subiu 19,60% 
Fonte: R7
Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Economia

Entenda os motivos para a desvalorização do dólar

Publicado

em



Desde o começo do ano, o real já acumula alta de 7,5% em relação à moeda norte-americana (mais…)

Compartilhe
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

PORTAL PLURAL LTDA
ME 33.399.955/0001-12

© 2022 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×

Entre em contato

×