Baleias-Cinzentas reduzem de tamanho devido ao impacto das mudanças climáticas
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Baleias-Cinzentas reduzem de tamanho devido ao impacto das mudanças climáticas

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Foto: Instituto de Mamíferos Marinhos/Universidade Estadual de Orego

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Um estudo recente da Universidade Estadual do Oregon revelou que as baleias-cinzentas diminuíram em mais de 13% de tamanho nos últimos 25 anos, atribuído às mudanças nas condições ambientais. Além de serem afetadas pelo aquecimento global, que tem gerado recordes de temperaturas tanto no ar quanto nos oceanos, esses mamíferos são considerados sentinelas do ecossistema marinho.

As baleias-cinzentas, conhecidas por sua coloração cinza ou preta e por serem frequentemente cobertas por parasitas externos, atingem cerca de 13 metros de comprimento máximo e são encontradas no Oceano Pacífico, sendo classificadas como criticamente ameaçadas. A redução de tamanho, conforme apontam os pesquisadores, pode ter sérias repercussões na saúde e no sucesso reprodutivo desses animais, além de afetar a cadeia alimentar da qual fazem parte.

O estudo, publicado na revista científica Global Change Biology, acompanhou um subgrupo de cerca de 200 baleias-cinzentas no Pacífico Norte Oriental desde 2016, utilizando drones para medir seus tamanhos. Os resultados indicaram que baleias adultas nascidas recentemente estão em média 1,65 metros menores do que as nascidas antes de 2000, representando uma perda de mais de 13% no comprimento total.

Enrico Pirotta, pesquisador da Universidade de St. Andrews e autor principal do estudo, ressalta que o tamanho é crucial para esses animais, influenciando seu comportamento, fisiologia e sucesso reprodutivo. Ele alerta que a diminuição pode tornar os filhotes mais vulneráveis durante o desmame e comprometer a capacidade das adultas de reproduzirem eficientemente, devido à redução de suas reservas energéticas.

Além das mudanças climáticas, o estudo também analisou os padrões de ressurgência e relaxamento nos oceanos, que regulam a disponibilidade de alimentos para as baleias. Mudanças nestes padrões afetam diretamente a capacidade do ecossistema de produzir presas suficientes para sustentar esses grandes mamíferos marinhos.

Os pesquisadores alertam que, sem um equilíbrio adequado entre os ciclos de ressurgência e relaxamento, o ecossistema pode não ser capaz de suportar as necessidades alimentares das baleias-cinzentas no longo prazo.

Fonte: G1

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Como os Jogos Olímpicos se tornaram um terreno de confrontos entre países e causas planetárias?

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Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
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Como qualquer utopia, o ideal olímpico frequentemente colide com a realidade: ataques, boicotes e propaganda de regimes ditatoriais têm sido parte da história dos Jogos, tanto quanto os títulos e recordes dos campeões. A exclusão da Rússia e Belarus de Paris-2024 e as medidas de segurança excepcionais devido ao risco de ataques são apenas os mais recentes elementos da tumultuada relação dos Jogos Olímpicos com a geopolítica mundial, praticamente desde sua refundação em 1896.

Imaginados por Pierre de Coubertin como um evento para atletas cavalheirescos e elitistas, como os Jogos Olímpicos se transformaram, em pouco mais de um século, em um terreno de confrontos entre países e causas globais?

“Na mentalidade de Coubertin, as competições olímpicas são uma espécie de exposição atlética internacional”, explica o historiador esportivo Patrick Clastres à AFP. “Os Jogos oferecem oportunidades de sucesso para todos os países do mundo e, com o fim dos impérios coloniais e o desaparecimento dos impérios na Europa, fornecem a inúmeras nações os meios para se afirmarem.”

A importância dos Jogos vai muito além do esporte. Ganhar medalhas ou organizar a competição é uma maneira poderosa de promover a imagem de um país no exterior. Internamente, cria-se uma identidade nacional em torno dos “heróis do estádio”.

O primeiro a explorar essa plataforma foi Hitler, em Berlim-1936: enquanto os atletas alemães ganhavam medalhas, o ‘Führer’ oferecia ao mundo um espetáculo grandioso a serviço da propaganda nazista.

“Entre as duas guerras mundiais, primeiro as democracias e depois os regimes fascistas implementaram políticas desportivas, criando potências atléticas: o regime de Hitler fez isso em uma escala desproporcional, seguido mais tarde pela União Soviética, que só entrou em cena em 1952”, explica Clastres.

Após boicotarem os jogos “burgueses” por três décadas, os soviéticos perceberam o potencial político do grande evento do esporte mundial, levando alguns de seus países satélites a desenvolver programas de doping nos anos 1970 para garantir a supremacia no quadro de medalhas.

Em 1972, em Munique, a violência irrompeu na Vila Olímpica: 17 pessoas, incluindo 11 atletas israelenses, morreram durante um sequestro por um comando da organização palestina Setembro Negro.

Os valores olímpicos de universalidade também enfrentaram desafios com o racismo. Em 1968, os velocistas norte-americanos Tommie Smith e John Carlos entraram para a história ao erguer o punho envolto em um lenço preto, fazendo a saudação do “Black Power”, movimento contra a segregação racial nos Estados Unidos. Este gesto violava a “neutralidade” do esporte, que o Comitê Olímpico Internacional (COI) sempre se vangloriou. Os dois atletas foram expulsos da Vila Olímpica e excluídos para sempre dos Jogos.

Oito anos depois, em Montreal, em 1976, 29 países, a maioria africanos, recusaram-se a participar devido à Nova Zelândia, acusada de enviar sua equipe de rúgbi para a África do Sul, país do apartheid. Foi o primeiro boicote em massa aos Jogos.

Seguiram-se os boicotes dos Estados Unidos e seus aliados em Moscou-1980 (devido à invasão soviética ao Afeganistão) e a resposta quatro anos depois com o boicote do bloco soviético aos Jogos de Los Angeles-1984, ambos em um período de Guerra Fria.

Os primeiros movimentos de boicote datam de 1956, quando Egito, Líbano e Iraque não participaram em Melbourne em protesto contra a intervenção israelo-franco-britânica no Canal de Suez. Simultaneamente, Espanha, Suíça e Holanda se recusaram a participar para denunciar a intervenção soviética contra o movimento pró-democracia na Hungria, enquanto a China esteve ausente devido à presença de Taiwan.

O movimento olímpico sobreviveu a todas essas tempestades, nem hesitando em excluir países repudiados pela comunidade internacional. Este ano, antes de Rússia e Belarus, os perdedores da Primeira Guerra Mundial (Alemanha, Áustria, Hungria, Turquia, Bulgária) foram excluídos de Antuérpia-1920 e os da Segunda (Alemanha e Japão) de Londres-1948.

O apartheid da África do Sul (ausente entre 1964 e 1988) e a Iugoslávia, devido às sanções internacionais em 1992 durante a Guerra dos Balcãs, são outros exemplos de exclusão.

Essa prática não é exclusiva das Olimpíadas modernas. Cronistas da Grécia antiga relatam que Esparta, nos anos 420 a.C., foi excluída dos Jogos por não respeitar a trégua olímpica, que impunha a interrupção dos combates.

Fonte: Estadão

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Governo brasileiro afirma que Israel está “sabotando” processo de paz e cessar-fogo no Oriente Médio

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Foto: Reprodução de vídeo
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O governo brasileiro acusou Israel de “sabotar” o processo de paz e o cessar-fogo no Oriente Médio. “O governo de Israel continua sabotando o processo de paz e o cessar-fogo no Oriente Médio. O mais recente bombardeio na Faixa de Gaza, que vitimou centenas de inocentes, é inadmissível”, afirmou o Palácio do Planalto em nota divulgada no domingo (14).

No sábado (13), um ataque israelense em Khan Younis, na Faixa de Gaza, deixou pelo menos 90 palestinos mortos e cerca de 300 feridos, segundo autoridades locais.

O governo brasileiro enfatizou que os líderes mundiais não devem “se calar diante desse massacre interminável”. “É estarrecedor que continuem punindo coletivamente o povo palestino. Já são dezenas de milhares de mortos em ataques contínuos desde o ano passado, muitos deles em zonas humanitárias que deveriam ser protegidas”, prossegue a nota.

O texto ressalta que o cessar-fogo e a paz na região precisam ser prioridades na agenda internacional: “Todos os nossos esforços devem estar centrados na garantia da libertação dos reféns israelenses e no fim dos ataques à Faixa de Gaza”.

Fonte: Jornal o Sul

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Quem era Thomas Matthew Crooks, atirador que tentou assassinar Trump

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Foto: Reprodução
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Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, foi identificado pelas autoridades como o responsável pela tentativa de assassinato do ex-presidente Donald Trump. Crooks era um republicano registrado e morava no subúrbio de Bethel Park, em Pittsburgh, a cerca de 56 km ao sul do local do comício de Trump. Ele se formou na Bethel Park High School em 2022, conforme reportagens locais e vídeos da formatura.

Crooks estava registrado para votar como republicano, de acordo com o banco de dados de eleitores da Pensilvânia, que correspondia ao seu nome, idade e endereço. Esta eleição presidencial seria a primeira em que ele teria idade suficiente para votar.

Registros da Comissão Eleitoral Federal mostram que uma pessoa chamada Thomas Crooks, com o mesmo endereço, doou 15 dólares para o comitê de ação política Progressive Turnout Project, alinhado aos democratas, em janeiro de 2021.

Quando contatado pela CNN na noite de sábado (13), o pai de Crooks, Matthew Crooks, disse que estava tentando entender “o que diabos está acontecendo”, mas que “esperaria até falar com a polícia” antes de comentar sobre seu filho.

Em declarações ao meio de comunicação local KDKA, alguns jovens que estudaram com Crooks o descreveram como um solitário, frequentemente vítima de bullying, que às vezes usava “roupas de caça para ir à escola”. Outro ex-colega, Summer Barkley, disse à BBC que ele “sempre tirava boas notas nas provas” e era “muito apaixonado por história”, além de “saber muito sobre governo e história”. Outros o lembravam como alguém quieto e reservado.

Durante um comício na Pensilvânia, Trump foi alvo de uma tentativa de assassinato. Após tiros serem ouvidos, ele foi retirado do palco sangrando, com um ferimento no rosto. Segundo seu porta-voz, Steven Cheung, Trump está bem. O atirador, Thomas Crooks, foi morto pelo Serviço Secreto.

Kevin Rojek, agente especial encarregado do escritório de campo do FBI em Pittsburgh, informou que Crooks não tinha nenhuma identificação, então os agentes tiveram que “analisar seu DNA e obter confirmação biométrica”. As autoridades estão investigando os possíveis motivos do ataque e se mais alguém estava envolvido. “Atualmente não temos um motivo identificado”, disse Rojek em uma coletiva de imprensa na noite de sábado. A investigação pode durar meses, e os investigadores trabalharão “incansavelmente” para determinar a motivação de Crooks.

Fonte: Jornal o Sul

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