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Avaaz diz que YouTube promove desinformação sobre mudanças climáticas

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Fernando Frazão/Agência Brasil


O YouTube promove desinformação sobre mudanças climáticas, impulsionando a circulação de vídeos negacionistas. A informação está em um relatório da organização internacional Avaaz, que analisou conteúdos sobre o tema na maior plataforma de vídeo do mundo.

O grupo analisou vídeos recomendados pela plataforma em sua seção “o que ver em seguida” quando as pessoas fazem pesquisas utilizando os termos “aquecimento global”, “mudança climática” ou “manipulação climática”.

O YouTube já tem 2 bilhões de usuários em todo o mundo, mais do que o total de casas com televisão em todo o planeta. Seus usuários passam 1 bilhão horas assistindo a vídeos. Além disso, a influência da plataforma é grande com os mais jovens, de acordo com pesquisa do centro de pesquisa Pew Research Center com adolescentes estadunidenses, que apontou o serviço como o mais popular entre esse público.

Segundo os autores da pesquisa, as mensagens de negação das mudanças climáticas não são apenas vistas por audiências afins a essa abordagem, mas são promovidas por meio do algoritmo de recomendação do YouTube para milhões de espectadores, que não tomariam contato com a informação se não fosse por esse recurso de recomendação.

No resultado das pesquisas, 16% dos 100 vídeos mais relacionados na pesquisa pelo termo “aquecimento global” tinham informações inverídicas ou que podiam desinformar a sua audiência. Quando a procura tomava o termo “mudança climática”, o índice de presença desses conteúdos ficou em 8%. Já com o uso da palavra-chave “manipulação climática”, o percentual foi para 21%.

Os vídeos avaliados pelo levantamento tinham no total 21 milhões de visualizações. De acordo com os autores, uma vez que só examinaram vídeos recomendados entre os principais, o conjunto de vídeos de desinformação sobre o tema podem estar gerando um alcance de centenas de milhões de pessoas.

A pesquisa identificou a promoção desse tipo de conteúdo enganoso também vinculada aos anúncios veiculados, mostrando que esses vídeos são “monetizados” pela plataforma (no sistema utilizado, a taxa paga pelo anunciante é distribuída em 55% para o criador do vídeo e 45% para o YouTube).

No total, 108 marcas tiveram anúncios exibidos junto a vídeos classificados como carregados de desinformação sobre o assunto, como Carrefour, Samsung, L´Oreal e Danone. Cerca de 20% dos anúncios eram de organizações ambientalistas, como Greenpeace e WWF.

Entre os tipos de mensagem nos vídeos estão alegações de que a mudança climática seria uma farsa, que a emissão de gás carbônico não teria relação com as alterações do clima

A Avaaz lembra no documento uma posição manifestada pelo YouTube em um documento do Google, de fevereiro de 2019, de que ajusta seus sistemas para prevenir que pode desinformar usuários sobre uma série de temas, como ciência, medicina, notícias ou eventos históricos.

Propostas

O documento apresenta propostas diante das descobertas apresentadas. A organização defende que a empresa “desintoxique” o algoritmo do YouTube, retirando vídeos de desinformação sobre mudanças climáticas de suas recomendações.

Os autores recomendam também que a companhia adote medida para impedir a monetização desses vídeos, o que dá suporte financeiro aos grupos responsáveis por ele. “O YouTube deveria começar imediatamente com a opção aos anunciantes de excluir seus anúncios dos vídeos com desinformação sobre clima”, ressaltam.

Por fim, a Avaaz sugere que a empresa trabalhe com verificadores de fatos independentes para corrigir as informações e mostrar o contraponto, bem como garantir que essa reparação chegue a quem assistiu ao vídeo.

YouTube

Em nota à Agência Brasil, o YouTube disse que seus “sistemas de recomendação não são desenhados para filtrar ou remover vídeos ou canais baseados em perspectivas específicas”. A empresa disse que tem uma política de anúncios “rigorosa”, que permite aos anunciantes direcionar os tipos de conteúdo juntamente aos quais não querem aparecer.

“Nós investimos na redução de recomendação de desinformação prejudicial e conteúdos no limite de causar dano, aumentando vozes de autoridade no YouTube. Em 2019, o consumo de canais de veículos de mídia tradicionais aumentou 60%. Como o relatório parece indicar, nossos sistemas priorizaram vozes com autoridade na maioria dos casos com notícias para fornecer contexto aos usuários”, disse a nota.

EBC

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Vídeo emocionante: cachorro vai a velório de dono e emociona todos

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Um cachorro foi ao velório de seu dono, um idoso de 73 anos, e deixou todos emocionados ao não sair de perto do caixão. A decisão de levar o bichinho para o velório foi da família do idoso. O caso aconteceu em Parintins, no Estado do Amazonas.

Fonte: UOL

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Rock in Rio é adiado para setembro de 2022

Medida foi tomada em razão da pandemia

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© Alexandre Macieira/Riotur

Rock in Rio, um dos principais festivais de música do mundo, adiou sua próxima edição, marcada para setembro e outubro deste ano, para setembro de 2022. O adiamento foi provocado pela pandemia de covid-19.

O Rock in Rio mobiliza pessoas dentro e fora da Cidade do Rock. Recebemos turistas de absolutamente todos os estados, além do Distrito Federal, e também de mais de 70 países. São 28 mil pessoas trabalhando para levar festa e alegria para as 700 mil pessoas que nos visitam. Vamos preservar vidas neste momento. Em setembro de 2022, estaremos juntos de novo e prontos para o melhor Rock in Rio de todos os tempos, quando vamos celebrar a paz e a vida”, informou o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, em nota publicada no site do evento.

A próxima edição do festival será realizada nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro de 2022. Segundo os organizadores, as negociações com as atrações estão em andamento e algumas já devem ser anunciadas no primeiro semestre deste ano.

ebc

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Yudi Tamashiro revela que saía do ‘Bom Dia & Cia’ e ia para o prostíbulo aos 18 anos

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O ex-apresentador do SBT detalhou fase conturbada aos 18 anos (Foto: Reprodução/Instagram @yuditamashiro)

Yudi Tamashiro relembrou a época em que trabalhou no ‘Bom Dia & Cia’, no SBT. Ele foi apresentador do programa de 2005 a 2012. Em entrevista ao ‘Flow Podcast’, o artista falou sobre as responsabilidades que vieram com a fama precoce, como ser o provedor do sustento financeiro da família desde cedo.

“Foi uma vida cheia de glamour, cheia de coisas positivas. Só que com responsabilidades que não eram para uma criança. Sinto que algumas coisas foram importantes de viver, mas preciso trabalhar isso dentro de mim. É horrível quando você está sofrendo e as outras pessoas apontam que a sua vida é muito boa”, desabafa Yudi na gravação.

Ele detalhou a rotina conturbada aos 18 anos. “Comecei a extravasar na noite. Foi quando eu comecei a beber, comecei a sair de segunda a segunda para a balada e ir ‘virado’ apresentar o ‘Bom Dia & Cia'”, revela.

“Eu saía do ‘Bom Dia’ e emendava um p*teiro [prostíbulo]. Mas eu mais conversava com as garotas do que fazia [sexo] mesmo. Porque eu queria dividir coisas que eu não podia dividir com outras pessoas. Conversando, eu ficava muito louco e emendava uma balada. Se não arrumasse uma menina na balada, emendava para uma casa de swing. Na casa de swing, arrumava umas meninas e levava para a minha casa. Ou então já ia virado para o ‘Bom Dia & Cia'”, completa.

Yudi diz que parou para refletir sobre a vida quando saiu do estúdio para vomitar durante um programa ao vivo. Após o episódio, ele pediu demissão da emissora de Silvio Santos. “Você está com 18 anos, você tem pique para ficar três dias virado. Fui nessa rotina e cheguei em um momento em que pensei: ‘Não. O Cássio [seu nome verdadeiro] da infância tinha um sonho de viver da arte, ter voz para influenciar outras pessoas de uma forma positiva. Para tirar a molecada de onde eu vim'”, explica.

“Vomitei a minha vida toda na privada. Foi o primeiro momento que eu senti medo, porque, até o momento, eu não sentia medo de nada. Meus pais falavam as coisas para mim e falava: ‘Eu que pago as contas, eu conquistei todas as coisas através do meu trabalho.’ Naquele momento vi que não dava mais”, finaliza.

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