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Economia

Auxílio emergencial prorrogado por mais 3 e 6 meses? Entenda

Em meio a grande incerteza sobre a pandemia no Brasil e com o fim do auxílio emergencial muitos cidadãos estão sem saber como sobreviver durante este inicio de ano. Por parte do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) a ideia de prorrogar o benefício não é nem um pouco interessante tendo em vista que segundo o […]

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Aplicativo Auxílio Emergencial


Em meio a grande incerteza sobre a pandemia no Brasil e com o fim do auxílio emergencial muitos cidadãos estão sem saber como sobreviver durante este inicio de ano.

Por parte do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) a ideia de prorrogar o benefício não é nem um pouco interessante tendo em vista que segundo o mesmo, os programas emergenciais causaram uma dívida de R$ 700 bilhões em 2020.

Contudo parlamentares estão articulando uma volta urgente ao Congresso Nacional para que possa ser discutido uma nova prorrogação do auxílio emergencial.

Um dos grandes pontos que dificultam uma nova prorrogação além da dívida pública do ano passado é encontrar recursos para que então seja possível liberar uma nova prorrogação.

De acordo com o Correio Braziliense, o senador Alessandro Vieira, do Cidadania, apresentou um requerimento de uma convocação extraordinária que já circula na Câmara dos Deputados e o Senado.

O documento tem como um dos principais pedidos a prorrogação do estado de calamidade pública com a renovação do auxílio emergencial.

Além disso dois projetos de Lei também estão em trâmite e pedem a volta do auxílio emergencial ou ainda pedem um valor extra pago aos cidadãos mais vulneráveis.

Projetos de Lei
Atualmente dois Projetos de Lei estão ganhando apoio popular ao qual pedem a prorrogação do auxílio emergencial. Dentre eles o primeiro é o Projeto de Lei 5495/20 que tem como autores os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Esperidião Amin (PP-SC).

De acordo com informações do Projeto de Lei 5495/20 a ideia é que o estado de calamidade pública bem como os pagamentos do auxílio emergencial possam ocorrer até o dia 31 de março, o que daria mais três meses de sobrevida ao benefício.

Já o segundo Projeto de Lei que segue em trâmite é o Projeto de Lei 5494/20 que tem como autores os senadores Rogério Carvalho (PT-SE) e Paulo Rocha (PT-PA). Segundo texto expresso a ideia propõe medidas excepcionais de proteção social a serem adotadas durante o período de recuperação econômica da crise instaurada pela pandemia, o que solicita o retorno dos R$ 600 por todo primeiro semestre deste ano.

O Projeto é parcialmente similar ao auxílio emergencial onde a medida também volta sua atenção aos beneficiários de baixa renda limitando-se a dois membros por unidade familiar.

Conforme expresso na ementa, o objetivo principal é estabelecer ações excepcionais de proteção social que precisão ser adotadas durante o período em que a economia estará se reabilitando ao período de pandemia.

“É urgente que o Congresso Nacional aprove medidas protetivas […] no caso de prorrogação do estado de emergência de saúde de importância internacional, fato que a cada dia se torna mais provável”, expuseram os parlamentares como justificativa da ação.

Apoio
O deputado candidato a presidência da Câmara dos Deputados Baleia Rossi também defendeu o retorno dos pagamentos do auxílio emergencial ou ainda um aumento no valor pago pelo Bolsa Família em 2021.

Na coletiva onde Rossi anunciou sua candidatura a presidência o deputado ainda indagou que “precisamos buscar uma solução. Ou aumentando o Bolsa Família ou buscando novamente o Auxílio Emergencial para os mais vulneráveis”.

“Se for olhar para frente, precisamos de projetos para o nosso país. Para a economia se desenvolver novamente, os nossos objetivos são comuns são geração de emprego e renda, diminuir desigualdade, diminuir desemprego, fazer com o que vulneráveis tenho uma oportunidade de vida melhor no nosso país. Por isso, é importante voltarmos a olhar nossa pauta com responsabilidade fiscal”, disse Rossi.

Preocupações
O fim do auxílio emergencial preocupa não só aos cidadãos que estavam recebendo o benefício como o comércio no geral, o cenário de pessoas que perderam renda média de R$ 250 e passaram a receber R$ 600 não existirá mais ao consumo. O comércio popular vai sentir de forma geral.

De acordo com o economista Daniel Duque, pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre), em conversa com Nexo Jornal, analisando a avaliação do governo de encerrar o auxílio em 31 de dezembro, alegou que o maior problema não é o fim do benefício, que em algum momento teria que acabar, contudo o maior problema foi a maneira como o governo optou pela transição de encerramento do benefício.

Ainda de acordo com o economista o encerramento deveria ser “mais suave” para que a população sentisse menos o impacto do fim do benefício. Logo as consequências sociais junto ao encerramento do auxílio emergencial podem ser devastadoras.

Presidente ironiza prorrogação
Em uma conversa realizada com simpatizantes na saída do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro ainda ironizou a possibilidade de prorrogar o auxílio emergencial.

Um apoiador do presidente indagou que o auxílio trouxe um aumento na popularidade do Governo Federal no estado do Amazonas. Contudo Bolsonaro rebateu dizendo que ninguém trabalharia se pagasse R$ 5 mil por mês do benefício.

Bolsonaro respondeu que “qual país do mundo fez auxílio emergencial? Parecido foi nos Estados Unidos. Aqui alguns querem torná-lo definitivo. Vamos pagar para todo mundo R$ 5 mil por mês, ninguém trabalha mais, fica em casa”.

Bolsonaro ainda continuou que “se começar a fechar tudo de novo, vai quebrar o Brasil. O Brasil vai se empobrecer. Um país pobre, de famintos”, afirmou o presidente, ressaltando que o país está “quebrado”.

Conteúdo por Ricardo de Freitas Junior / Jornal Contabil

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Economia

Taxa de informalidade no mercado de trabalho sobe para 40%, diz IBGE

Entre 86,7 milhões de pessoas ocupadas, 34,7 milhões eram informais

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

A taxa de informalidade no mercado de trabalho do país subiu para 40% da população ocupada no trimestre finalizado em maio deste ano. O dado, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foi divulgado hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, entre os 86,7 milhões de pessoas ocupadas no Brasil, 34,7 milhões eram trabalhadores sem carteira assinada, pessoas que trabalham por conta própria sem CNPJ e aqueles que trabalham auxiliando a família.

A taxa de informalidade de maio é superior aos 39,6% do trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano) e aos 37,6% do trimestre findo em maio de 2020.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado foi de 29,8 milhões de pessoas, uma queda de 4,2% (menos 1,3 milhão de pessoas) frente ao mesmo período de 2020.

Já os empregados sem carteira assinada no setor privado somaram 9,8 milhões de pessoas, contingente 6,4% maior (mais 586 mil pessoas) ante a igual trimestre de 2020.

Os trabalhadores por conta própria chegaram a 24,4 milhões, 3% acima do frente ao trimestre anterior (mais 720 mil pessoas) e 8,7% superior (mais 2 milhões de pessoas) ao trimestre findo em maio de 2020.

Subutilização

A população subutilizada, isto é, os desempregados, aqueles que trabalham menos do que poderiam e as pessoas que poderiam trabalhar mas não procuram emprego, chegou a 32,9 milhões de pessoas, estável em relação a fevereiro deste ano mas 8,5% superior a maio de 2020 (mais 2,6 milhões de pessoas).

A taxa de subutilização ficou em 29,3% em maio deste ano, estável em relação a fevereiro deste ano e superior aos 27,5% de maio de 2020.

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (7,36 milhões de pessoas) foi recorde da série histórica iniciada em 2012, com altas de 6,8% (mais 469 mil pessoas) ante fevereiro deste ano e de 27,2% (mais 1,6 milhão de pessoas) na comparação com maio de 2020.

EBC

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Economia

Taxa de desemprego fica em 14,6% no trimestre encerrado em maio

O índice é estável em relação ao trimestre anterior: 14,4%, diz IBGE

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© Tomaz Silva/Agência Brasil

A taxa de desemprego no país ficou em 14,6% no trimestre encerrado em maio deste ano, segundo dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é estável, em termos estatísticos, em relação ao trimestre imediatamente anterior (encerrado em fevereiro deste ano): 14,4%.

De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, houve uma alta, no entanto, na comparação com o trimestre findo em maio de 2020, quando a taxa era de 12,9%.

A população desocupada no trimestre encerrado em maio deste ano, chegou a 14,8 milhões, ou seja, manteve-se estável em relação ao trimestre anterior mas cresceu 16,4% na comparação com o trimestre encerrado em maio do ano passado (mais 2,1 milhões de desempregados).

A população ocupada (86,7 milhões de pessoas) cresceu 0,9% em comparação com o trimestre anterior (mais 809 mil pessoas empregadas) e ficou estável ante o trimestre encerrado em maio de 2020.

O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 48,9%, ficando estável frente ao trimestre móvel anterior (48,6%) e caindo ante o trimestre finalizado em maio de 2020 (49,5%).

EBC

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Economia

Brasil gera 309 mil empregos formais em junho

Governo deve lançar programas para inclusão de jovens no mercado

Publicado

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil gerou 309.114 postos de trabalho em junho deste ano, resultado de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 1.536.717 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério da Economia, que divulgou hoje (29) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.899.685, em junho, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao mês anterior.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, é a primeira vez desde a crise de 2015 que o país ultrapassa o patamar de mais de 40 milhões de postos formais de trabalho. Ele acredita que a retomada da economia brasileira e o retorno seguro ao trabalho continuarão em ritmo acelerado com o avanço da vacinação da população contra covid-19, em especial nos setores de serviços e comércio, os mais afetados pelas medidas de enfrentamento à crise sanitária.

A próxima divulgação do Caged já deve acontecer sob o comando do ministro Onyx Lorenzoni, que vai assumir o Ministério do Trabalho e Previdência, que está sendo recriado. Guedes destacou que a equipe da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que hoje está na Economia, seguirá o trabalho na nova pasta.

Segundo ele, o foco será a geração de oportunidades de trabalho aos jovens e formalização de cerca de 38 milhões de trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial do governo. Em breve, ainda de acordo com Guedes, serão lançados novos programas, como o serviço social voluntário e os bônus de inclusão produtiva (BIP) e de incentivo à qualificação profissional (BIQ).

“Tememos muito o efeito cicatriz, que é a mutilação de uma geração em função de uma pandemia dessa, já no setor educacional, já temos esse receio no setor educacional. E queremos, então, acelerar a absorção desses jovens, seja com treinamento de qualificação profissional, seja com serviço social voluntário para que eles se preparem para o mercado formal de trabalho”, disse o ministro, durante coletiva virtual para divulgar os dados do Caged.

A expectativa é que o BIP e o BIQ gerem cerca de 2 milhões de empregos para jovens de 16 a 22 anos. As vagas deverão ser de meia jornada de trabalho, com bônus de meio salário mínino. Parte do bônus, o BIP, será pago inicialmente com dinheiro público e depois com recursos do Sistema S, e a outra parte, o BIQ, pago pelo empregador.

Dados do emprego

No mês passado, os dados apresentaram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 125.713 postos, distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; comércio, que criou 72.877 novos empregos; indústria geral, saldo positivo de 50.145 postos, concentrados na indústria de transformação; agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, mais 38.005 postos de trabalho gerados; e construção, que registrou 22.460 novos trabalhadores.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego, sendo que houve aumento de trabalho formal nas 27 unidades da Federação. Em termos relativos, dos estados com maior variação em relação ao estoque do mês anterior, os destaques são para o Piauí, com a abertura de 4.597 postos, aumento de 1,5%; Alagoas que criou 4.651 novas vagas (1,36%); e Maranhão, com saldo positivo de 6.745 postos (1,31%).

Os estados com menor variação relativa de empregos em junho, em relação a maio, são Rio Grande do Sul, que teve criação de 11.446 postos, aumento de 0,44%; Bahia, com saldo positivo de 7.604, alta de 0,43%; e Sergipe, que encerrou o mês passado com mais 1.107 postos de trabalho formal, crescimento de apenas 0,41%.

Em todo o país, o salário médio de admissão em junho de 2021 foi de R$ 1.806,29. Comparado ao mês anterior, houve redução real de R$ 1,59 no salário médio de admissão, uma variação negativa de 0,09%.

As estatísticas completas do Novo Caged estão disponíveis na página do Ministério da Economia. Os dados também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.

ebc

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