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Audiências do Caso Rafael recomeçam nesta quarta com depoimento do pai do menino

Garoto de 11 anos desapareceu em maio no município do norte do RS. Dez dias depois, mãe confessou o crime e apontou onde estava o corpo.

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Rafael Mateus Winques vivia com a mãe e o irmão em Planalto (Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação)


É no município de Planalto, no norte do Rio Grande do Sul — onde Rafael Mateus Winques, 11 anos, vivia com a família — que serão retomadas nesta semana as audiências sobre o caso da morte do menino. Em 25 de maio, 10 dias após o desaparecimento do filho, Alexandra Dougokenski, 33 anos, confessou um crime bárbaro. Disse ter matado a criança e escondido o corpo ao lado de casa. Nesta quarta-feira (9), Rodrigo Winques, pai do garoto, deve ser a primeira das 23 pessoas previstas para serem ouvidas até o fim da próxima semana. Estão agendadas seis audiências para os dias 9, 10, 11, 14, 17 e 18. No último dia, deverá ser realizado o interrogatório da ré, que continua presa.

O agricultor que vivia em Bento Gonçalves, na Serra, na época em que o filho desapareceu, deve ser a primeira das testemunhas a falar sobre o caso. O relato dele está previsto para se iniciar durante a tarde, às 13h15min, desta quarta-feira. Ele será ouvido presencialmente no Foro de Planalto, sob coordenação da juíza Marilene Parizotto Campagna. O depoimento dele é o único agendado para o primeiro dia.

Na sequência, na quinta-feira (10) à tarde, estão previstos para serem ouvidos o namorado de Alexandra na época do crime, Delair de Souza, a professora de Rafael, Ana Maristela Stann, um vizinho, a mãe do melhor amigo do menino e um inspetor de polícia.

Na sexta-feira (11), devem ocorrer os depoimentos dos outros policiais. Serão ouvidos os delegados Eibert Moreira Neto, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, que atuou na investigação, e Ercílio Carletti, responsável pela apuração do caso desde o início do sumiço de Rafael. Ainda nesta data, está previsto para ser ouvida uma perita do Instituto-Geral de Perícias.

Na segunda-feira (14), devem ser retomados os depoimentos, com mais dois peritos, uma vizinha, outra professora e uma conselheira tutelar. Foi o Conselho Tutelar que Alexandra procurou primeiro para informar o desaparecimento de Rafael. Neste mesmo dia, estão previstos os depoimentos de familiares dela, e por consequência também do menino. Entre os familiares, devem depor a mãe de Alexandra, portanto avó do menino, Isaílde Batista, e o irmão de Alexandra, Alberto Cagol. No mesmo dia, deve ser ouvido o filho adolescente dela, irmão mais velho de Rafael.

A audiência seguinte está agendada para a quinta-feira, dia 17 de dezembro, quando serão ouvidas testemunhas vinculadas ao pai do menino, entre elas uma irmã dele e amigos. No dia 18 de dezembro, está prevista a realização do interrogatório de Alexandra. Ela cumpre prisão preventiva na Penitenciária Municipal de Guaíba, de onde deverá acompanhar as audiências por videoconferência e ser interrogada.

Audiências anteriores

O pai do garoto já havia sido ouvido em audiência anterior, em 1º de outubro. Daquela vez, o depoimento foi realizado por videoconferência e durou cerca de duas horas e meia. O pai apresentou contradições ao afirmar que Alexandra batia nos filhos e não demonstrava amor. Em depoimento anterior à polícia, ele havia relatado que ela tinha bom relacionamento com os filhos. Além de Rafael, Alexandra também é mãe de um adolescente.

No mesmo dia, foi ouvido o namorado de Alexandra na época do crime, Delair de Souza. Ele disse que não percebeu nada no comportamento da namorada inicialmente, mas que ao longo dos dias ela teria permanecido fria sobre o sumiço do filho. Outra testemunha ouvida em outubro foi Ana Maristela Stann, professora de Rafael. A educadora disse ter desconfiado da postura de Alexandra durante o sumiço do menino.

— Enquanto a gente chorava, passei dez noites sem dormir, ela aparentava tanta paz — afirmou.

No dia 9 de outubro, quando deveria ter sido dado seguimento aos depoimentos das testemunhas, a juíza decidiu suspender a audiência. A defesa de Alexandra alegou que não havia acessado documentos que foram anexados ao processo. Segundo o Tribunal de Justiça, os depoimentos anteriores permanecem válidos. No entanto, os três precisarão ser ouvidos novamente nestas audiências agendadas agora.

O caso

Rafael desapareceu em 15 de maio, em Planalto, onde residia com a mãe e o irmão. Alexandra afirmava que acordou pela manhã e não encontrou o filho em casa. O sumiço do garoto mobilizou a cidade, em buscas de pistas. Dez dias depois, a mãe dele acabou confessando ter matado o menino. Ela indicou o local onde estava o corpo, dentro de uma caixa de papelão, na varanda de uma casa vizinha.

A perícia apontou que a morte foi provocada por asfixia mecânica, por estrangulamento. O menino tinha uma corda de varal enrolada no pescoço. Alexandra afirmou em depoimentos que teria medicado o filho e usado a corda somente para transportar o corpo, após perceber que ele estava morto. Ela responde por homicídio qualificado e outros três crimes: ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

Após a finalização desta etapa das oitivas de testemunhas e do interrogatório, será aberto prazo para as alegações finais por parte da defesa e da acusação. Depois disso, a juíza deverá decidir se pronuncia a ré pelo crime, ou seja, se ela deve responder pela morte do filho. Como se trata de homicídio (crime contra a vida), em caso de pronúncia, o julgamento se daria pelo júri popular.

Contraponto

GZH procurou Jean Severo, responsável pela defesa de Alexandra. O advogado afirma que a defesa aguarda que sejam reunidas ao processo provas que, em seu entendimento, comprovarão a inocência de Alexandra.

— Nossa expectativa é a melhor possível — disse.

AS AUDIÊNCIAS:

9 de dezembro, às 13h15:

Rodrigo Winques (pai de Rafael)

10 de dezembro, às 13h15:

Delair de Souza (namorado de Alexandra na época do fato)
Ana Maristela Stamm (professora de Rafael)
Carlos Eduardo da Silva (vizinho de Alexandra na época do fato)
Jaqueline Luíza Mesnerovicz (mãe do melhor amigo de Rafael)
Jackson Getúlio Consoli (inspetor de polícia)

11 de dezembro, às 13h15:

Eibert Moreira Neto (Delgado de Polícia)
Ercílio Raulileu Carletti (Delegado de Polícia)
Caroline Hercolani Alegretti (Perita do IGP)

14 de dezembro, às 13h15:

Roberto Pontes dos Santos (Médico Legista)
Bábara Zaffari Cavedon (perita do IGP)
Roberta Brambila (testemunha de defesa)
Alberto Moacir Cagol (irmão de Alexandra)
Ladjane Ravagio (professora de Rafael)
Denise Bielski Vojniek (conselheira tutelar)
Isailde Batista (mãe de Alexandra)
Adolescente (irmão de Rafael)

17 de dezembro, às 13h15:

Rosemar Winques Ostroski (irmã de Rodrigo Winques)
Gilmar Antonio Atzler (proprietário do imóvel que Rodrigo reside)
Marizete Lisboa Miranda da Silva (amiga de Rodrigo Winques)
Rodrigo Oliveira Dias (amigo de Rodrigo Winques)
Claudiomiro Miranda da Silva (esposo de Marizete)
Antônio Gabriel da Silva (testemunha de defesa)

18 de dezembro, às 13h15:

Interrogatório da ré Alexandra

Fonte: Tribunal de Justiça-RS – Rádio Alto Uruguai

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Risco da Dengue em Santa Rosa é médio

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O LIRAa é uma atividade que foi desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Ela permite a identificação de áreas com maior proporção/ocorrência de focos, bem como, dos criadouros predominantes, indicando o risco de transmissão de dengue, febre de chikungunya e zika vírus. A atividade é realizada periodicamente por meio da visita a um determinado número de imóveis do município, onde ocorre a coleta de larvas para definir o Índice de Infestação Predial (IIP) e o Índice de Infestação em Depósitos (Índice de Breteau – IB).

A 14ª Coordenadoria Regional de Saúde é quem repassa para o Setor das Vigilâncias, as datas para realização do LIRAa. Os Supervisores de Campo e Apoio da FUMSSAR realizam o sorteio dos imóveis por sistema informatizado. No último levantamento realizado, foram sorteados 1.354 imóveis da cidade. O levantamento é dividido em três estratos no município, 01, 02 e 03, onde os Agentes de Combate às Endemias realizam estas vistorias durante a semana indicada pela 14ª CRS.

Ao realizar as vistorias, caso os agentes encontrem larvas nas residências, são recolhidas amostras que após o termino do levantamento vão para análise laboratorial. Após a análise os dados são lançados no sistema, que fornece o resultado final. De acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (2009), os parâmetros para classificação dos estratos e dos municípios, quanto à infestação pelo Aedes aegypti são: Menor que 0,9%: Baixo Risco | De 1% e 3,99%: Médio Risco | Acima de 3,99%: Alto Risco.

Este último levantamento de Junho de 2021, mostrou os seguintes resultados: Estrato 01 = 0, Estrato 02 = 2,1 e Estrato 03 = 1,6, sendo então a média geral de Santa Rosa = 1,2, apresentando assim, médio risco. Para o Gerente das Vigilâncias, Jairo Beal, este resultado demonstra que o trabalho de prevenção e fiscalização vem avançando, “Ao acompanhar os resultados do LIRAa dos outros anos, percebemos a diminuição do índice a cada novo levantamento, isso com certeza é resultado das campanhas de prevenção e conscientização da população e também pelo trabalho de fiscalização realizado pelos agentes de combate às endemias”. A partir dos resultados deste levantamento, é possível identificar as áreas prioritárias para medidas e ações estratégicas de controle e combate ao mosquito.

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51 anos em diante podem vacinar contra Covid em Santa Rosa

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Está previsto para hoje à tarde (11), a chegada de 2.248 novas doses para D1 (Dose Um) em Santa Rosa. Na segunda-feira (14), será ampliada a vacinação. Serão vacinadas pessoas a partir de 51 anos.

A aplicação das doses será feita em todas as Unidades Básicas de Saúde. O atendimento será mediante agendamento prévio por telefone ou presencial. Todos que forem se vacinar precisam levar documento com foto e se possível caderneta de vacinação.

Santa Rosa já aplicou até o momento, 35.044 doses. Do total, 25.311 foram de primeira dose (D1), o que representa 1/3 da população do município e 9.733 de segunda dose (D2).

* Importante: Pessoas que se vacinaram contra a Influenza (GRIPE) precisam aguardar o prazo de 14 dias para poder receber a vacina contra a COVID-19

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GT Saúde reforça necessidade de medidas mais restritivas em Santa Rosa, Ijuí e Passo Fundo

Na segunda (14), haverá rodada com prefeitos das regiões de Cachoeira do Sul, Erechim, Palmeira das Missões e Cruz Alta

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Reuniões conduzidas pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, são realizadas de forma híbrida - Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini

Por determinação do governador Eduardo Leite na última reunião do Gabinete de Crise, na quarta-feira (9/6), presidentes de associações regionais, prefeitos e integrantes de comitês técnicos das cidades que fazem parte das regiões Covid de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo foram convocados para reuniões de alinhamento a respeito das medidas de enfrentamento à pandemia dentro do Sistema 3As de Monitoramento.

As reuniões ocorreram nesta sexta-feira (11/6) e foram coordenadas pela secretária da Saúde, Arita Bergmann, com participação do secretário de Articulação e Apoio aos Municípios, Luiz Carlos Busato, e pelo coordenador do Gabinete de Crise, Marcelo Alves, além das equipes técnicas do GT Saúde e do GT Protocolos e de integrantes do Ministério Público, além do procurador-geral de Justiça. Na segunda-feira (14/6), haverá mais uma rodada com prefeitos das regiões de Cachoeira do Sul, Erechim, Palmeira das Missões e Cruz Alta.

Isso porque, a partir da análise dos dados monitorados diariamente pelo GT Saúde e pelo GT Protocolos, o Gabinete de Crise concluiu que as medidas adotadas nessas regiões não estão sendo suficientes para frear o contágio. Devido ao agravamento da situação da Covid-19 nas regiões, o governo do Estado decidiu fazer reuniões específicas, com acompanhamento do Ministério Público do Rio Grande do Sul. O procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles, estará presente em todos os encontros – realizadas de forma híbrida.

“Temos de evitar que mais pessoas venham a óbito e que o número de casos siga aumentando. Precisamos melhorar os planos, incrementar as medidas, e precisamos valorizar a técnica, a ciência, o parecer dos grupos técnicos regionais. Temos de incutir na população o sentimento de que os planos são coletivos, que devem ser respeitados em todas as cidades da região, e de que precisamos da participação de todos, com engajamento de todos os prefeitos. Estamos confiantes de que a gestão parceria e compartilhada, e as ações objetivas e operacionais darão resultado”, afirmou Arita.

A primeira reunião foi realizada com as regiões de Santa Rosa e de Ijuí. Em seguida, ainda pela manhã, foi a vez da região de Passo Fundo. O Alerta às regiões de Ijuí, Santa Rosa e Passo Fundo foi dado no dia 18 de maio. Desde então, o Gabinete de Crise vem optando, semanalmente, pela manutenção do Alerta. Em 28 de maio e 2 de junho, o Gabinete de Crise inclusive emitiu um reforço de Alerta para Passo Fundo e Santa Rosa, destacando a necessidade de aplicação de ações mais rígidas para frear a contaminação pelo coronavírus. O mesmo reforço de Alerta foi emitido a Ijuí em 28 de maio.

“Essas reuniões não estão ocorrendo gratuitamente. Os dados das regiões estão nos preocupando, e as ações precisam ser ainda mais efetivas. Os técnicos do governo do Estado estão à disposição das regiões para a construção de alternativas de enfrentamento da pandemia”, destacou o secretário Busato.

Em Santa Rosa, o relatório do GT Saúde mostra que a região tem a segunda maior incidência de casos confirmados entre as 21 regiões Covid na última semana, e 63,5% superior à média estadual. O número de óbitos cresceu 23,1% com relação à semana anterior, e a taxa de mortalidade é a 9a maior do Estado. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 98,2%, e a região tem observado a necessidade de enviar pacientes para outras regiões.

Segundo Arita, os planos de Ação precisam de medidas mais consistentes para a redução do contágio de coronavírus. “Não pode ser uma carta de boas intenções, precisa ser um plano de ações concretas”, detalhou, colocando a Secretaria da Saúde à disposição dos prefeitos para auxiliar na adequação dos planos.

Em Ijuí, houve um aumento de 14,1% de casos confirmados. A região tem a 6a maior incidência de casos por habitantes entre as 21 regiões. Os óbitos também aumentaram, da última semana para cá, em 4,3%, e a taxa de ocupação de leitos de UTI é de 95,9%.

“As reuniões servem para reforçar a suma importância de fiscalizar, monitorar, conscientizar e vacinar. A vacina é um alento, mas só a vacina não resolve, e se não freamos o contágio, não teremos leitos suficientes para atender todos que precisarem”, alertou Arita.

Em Passo Fundo, o número de óbitos cresceu 10,3%, e a região tem a terceira mais alta taxa de mortalidade entre as regiões Covid. A incidência de novos casos por 100 mil habitantes cresceu 8,5% com relação à semana anterior, e a região tem a maior incidência de novos casos entre as 21 regiões Covid. Essa incidência é, também, 84% superior à média estadual. Além disso, a taxa de ocupação de leitos de UTI já passou de 100%, indicando esgotamento da capacidade hospitalar.

“Precisamos ser mais restritivos. Os pactos foram firmados, os compromissos foram aceitos, e os índices nessas regiões estão piorando. Nossa orientação é de que precisamos ser mais firmes nesses locais para que a situação melhore. A medida jurídica será tomada em último caso, mas se houver descumprimento dos pactos, será acionada”, lembrou o procurador-geral de Justiça, Marcelo Dornelles.

Os boletins regionais e os relatórios do GT Saúde dessas e das demais regiões estão disponíveis no site do Sistema 3As de Monitoramento.

•  Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Santa Rosa.

• Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Ijuí.

• Clique aqui e veja a apresentação sobre a região de Passo Fundo.

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