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Audiência pública em Santa Rosa debateu agrotóxicos na região

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Audiência pública reuniu, na tarde da quinta-feira (5/9), em Santa Rosa, 120 interessados em debater impactos do uso de agrotóxicos na saúde humana, meio ambiente e consumidor. O grupo representava 27 municípios da Fronteira Noroeste gaúcha convidados para o evento. O encontro foi realizado no auditório santa-rosense da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí). A organizacão foi do Fórum Gaúcho de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos (FGCIA), espaço permanente, plural, aberto e diversificado de debate de questões relacionadas aos impactos negativos dos agrotóxicos na saúde do trabalhador, do consumidor, da população e do ambiente, possibilitando troca livre de experiências e articulação em rede da sociedade civil, instituições e Ministério Público. A iniciativa é do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público Estadual (MP/RS). A organização do evento teve apoio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) Fronteira Noroeste, da 14ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) e da Unijuí.

A mesa de abertura foi composta pelo atual coordenador do Fórum, procurador da República Rodrigo Valdez de Oliveira, pelo coordenador-adjunto, procurador do MPT Rogério Uzun Fleischmann (ambos lotado em Porto Alegre), pela coordenadora do Cerest Fronteira Noroeste, administradora Adriana Peres Ulzafar, pelo coordenador da 14ª CRS, Valdemar Ferreira Fonseca, pelo professor titular do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Althen Teixeira Filho, e pelo auditor-fiscal do trabalho Rudy Allan Silva da Silva (lotado na Gerência Regional do Trabalho – GRT, em Santo Ângelo). Além dos procuradores Rodrigo e Rogério, o Fórum tem como coordenadores adjuntos o promotor do MP Estadual Daniel Martini e o vice-presidente regional Sul da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Leonardo Melgarejo.

Na abertura da audiência, o coordenador Rodrigo Oliveira relatou a origem e a atuação do Fórum, formado atualmente por 68 instituições públicas e privadas, ONGs, universidades etc. Esta foi a 12ª audiência pública realizada no Estado. As anteriores foram em Ijuí (9/4/2015), Pelotas (16/9/2015), Caxias do Sul (4/11/2015), Porto Alegre (8/6/2016), Encantado (21/9/2016), Osório (12/5/2017), Tupanciretã (25/8/2017), Rio Grande (6/4/2018), Santa Cruz do Sul (24/8/2018), Passo Fundo (30/11/2018) e Palmeira das Missões (15/5/2019). “O objetivo primordial desta audiência pública é ouvir a sociedade, a população, os trabalhadores e produtores rurais, a área da saúde, dentre outras, a fim de conhecer a realidade e os problemas do uso de agrotóxicos na região”, afirmou.

O procurador Rogério Fleischmann lembrou que esteve há um ano, em 4/9/2018, em Santa Rosa, também no auditório da Unijuí, para audiência coletiva sobre notificação compulsória de intoxicação por agrotóxicos, com 140 representantes de 21 dos 22 municípios da região Noroeste do RS. O público foi formado por secretários, profissionais das unidades de saúde, incluindo médicos e enfermeiros, diretores dos hospitais, instituições de ensino e sindicatos. Passado um ano, apenas sete notificações de intoxicação aguda por agrotóxicos foram realizadas na região, representando índice muito baixo, considerando comparativo com outras regiões com a mesma matriz econômica. Segundo o procurador, “o baixo índice de notificações dificulta a ação preventiva, trazendo impactos negativos para a saúde e também para o Erário, pois o trabalhador doente busca socorro na Previdência e nos hospitais públicos”.

Apresentações

Os integrantes do Grupo Técnico (GT) Agrotóxicos da 14ª CRS e do Cerest Fronteira Nordeste foram apresentados ao público. O médico Alexsander Rodrigues Kucharski, da 14ª CRS, explicou a atuação do GT, desde 2015, destacando o histórico e a baixa notificação de intoxicações na região. A fonoaudióloga do Cerest, Maribel Renata Fachinetto, apresentou a realidade dos municípios da região Noroeste gaúcha, quanto à sensibilização dos profissionais de saúde para a causa-efeito do uso dos agrotóxicos no organismo humano, bem como da importância da ampliação das discussões para a formulação de políticas públicas que minimizem os impactos na saúde e no meio ambiente.

Clique aqui para acessar em PDF slides apresentados pelo médico Alexsander e pela fonoaudióloga Maribel.

O professor Althen Filho apresentou palestra com o título “Agrotóxicos matam!”. Com pós-doutorado pela Universidade de Medicina de Lübeck, Alemanha (1989), tem experiência na área de Morfologia, com ênfase em Anatomia. Atua, principalmente, nos temas sistema de condução de estímulos, nó sinoatrial, coração e bovinos. “Agrotóxicos são venenos, pensados e elaborados com o propósito único de lesar organismos! De forma mais direta e clara: são biocidas que matam células, sejam elas animais, vegetais, fungos, bactérias ou fauna edáfica!”, afirmou o estudioso.

Clique aqui para acessar em PDF slides apresentados pelo professor Althen.

Foi dada a palavra a sete representantes de entidades públicas e privadas, bem como movimentos sociais organizados e demais pessoas interessadas, previamente inscritos: Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Cerro Largo; Associação Regional de Educação, Desenvolvimento e Pesquisa (Arede); Sítio Agroecológico Santa Fé; Cerest Fronteira Noroeste; Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural (Aipan); Adubos Araguaia Indústria e Comércio; e Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Elétricos de Santa Rosa e Região. Cada um teve cinco minutos para intervenção.

O auditor-fiscal do Trabalho Rudy Silva apresentou o “Relatório de ações de fiscalização dirigidas à prevenção da exposição e da intoxicação dos trabalhadores por agrotóxicos”. As ações fiscais foram realizadas, no ano de 2018, em propriedades rurais do Noroeste gaúcho. Em 35 propriedades rurais inspecionadas, houve 87 autuações, mesmo considerando o critério de dupla visita aplicado para propriedades de até 10 empregados. Em complemento, o auditor trouxe estudo de caso acidentário que, embora reportado como queda de altura em propriedade rural, apresenta estreita relação com a exposição direta a agrotóxicos.

Clique aqui para acessar em PDF slides apresentados pelo auditor Rudy.

Encaminhamentos
A audiência pública seguiu com espaço para troca de informações, debates e encaminhamentos entre a população e os representantes de órgãos públicos, associações civis, estabelecimentos de saúde, conselhos, universidades e movimentos sociais. Foi oportunizada a palavra a mais 5 pessoas, que se inscreveram no decorrer do evento. Entre o público presente, havia representantes dos gabinetes dos deputados Elvino Bohn Gass (federal) e Jeferson Oliveira Fernandes (estadual); Instituto Federal Farroupilha (IFFar) – Campus Santa Rosa; Sindiágua da Região de Santa Rosa; Conselho Municipal da Saúde e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Santa Rosa; Associação Regional dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da Grande Santa Rosa; Câmara de Vereadores de Santa Rosa; Comitê de Gerenciamento das Bacias Hidrográficas dos Rios do Turvo – Santa Rosa – Santo Cristo; e Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) Fronteira Noroeste.

Foram contemplados 27 municípios nos debates: Alecrim, Alegria, Boa Vista do Buricá, Campina das Missões, Cândido Godói, Crissiumal, Doutor Maurício Cardoso, Giruá, Horizontina, Humaitá, Independência, Nova Candelária, Novo Machado, Porto Lucena, Porto Mauá, Porto Vera Cruz, Santa Rosa, Santo Cristo, São José do Inhacorá, São Martinho, São Paulo das Missões, Sede Nova, Senador Salgado Filho, Tiradentes do Sul, Três de Maio, Tucunduva e Tuparendi.

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RTC e cooperativas iniciam projeto pioneiro na prevenção de doenças da soja

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Com o objetivo de aprimorar o conhecimento técnico e prático na área da fitopatologia, a Rede Técnica Cooperativa – RTC promoveu o treinamento sobre a utilização de coletores de esporos para monitoramento de oídio e ferrugem na cultura da soja.

O treinamento simboliza o início de um projeto pioneiro conduzido entre a RTC e as cooperativas, baseado em uma rede de coletores de esporos distribuídos pelo Estado, com o propósito de monitorar a flutuação do inóculo de Phakopsora pachyrhizi e Microsphaera diffusa, fungos causadores de ferrugem e oídio, respectivamente.

O evento ocorreu no dia 05 de outubro, na área de pesquisa e tecnologia da CCGL, e contou com 12 das cooperativas associadas participantes da primeira fase do projeto.

Participam da primeira fase do projeto as cooperativas: Coopatrigo, Cotripal, Agropan, Cotrijal, Cotriel, Cotrisal, Coopermil, Cotricampo, Cotrisul, Cotrijuc, Cotribá e Coasa, além da CCGL, cooperativa que coordena a iniciativa por meio do projeto da RTC.

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Otimismo marca abertura oficial da colheita do trigo no RS

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Em meio a um cenário positivo para a safra de trigo, com aumento de área e de preço, foi aberta oficialmente nesta segunda-feira (18/10) a colheita do trigo no Rio Grande do Sul. A cerimônia aconteceu na Fazenda Santa Terezinha, em Cruz Alta. Até o momento, as máquinas já colheram mais de 5%, ou seja, aproximadamente 60 mil hectares de uma produção estimada pela Emater/RS-Ascar em 3,59 milhões de toneladas.

Puxado pela demanda aquecida, o preço do trigo subiu. A saca de 60 kg, em média, vale R$ 80,70. No mesmo período do ano passado o produto era cotado em R$ 62,13.

A confiança dos produtores no cereal elevou o trigo à principal safra de inverno, à frente da aveia branca grãos (799.714 t), cevada (129.934 t) e canola (55.672 t). A área cultivada com o grão no Estado superou um milhão de hectares, o que não acontecia desde 2014. Dos 915,7 mil hectares cultivados na safra do ano passado neste ano a área cultivada foi de 1.177.487 hectares.

Em que pesem perdas registradas, principalmente no Noroeste gaúcho, o cenário é “positivo”, na avaliação de Tarcísio Minetto, coordenador da Câmara Setorial do Trigo, uma das 23 câmaras setoriais da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

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Agro

Massey Ferguson lança revista da Turma da Mônica sobre a evolução da agricultura no Brasil

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Publicação será distribuída gratuitamente para produtores rurais

A história da Massey Ferguson no Brasil será contada em quadrinhos pela Turma da Mônica. Referência no mercado agrícola brasileiro, a marca lança no mês das Crianças um gibi especial sobre a trajetória e a evolução da agricultura brasileira. A iniciativa é parte das celebrações dos 60 anos da inauguração da sua primeira fábrica no Brasil.

Com o título “Plantando tecnologia e colhendo boas histórias”, a aventura se passa no sítio de Chico Bento, que também comemora 60 anos em 2021. Cebolinha, Mônica e Magali conhecem um pouco do dia a dia do campo e a importante contribuição da marca para o processo de mecanização agrícola e desenvolvimento da agricultura de precisão no país.

A produção da revista especial em quadrinhos, pelo estúdio Mauricio de Sousa, teve assessoria da equipe da empresa de tratores e equipamentos agrícolas passando, em uma linguagem simples e bem humorada, esta história que se mistura com o desenvolvimento da agricultura no Brasil.

As publicações serão distribuídas gratuitamente a partir de outubro para produtores rurais, filhos de funcionários e escolas de algumas regiões do país. Os gibis ainda estarão disponíveis, também gratuitamente, nas concessionárias da Massey Ferguson.

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