Astronautas 'presos' na ISS dizem que estão confiantes que vão voltar à Terra em cápsula da Boeing
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Astronautas ‘presos’ na ISS dizem que estão confiantes que vão voltar à Terra em cápsula da Boeing

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Foto: AP Photo/Chris O'Meara

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Os astronautas Barry “Butch” Wilmore e Suni Williams, que deveriam ter retornado à Terra em 12 de junho, declararam nesta quarta-feira (10) que estão “confiantes” em um retorno seguro. A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva transmitida diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS).

“Estamos completamente confiantes de que os testes que estamos realizando são os necessários para obtermos as respostas corretas e os dados de que precisamos para retornar”, afirmou Wilmore. No entanto, o retorno já foi adiado três vezes, e a NASA ainda não anunciou uma nova data.

A dupla foi enviada à ISS em 5 de junho, em uma missão de 8 dias, no primeiro voo tripulado da cápsula Starliner, da Boeing. Problemas nos propulsores e vazamentos de hélio, porém, alteraram todo o cronograma.

“Tenho uma sensação muito boa em meu coração de que esta cápsula nos levará para casa, sem problemas”, disse Suni Williams. “Passamos por muitas simulações… e acho que, no ponto em que estamos agora, sinto confiança de que, se fosse necessário, se houvesse algum problema com a ISS, poderíamos entrar na nossa espaçonave, desacoplar, conversar com nossa equipe e encontrar a melhor forma de voltar para casa”, acrescentou Williams.

A Starliner pode permanecer ancorada na ISS por no máximo 45 dias, segundo autoridades.

Quem é Barry Wilmore?

Barry Wilmore, de 61 anos, foi criado em Mount Juliet, Tennessee (EUA) e é capitão aposentado da Marinha americana. Ele já passou 178 dias no espaço ao longo de sua carreira, acumulando 8 mil horas de voo e 663 pousos em porta-aviões. Wilmore participou de operações militares no Iraque e na Bósnia e está em sua terceira missão na Estação Espacial Internacional. Ele fez parte da Expedição 41, de setembro a novembro de 2014, explorando a composição de meteoros e as alterações musculares e ósseas causadas pelo espaço, passando 167 dias fora da Terra e realizando 4 caminhadas espaciais. É casado com Deanna Newport e tem duas filhas.

Quem é Suni Williams?

Aos 58 anos, Suni Williams é astronauta da NASA desde 1998 e veterana de duas missões espaciais. Ela é a segunda mulher astronauta com mais tempo de caminhada espacial, totalizando 50 horas e 40 minutos. Williams já passou mais de 3 mil horas voando em 30 aeronaves diferentes. Como membro da tripulação do NEEMO2, ela ficou 9 dias no laboratório submarino Aquarius, da NASA. Em 1989, foi promovida a aviadora naval e se reportou ao Esquadrão de Combate de Helicópteros nos EUA, participando de missões no Mediterrâneo, Mar Vermelho e Golfo Pérsico. Em setembro de 1992, participou de uma operação de socorro às vítimas do Furacão Andrew em Miami, Flórida. É casada e considera Needham, Massachusetts (EUA), sua cidade natal.

Fonte: G1

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Robô da Nasa quebra rocha sem querer e descobre material inédito em Marte

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Foto: Divulgação/Nasa
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Durante uma de suas expedições em Marte, o rover Curiosity da NASA se envolveu em um incidente inesperado que levou a uma descoberta inédita. O veículo espacial acidentalmente atropelou uma rocha brilhante, partindo-a ao meio. As imagens enviadas à Terra revelaram a presença de cristais de enxofre puro no interior da pedra, marcando a primeira evidência desse mineral em Marte.

Desde outubro de 2023, o Curiosity está explorando uma área marciana rica em sulfatos, um tipo de sal contendo enxofre que se forma à medida que a água evapora. No entanto, encontrar enxofre em estado puro, sem odor e de coloração amarela, era algo que os astrônomos não esperavam.

Após a descoberta, os cientistas da NASA revisaram as fotos recentes da região. Eles perceberam que o Curiosity estava em um vasto campo de rochas semelhantes à que foi esmagada, possivelmente contendo mais cristais de enxofre.

“Encontrar um campo de pedras feitas de enxofre puro é como encontrar um oásis no deserto”, afirmou Ashwin Vasavada, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. “Nossa missão agora é entender por que esse campo existe. Descobrir o inesperado é o que torna a exploração planetária tão emocionante.”

Outras Descobertas da Missão Curiosity

Os cristais de enxofre são apenas uma das várias descobertas feitas pelo Curiosity no canal Gediz Vallis, que corta o Monte Sharp, uma montanha de 5 km de altura. Desde 2014, o rover explora a base dessa montanha, com cada camada representando diferentes períodos da história marciana. A NASA espera identificar locais e momentos em que o terreno antigo de Marte poderia ter oferecido nutrientes para a vida microbiana.

Gediz Vallis, avistado do espaço anos antes do lançamento do Curiosity, foi uma das principais razões para a equipe científica explorar essa parte de Marte. Acredita-se que o canal foi esculpido por fluxos de água líquida e detritos, formando uma crista de pedras e sedimentos que se estendem por 3 km.

Desde que chegou ao canal, a NASA tem estudado se antigas enchentes ou deslizamentos de terra acumularam os montes de detritos encontrados lá. As evidências sugerem que ambos os fenômenos contribuíram: algumas pilhas foram deixadas por fluxos violentos de água e detritos, enquanto outras resultaram de deslizamentos de terra locais.

“Este não foi um período tranquilo em Marte”, explicou Becky Williams, cientista do Planetary Science Institute. “Houve uma quantidade empolgante de atividade geológica por lá.”

Fonte: Jornal o Sul

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Novo remédio contra HIV mostra 100% de eficácia e pode revolucionar controle da doença

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Foto: Hailshadow/istock
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Um novo medicamento contra o HIV demonstrou eficácia total na prevenção do vírus em mulheres cisgênero africanas. Esta medicação, que é injetável, requer apenas duas aplicações semestrais.

O estudo clínico Purpose 1, que testou esta nova droga, foi realizado na África do Sul e em Uganda. Os resultados não apenas confirmam a eficácia do medicamento, mas também sua segurança, mostrando um potencial significativo para reduzir drasticamente as novas infecções pelo HIV. Este vírus pode levar à Aids, uma doença que matou 30 milhões de pessoas no mundo nos últimos 40 anos.

O novo medicamento, chamado lenacapavir, atua de maneira diferente dos métodos tradicionais de profilaxia pré-exposição (PrEP). Ele é um inibidor de fusão da cápside, interferindo diretamente na estrutura protetiva do HIV e impedindo a replicação do vírus no corpo humano.

Os resultados preliminares mostraram que o lenacapavir impediu a infecção por HIV em todas as 2.134 mulheres que receberam o tratamento, alcançando 100% de eficácia.

Uma única dose do novo medicamento foi comparada à administração oral diária de Descovy ou Truvada em mais de 5.300 mulheres cisgênero (cuja identidade de gênero corresponde ao sexo atribuído no nascimento) de 16 a 25 anos na África do Sul e Uganda.

Nos grupos que receberam Truvada e Descovy, foram registrados, respectivamente, 16 e 39 casos de infecção por HIV. Nenhum caso foi registrado no grupo do lenacapavir.

Se aprovado, o lenacapavir tem potencial para “aumentar a adesão e a persistência da profilaxia pré-exposição (PrEP)”, segundo os cientistas.

“Embora saibamos que as opções tradicionais de prevenção do HIV são altamente eficazes quando tomadas conforme prescrito, o lenacapavir pode ajudar a lidar com o estigma e a discriminação que algumas pessoas enfrentam ao tomar ou armazenar pílulas orais de [profilaxia pré-exposição], bem como potencialmente ajudar a aumentar a adesão e a persistência da medicação, dado seu cronograma de dosagem semestral,” diz Linda-Gail Bekker, Diretora do Desmond Tutu HIV Center, em comunicado.

Em pacientes HIV-negativos, os medicamentos de profilaxia pré-exposição (PrEP) – como Descovy ou Truvada – podem reduzir em cerca de 99% o risco de contrair o vírus. Nos resultados dos ensaios clínicos de Fase 3 do lenacapavir, a eficácia foi de 100%.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e reguladores de diversos países acompanham de perto essas pesquisas, que podem definir novas diretrizes e recomendações.

As investigações sobre o lenacapavir continuam com o estudo Purpose 2, que inclui um grupo maior de voluntários participantes.

A avaliação deve verificar a eficácia em homens cisgênero, homens trans, mulheres trans e indivíduos não-binários que mantêm relações sexuais com homens cis.

Os resultados desse estudo ampliado são aguardados com grande expectativa e podem ampliar ainda mais o uso do lenacapavir em diferentes populações e comunidades.

Até o início de 2025, espera-se a divulgação dos resultados dessa nova etapa de ensaio clínico.

A Aids, provocada pelo vírus HIV, foi descoberta na década de 1980 e, infelizmente, matou cerca de 33 milhões de pessoas no mundo inteiro nas últimas quatro décadas.

Até hoje, não existe uma vacina para a doença devido à alta capacidade de mutação do HIV, muito maior do que a do vírus da Covid e da influenza.

Nos últimos dez anos, o Brasil registrou uma queda de 25,5% no coeficiente de mortalidade por Aids, segundo o Ministério da Saúde.

A taxa caiu de 5,5 para 4,1 óbitos por 100 mil habitantes.

Em 2022, o Ministério da Saúde registrou 10.994 mortes tendo HIV/Aids como causa básica, 8,5% a menos que os 12.019 óbitos registrados em 2012.

Fonte: Só notícia boa

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Cientistas descobrem causa do lúpus e como reverter a doença autoimune

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Foto: M Northwestern Medicine
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Cientistas dos Estados Unidos revelaram uma descoberta significativa sobre o lúpus, uma doença autoimune complexa. Publicado na Nature, o estudo liderado por pesquisadores da Northwestern Medicine e do Brigham and Women’s Hospital identificou alterações cruciais em moléculas sanguíneas de pacientes com lúpus, apontando para uma possível causa da doença até então desconhecida.

O cerne da descoberta reside no desequilíbrio das respostas imunológicas, onde pacientes com lúpus mostraram um excesso de células T auxiliares periféricas, um fenômeno não observado em indivíduos saudáveis. Esta condição promove a produção de autoanticorpos, desencadeando inflamações e danos nos órgãos afetados, como pele, articulações, rins e cérebro.

Os cientistas exploraram a ativação da via controlada pelo receptor do hidrocarboneto arila (AHR) como uma potencial solução. Ao usar moléculas ativadoras de AHR em amostras de pacientes, conseguiram reprogramar as células T, reduzindo a atividade autoimune e promovendo a cicatrização de feridas causadas pela doença. Essa abordagem sugere um caminho promissor para tratamentos futuros.

“Esta descoberta revela um desequilíbrio fundamental nas respostas imunológicas dos pacientes com lúpus e identifica mediadores específicos que podem corrigir esse desequilíbrio para mitigar a resposta autoimune”, explicou Deepak Rao, reumatologista do Brigham and Women’s Hospital.

Os resultados são vistos como um passo crucial para o desenvolvimento de novas terapias que possam um dia levar a uma potencial cura para o lúpus, oferecendo esperança para milhões de pessoas afetadas pela doença.

Fonte: Só notícia boa

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