Às vezes me perguntam – Portal Plural
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Paulo Schultz

Às vezes me perguntam

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O que a elite brasileira, e a maior parte da classe média brasileira procuram em um candidato a presidente ?

Porquê Moro é considerado um herói para um tanto dessa gente?

O que é a chamada “terceira via” ?

Porquê Eduardo Leite, o governador tucano do Rio Grande do Sul, não altera o tom e o volume de voz nunca, nem para dar notícia boa, nem para anunciar uma catástrofe ? Seria um sintoma de frieza ?

Porquê o mesmo Rio Grande do Sul elegeu como senador, em 2018, um bode velho, uma versão gaudéria de Bolsonaro na tosquice e na ignorância, e este mesmo senador tem índices altos de intenção de voto, se colocado como candidato ao governo gaúcho ?

Porquê os homens medianos das diferentes regiões interioranas do RS se identificam tanto com a tosquice e a burrice Bolsonarista ?

Porquê Sérgio Moro não consegue falar olhando nos olhos da pessoa com quem ele conversa ? Seria ele dissimulado ?

Porquê caminhoneiros pagavam R$ 2,50 por um litro de diesel no tempo do PT, e abriam uma boca do tamanho de uma gamela, e agora, pagando mais de R$ 5, no governo Bolsonaro, não dão um pio ?

Porquê Eduardo Bolsonaro não quer ser chamado de “Bananinha” ?

Porquê Bolsonaro gosta tanto de mentir ?

A agenda diária de Bolsonaro é aquele pouco que aparece nos sites oficiais ?

E o que ele faz no restante do dia? Ócio remunerado ?

Ao se ter um ministro do STF terrivelmente evangélico, não se corre o risco de se ter decisões terrivelmente bizarras ou estúpidas ?

Porquê a direita liberal tem se debatido, e ainda não conseguiu acertar o figurino para um candidato da” terceira via” que seja viável eleitoralmente ?

Na impossibilidade de viabilizar outro nome, a mesma elite e classe média cravará fundo o dedo votando Bolsonaro na urna eletrônica ?

Quantos candidatos ao governo do Estado a direita liberal e Bolsonarista gaúcha colocará na disputa, para, ao final de tudo, buscar garantir sua continuidade perniciosa no comando do executivo do RS ?

É difícil ter respostas certeiras para absolutamente todas estas questões sobre toda essa gente.

Mas, na dúvida, adote um princípio…

Observe o lado que eles estiverem, e coloque-se no lado oposto.

Você estará do lado certo da história.
Sempre.

Vida que segue.

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Paulo Schultz

Sossego

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Já dizia Tim Maia..

“Ora bolas, não me amole….
O que eu quero?
Sossego, eu quero sossego”

Passados 3 anos, iniciando o último (finalmente) dos anos do governo de Bolsonaro, há um rastro de destruição considerável no país, no conjunto da sociedade brasileira.

Muitos males contínuos e diários produzidos pela experiência bizarra e maligna da extrema direita no poder central do país.

Entre eles, a saturação e o sobressalto.

Saturação da grande maioria da população com Bolsonaro, seu governo, e sua horda bovina.

Cá pra nós, esse pessoal, além de tudo, é um pé no saco.

Gente ignorante, imbecil – grosseiros, toscos, desagradáveis.

Especialistas em criar atritos, transtornos.

Por via de realidade, a vida do brasileiro não é fácil – é dura, especialmente no sentido financeiro.

Em sendo assim, é natural que haja um gosto, um desejo pelo sossego.

Quer dizer: o brasileiro, majoritariamente, quer um governo que não lhe provoque sobressaltos.

A vida já é dura que chega, não precisa um governo e seus seguidores sarnas para incomodar e impor a intranquilidade como pauta diária.

A sensação tensa, de esperar qual será o atrito do dia, cansa.

Encheu o balde.

Esse é o fato.

Esse período de 2019 até aqui saturou, desassossegou.

Falta só a última reação – chutar o balde cheio.

Quer dizer: Bolsonaro e sua gente serão mandados embora com gosto, e com razão.

Tem data pro chute: a eleição de outubro.

Quer dizer, quando o inverno terminar, e a primavera estiver acontecendo, teremos a oportunidade ímpar de promover uma mudança que implique em vida melhor, e, também, sossego.

E, creiam, será como naquela música.. “um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar”.

Até lá, vida que segue.

Entre solavancos, sobressaltos, dificuldades, sofrimentos, atritos e muita saturação.

Sobreviveremos.

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Paulo Schultz

A redenção de um povo

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O ano de 2022, em que pese será a continuidade de tudo de ruim que temos vivido nos três últimos anos, desde que Bolsonaro assumiu, será também um ano de luta dura, combinada com esperança.

Não cabe aqui detalhar o que tanto detalhei e explorei, clareando o quanto de mal Bolsonaro e seu governo fizeram para a grande maioria da população do país.

E o quanto de ruim ainda teremos, nesse um ano que falta para terminar o governo do espantalho da morte.

Cabe sim afirmar que há um povo sofrido, carente, massacrado, que vive uma tristeza e um cansaço que não são da sua natureza.

Bolsonaro conseguiu, com sua pulsão pela morte e pelo sofrimento, reprimir a alegria espontânea de milhões, e pela sua ação transtornada e contínua, promover um cansaço na maioria do povo.

Mas, por debaixo da camada pestilenta do cansaço promovido por Bolsonaro, há uma ávida vontade pela vida e um germe forte de esperança.

Por debaixo do braseiro aparentemente apagado, há uma centelha que quer se incendiar, e, para que ela aconteça, precisa apenas de um vento de esperança.

Esse é o papel de todos os ativistas que querem transformar o Brasil.

Todos os ativistas de esquerda, todas as forças dos movimentos sociais e sindicais, todas as cabeças pensantes, todos aqueles que foram sendo humilhados e esmigalhados nos últimos 5 anos, todos os setores da sociedade que, mesmo não tendo uma identificação como esquerda, entendem que não é possível manter o rumo que esse país tomou por uma por uma sequência de infelicidades maldosamente provocadas.

2022 será um ano de sofrimento mas será, sobretudo, um ano de luta de construção coletiva de milhões de uma esperança concreta, que pode começar a virar realidade a partir de uma vitória popular nas urnas, e que instaure um novo tempo a partir do ano de 2023.

Não, eu não estou pulando o ano de 2022.

Ele será vivido dia após dia.

Com dores e com amores.

Mas a força de quem quer mudar esse estado de penúria no Brasil, e essa condição de mentira e comportamento ordinário por parte de quem governa hoje no Rio Grande do Sul, vai ser o motor que vai promover uma virada, uma mudança, e trazer de novo esperança de vida e brilho nos olhos.

Lula lá e Edgar Pretto aqui.

Muitos deputados e deputadas estaduais e federais de esquerda.

Um senado mais à esquerda.

E um povo que se movimente com firmeza, e que faça de suas ações a construção da esperança e a instauração de um outro tempo, no Brasil, no Rio Grande do Sul.

Nós vamos trilhar cada dia de 2022.

E nesse caminho, que será árduo, deve haver lá na ponta, na linha do nosso horizonte, uma frase que nos guia:

“Chegou a hora de ser feliz”.

Vida que segue.

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Paulo Schultz

Eu serei você amanhã

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Sérgio Moro, depois de passar por tratamento fonoaudiológico, para ver se melhora daquela voz esganiçada, que além de ser uma coisa horrorosa, faz ele ser motivo de chacotas marrecônicas, se olhou no espelho, e então perguntou…..
” quem serei eu? ”

Lembrando de tudo que passou na sua fase gloriosa da Operação Lava jato, quando foi elevado pela elite, pela mídia e pela classe média ao posto de herói nacional.

Lembrando que depois virou ministro de Bolsonaro, sonhando com vaga no STF.

Lembrando das vezes em que foi entrevistado por Pedro Bial na Globo, quando piscava como nunca, e mentia como sempre.

Tentando lembrar da última biografia que leu ( aquela que o Bial perguntou, e ele não soube dizer).

Tendo a seu lado a sua “conje” (cônjuge), Moro então pensou….

“Eu vejo o Bolsonaro, e já sei o que serei..”

“Eu serei o Bolsonaro amanhã”.

” Não sei se farei arminha, e talvez não tenha o meu cercadinho com um gado ávido esperando por mim, talvez eu não seja tão tosco, nem fale tanta estupidez, mas eu creio que serei ele amanhã” .

Moro vai agradar o mercado financeiro, vai agradar o grande empresariado nacional (cada vez menos adepto da produção , e mais adepto do rentismo), será figura ilustre e bem conceituada nas rodas de conversa das festas da elite, será bem considerado entre as madames da high society, será venerado pelas famílias da classe média que, tendo um presidente para chamar de seu, se sentirá empoderada.

A rede Globo e os demais órgãos da grande mídia do país ficarão em êxtase.

Uma figura feita sob medida para agradar ao mercado, tocar a pauta de destruição do Estado, manter as ações do governo federal focadas para uma pequena minoria, e tudo isso com muito requinte e black tie.

A sua “conje” poderá enfim dizer novamente, com muita propriedade e veracidade..

“Eu não vejo o Bolsonaro e o Sérgio Moro…. eu vejo uma coisa só”.

Sim, Moro quer continuar o bolsonarismo, substituindo Bolsonaro.

Tão parecidos, que aos poucos, Moro vai se vendo no espelho, e vai vendo nele refletido o capitão Messias.

Tudo isso até pode ser possível – o sonho de Moro de ser Bolsonaro amanhã.

Mas tem uma coisa primordial para isso acontecer:

Precisa combinar com os russos.

E os russos, no caso, são a maioria do povo brasileiro, que vê Moro não como um herói, mas como o juiz patife que manobrou as leis e usou do seu poder para prender Lula sem provas, e assim fraudar a vontade da maioria da população em 2018, que era ter Lula eleito presidente.

Tem coisas que até se passa a mão na cabeça, mas traidor e juiz ladrão, o brasileiro não perdoa.

Vida que segue.

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