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Medicina & Saúde

Artrite reumatoide: apenas 47% dos pacientes procuram ajuda médica

A maioria opta por automedicação ou posterga o tratamento

Reporter Global

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Apenas 47% das pessoas que sentem sintomas da artrite reumatoide, como dores fortes nas articulações por mais de três meses, buscam orientação médica. Dentre esses, apenas 4% procuram um reumatologista, médico especialista responsável pelos cuidados da doença. Os dados, divulgados hoje (23), são de pesquisa do Ibope Inteligência a pedido da Pfizer Brasil.

O levantamento online foi realizado na cidade de São Paulo e nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre, com pessoas maiores de 18 anos, das classes A, B e C.

De acordo com a pesquisa, que ouviu duas mil pessoas, a automedicação foi a atitude mais citada pelos entrevistados para tentar solucionar o problema (40%), assim como a postergação do tratamento (40%); 13% não buscaram nenhuma solução e permaneceram com a dor.

“As pessoas partem para essa automedicação porque desconhecem a doença. Desconhecem que uma dor articular mantida e já com grau de inchaço, vermelhidão e rigidez constitui uma patologia específica que é a artrite reumatoide. Elas acabam se medicando com analgésicos, anti-inflamatórios e até corticoides, medicamentos que, a longo prazo, acabam sendo deletérios para o organismo”, destaca a gerente médica de Inflamação e Imunologia da Pfizer Brasil, Márcia Pinheiro.

O que é artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória e crônica, caracterizada, principalmente, pela inflamação das articulações. Autoimune, a enfermidade faz com que o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de vírus e bactérias, ataque o próprio corpo, comprometendo o seu funcionamento.

A doença geralmente começa com dores articulares nas mãos e nos pés. “Se você começar a ver nas articulações principalmente entre a palma da mão e as falanges, ou entre as falanges, se as articulações começarem a ficar vermelhas, doloridas, inchadas, por um período de tempo que varia, mas que seja superior a três meses, então já é um sinal de alerta que você deve procurar uma assistência médica”, ressalta a médica.

A doença acomete três vezes mais mulheres do que homens. Entre os fatores estudados como motivos do surgimento da artrite reumatoide estão a predisposição genética e as infecções. Porém, pesquisadores ainda investigam as causas reais da doença.

“A gente não tem como prevenir a doença, porque existe a questão da carga genética, que ajuda no surgimento da artrite reumatoide, mas nós podemos evitar alguns gatilhos, como fumar. É importante também ter uma boa alimentação, horas adequadas de sono, e fazer atividade física”, afirma Pinheiro.

Por se tratar de uma doença autoimune inflamatória crônica, uma vez diagnosticada, a artrite reumatoide deve ser acompanhada e tratada ao longo da vida. As terapias médicas agem regulando a autoimunidade e reduzindo as inflamações do organismo. Quanto antes for iniciado o tratamento, melhores serão as taxas de resposta e, menores, as sequelas da doença.

“Hoje a gente tem muitas opções, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto dentro da saúde suplementar, a doença obrigatoriamente deve ser coberta pelas operadoras de saúde. Temos uma quantidade de medicamentos disponíveis muito representativa, desde analgésicos a imunossupressores, medicamentos sintéticos, modificadores da doença, e medicamentos biológicos, um arsenal bem robusto”, destaca a médica.

ebc

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Medicina & Saúde

OMS: mais dados sobre vacinas são necessários; intenção é aplicar mais de uma

Pável Bauken

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que ainda são necessários mais dados sobre vacinas contra a covid-19 para se tomar posições definitivas, incluindo sobre desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e a russa do instituto Gamaleya. “É encorajador que vários desenvolvedores tenham publicado seus protocolos”, afirmou nesta sexta-feira, 27, em entrevista coletiva, a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, indicando que é importante que estudos e dados continuem a serem divulgados.

Para saber real eficácia das vacinas, é importante continuar acompanhando os participantes dos testes, sinalizou Swaminathan, já que a imunidade pode não ter longa duração. Sobre desafios logísticos, foi destacado que a intenção é usar a vacinas como a da Pfizer, que demandam grandes adaptações e investimentos para se armazenar, junto à outras com logística mais simples. A imunização deverá ocorrer com eficiência, como destinando recursos à profissionais da saúde e pessoas com potencial alta transmissibilidade.

Questionado sobre a situação no Brasil, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que a lição da Europa é que países “que agem rápido e decisivamente tem melhor resultado”, e que em federações como a brasileira, é importante “negociação com governos subnacionais”. Ryan fez grandes elogios ao sistema de saúde brasileiro, em especial aos profissionais que foram expostos durante a pandemia.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom afirmou que vários países no mundo “conseguiram controlar a covid-19, e em comum entre eles, a testagem”, ressaltando que mesmo com a vacina começando a ser aplicada, testes serão importantes na pandemia. Sobre a entrega dos imunizantes, Tedros reafirmou que são necessários US$ 4,5 bilhões de dólares no momento, e que houve comprometimento político de tornar a vacina um “bem comum”, com destaque ao G20, mas que isso agora precisa ser convertido em ações.

Acerca das origens do vírus, foi consenso de que os estudos prosseguem, e que, apesar da circulação anterior fora da China ter sido registrada, a base para as pesquisas é o começo da transmissão humana, registrada em Wuhan.

Por Matheus Andrade

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Medicina & Saúde

Boulos é diagnosticado com covid-19

Reporter Cidades

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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi diagnosticado com covid-19 na manhã desta sexta-feira, 27. Embora não apresente sintomas da doença, Boulos entrou em quarentena. As agendas de campanha foram todas suspensas, e a coordenação da campanha vai propor à TV Globo que o último debate, previsto para hoje, seja feito de forma virtual

Boulos tentava fazer o exame desde o início da semana em função do diagnóstico positivo da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O candidato esteve com a deputada na sexta-feira, 20. Como medida de precaução as agendas externas, de rua, foram suspensas e a campanha se dedicou apenas a eventos fechados, com número restrito de participantes. O exame não foi feito antes devido à incompatibilidade entre a agenda do candidato e os horários disponíveis nos laboratórios.

“Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário. Toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testado a partir de agora”, diz o comunicado enviado pela campanha do PSOL.

Segundo a assessoria de Boulos, ele não vai votar no domingo e uma sugestão foi encaminhada à TV Globo para que o debate de hoje seja feito de forma virtual.

No comunicado, Boulos diz estar preocupado com a possibilidade de uma segunda onda da covid-19 e acusa os governos estadual e municipal de negligência.

“O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas”, diz o texto.

Estadão

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Medicina & Saúde

Drogas e uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da Insuficiência Cardíaca

Pável Bauken

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Dentre as pessoas que buscam a unidade hospitalar de saúde após o uso de drogas ilícitas, a maioria está relacionada à cocaína. Atualmente, o uso de drogas ilícitas como a cocaína e o uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC), pois a substância tem um efeito cardiotóxico e pode levar também a arritmias cardíacas.

Mas o que é a insuficiência cardíaca? A Dra. Marina Hoff, cardiologista do hospital Samaritano Paulista, explica que a insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica complexa, caracterizada pela incapacidade de o coração atuar adequadamente como bomba, em que ocorre o déficit de contração e/ou de relaxamento, comprometendo o funcionamento do organismo e, quando não tratada adequadamente, reduz a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.

A insuficiência cardíaca acomete qualquer faixa etária e estima-se que a sua prevalência ocorra entre 1 a 2% da população, de acordo com a literatura médica. Além disso, por se tratar da via final comum de agressões sobre o coração, incide de forma progressiva com o aumento da idade.

O uso de determinadas drogas como a cocaína, ou até mesmo o tabagismo, são fatores de risco para o desenvolvimento de Infarto Agudo Miocárdico e Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Diante dessas evidências, é muito importante a conscientização junto aos pacientes, assim como orientação para cessar a utilização, sempre contando com o auxílio de serviços de apoio especializados, e contando também em alguns casos com reposição de nicotina e fármacos específicos”, reforça a Dra. Marina Hoff.

Pacientes com Insuficiência Cardíaca de origem alcóolica, ou associada ao uso de drogas, devem ser aconselhados a se absterem do vício, com a ajuda e suporte psicológico e psiquiátrico, e consequentemente, podem evoluir com recuperação da função cardíaca.

Sintomas da insuficiência cardíaca

Intolerância ao exercício físico, falta de ar ao deitar, tosse seca, inchaço nas pernas e abdome, astenia, fraqueza.

Diagnóstico

Na presença de sintomas de insuficiência cardíaca, um cardiologista deve avaliar as condições para um diagnóstico e tratamento adequados. Exames complementares devem ser realizados como, por exemplo, o ecocardiograma.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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