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Medicina & Saúde

Após cirurgia, Dias Toffoli está internado com suspeita de Covid-19

O presidente do STF passou por cirurgia para drenagem de um abscesso, mas apresentou sinais respiratórios que sugeriram infecção pelo coronavírus

Pável Bauken

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Segundo o secretário de Saúde d STF, na última quarta-feira, o ministro foi submetido a teste diagnóstico para o novo coronavírus, que foi negativo | Foto: Carolina Antunes / PR / Divulgação / CP


O ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), está internado com suspeita de coronavírus. Segundo nota do secretário de Saúde do STF, Marco Polo Dias Freitas, o ministro foi hospitalizado no sábado para drenagem de um pequeno abscesso.

“A cirurgia transcorreu bem e, na noite do mesmo dia, o ministro apresentou sinais respiratórios que sugeriram infecção pelo novo coronavírus, devendo permanecer internado para monitorização. No momento, o ministro está bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos”, afirma a nota.

Segundo o secretário de Saúde do STF, na última quarta-feira, o ministro foi submetido a teste diagnóstico para o novo coronavírus, que foi negativo.

Como não há confirmação de o ministro ter contraído o coronavírus, ele a princípio ficará de licença médica por sete dias, podendo ser ampliada dependendo do resultado dos exames.  Nesse período assumirá a presidência do STF o ministro Luiz Fux.

Correio do Povo
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Economia

Vacina impulsiona Ibovespa, mas mercado segue atento a fiscal e avanço de covid

Reporter Cidades

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Notícias animadoras sobre vacinas contra covid-19 sustentam ganhos na maioria das bolsas europeias, nos índices futuros em Nova York e nas cotações do petróleo, à medida que o medicamento parece estar cada vez mais próximo da população. Nos EUA, espera-se que as primeiras doses possam ser aplicadas a partir de 12 de dezembro.

Pelo menos por ora, a expectativa de chegada de uma vacina contra a pandemia de coronavírus ofusca um pouco alguns dados ruins de serviços na zona do euro, o impasse em relação a um pacote fiscal nos EUA, bem como o crescimento de casos de covid-19 em partes do globo, mas sem sair do radar dos mercados. Internamente, segue a preocupação em relação aos problemas fiscais.

“O Brasil depende de resolver essa questão. No entanto, as notícias sobre vacinas animam. Os mercados estão naquela dicotomia: olhar o curto prazo, que é horroroso pois há a disseminação do vírus, ou o longo, que conta com o avanço de estudos sobre o medicamento”, avalia Roberto Attuch Jr., CEO da Ohmresearch (conhecida anteriormente como Omninvest).

Hoje, a AstraZeneca informou que sua vacina contra a covid-19 apresentou, em média, 70% de eficácia e, em alguns casos, de 90%, depois que a Pfizer e a BioNTech entraram com pedido de uso emergencial do imunizante junto à americana FDA (equivalente à brasileira Anvisa). No fim de semana, os países do G20 se comprometeram a dedicar mais de US$ 21 bilhões para a produção de medicamentos e vacinas contra a covid-19. Na Espanha, a vacinação está prevista para começar em janeiro de 2021.

Apesar do impasse em relação a um novo pacote fiscal nos EUA, Attuch Jr. avalia que ainda assim a expectativa de chegada da vacina de prevalecer hoje nos mercados. “Essa questão do pacote é um problema fiscal nos EUA, mas o dia deve ser positivo, ainda a despeito da tentativa dos republicanos em sabotar a administração do presidente eleito dos EUA, Joe Biden”, cita.

Ainda ficam no radar números mais fracos do setor de serviços na zona do euro, apesar de dados mais fortes da indústria. O índice dos gerentes de compras (PMI) composto da região caiu ao menor nível em seis meses diante da segunda onda de covid-19 no continente, segundo a IHS Markit. O indicador baixou de 50 pontos em outubro a 45,1 na prévia de novembro, ante projeção de analistas de queda menor, a 47,1.

Em Londres, a bolsa abandonou há pouco a alta e caía 0,13%, às 10h50. O ganho máximo era de 0,47% (índice alemão, após dado considerado bom da indústria). O petróleo subia na faixa de 1,00%, empurrando as ações da Petrobras para cima, com elevação de quase 3,00%. Já o minério de ferro negociado no porto chinês de Qindgao fechou em queda de 1,23%.

Ainda assim, Vale ON subia 1,26%. O Ibovespa tinha alta de 0,80%, aos 106.891,94 pontos, após máxima aos 107.009,68 pontos.

No corporativo, atenção nas ações do Carrefour, depois de um fim de semana de protestos em algumas cidades brasileira por causa do assassinato de um homem negro em uma unidade da empresa em Porto Alegre, na noite de quinta-feira. As ações cediam 3,58% no Ibovespa. Na sexta, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,59%, aos 106.042,48 pontos.

Na agenda desta segunda-feira, há participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em dois eventos. No da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), voltou a admitir que a pauta das privatizações não andou, mas que logo depois das eleições, haverá reformas e que o governo vai acelerar as privatizações. “Temos pauta mínima que deve avançar”

O ministro afirmou que o governo fará a reforma tributária, reduzirá impostos. Segundo ele, se houver uma segunda onda de covid-19 no Brasil, o País agirá da mesma forma. “Sabemos o que funcionou”, disse.

Mas a agenda ganhará força durante a semana, em meio à divulgação da ata do Fed, falas de autoridades do Fed e do BCE, sem falar da comemoração ao dia Ação de Graças nos EUA, na quinta-feira, que deixará os mercados americanos fechados e preocupa autoridades porque os casos de coronavírus avançam nos EUA.

Por Maria Regina Silva

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Medicina & Saúde

Vacina de Oxford contra covid tem eficácia média de 70% e pode alcançar até 90%

Reporter Global

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O laboratório britânico AstraZeneca informou que a sua vacina contra a covid-19, que está sendo desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, teve eficácia combinada em média de 70% em testes clínicos realizados no Brasil e no Reino Unido. Segundo a empresa, em algumas simulações, o imunizante mostrou 90% de eficácia. A eficácia variou de 62% a 90%, dependendo da dosagem administrada, disseram AstraZeneca e Oxford.

A AstraZeneca disse que não houve casos graves de segurança relacionados à vacina e que ela foi “bem tolerada” em diferentes regimes de dosagem.

De acordo com as informações da farmacêutica, não foram relatadas hospitalizações em quem recebeu a vacina.

Os testes clínicos de estágio final da vacina continuam nos Estados Unidos, Japão, Rússia, África do Sul, Quênia e América Latina.

A farmacêutica anunciou que vai buscar autorização de uso emergencial do imunizante junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) para distribuir a vacina em países de baixa renda e preparar submissões regulatórias para autoridades em países que têm programas de aprovação antecipada.

“A empresa está progredindo rapidamente na fabricação com uma capacidade de até 3 bilhões de doses da vacina em 2021 em uma base contínua, enquanto aguarda a aprovação regulamentar”, afirmou a AstraZeneca.

No Brasil, o imunizante AstraZeneca/Oxford é a principal aposta do governo Jair Bolsonaro, entre as várias candidatas em desenvolvimento.

O País tem um acordo com a farmacêutica e com a universidade que garante acesso a 100 milhões de doses.

A expectativa do governo federal é de que a produção pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) comece em 2021.

Por Equipe AE com Dow Jones Newswires

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Medicina & Saúde

Brasil é o 11º em total de estudos sobre covid

Reporter Cidades

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O Brasil integra o restrito grupo de países que mais publicaram estudos sobre a covid-19 desde o início da pandemia do novo coronavírus. Até 17 de outubro, foram 168.546 publicações científicas relacionadas à doença em todo o mundo. Dessas, 4.029 são assinadas por pesquisadores que trabalham no País. O número deixa a produção brasileira na 11.ª posição no ranking mundial. Fica à frente do produzido por países como Holanda, Suíça e Japão.

As informações constam em levantamento feito pela Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica, a pedido da pró-reitoria de pesquisa. Utiliza a plataforma Dimensions, uma base de dados internacional com atualização diária. Segundo o pró-reitor de Pesquisa da USP, Sylvio Canuto, os números confirmam a tendência de bom desempenho da produção científica brasileira.

“A ciência brasileira se desenvolveu muito. Estamos em um estágio de desenvolvimento muito bom. Nos últimos cinco anos, o Brasil vem aparecendo como o 13.º país que mais publicou artigos científicos e revisões de pesquisa”, afirmou Canuto. “Neste ano, em um período de oito meses, os pesquisadores brasileiros conseguiram melhorar sua performance no caso específico da covid-19.”

Os números do Brasil mostram que entre as publicações sobre covid-19, a maior parte foi de artigos científicos (3.542) e preprints, versões prévias dos trabalhos (468). A maioria é de ciências médicas e da saúde (2.204). Mas há também produção de outras áreas. São artigos sobre ciências biológicas (207) e sociologia (183).

Entre os pesquisadores residentes no Brasil, os dois que mais publicaram artigos trabalham na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). São a virologista Marta Giovanetti (26 publicações) e o infectologista Júlio Henrique Rosa Croda (20). Os dois também lideram em número de citações. Tiveram 633 e 475 menções, respectivamente.

“Trabalhamos sem parar, no Brasil e na Itália, foi muito cansativo”, conta Marta Giovanetti. Ela é italiana e trabalha no Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz. “Caracterizamos os primeiros genomas, buscamos a história da progressão do patógeno, queríamos entender a dinâmica de dispersão da Itália para o Brasil; comparamos a situação em Minas, São Paulo e Rio, os principais ‘hot spots’ do País, para entender a dispersão do patógeno.”

O grupo de Marta, coordenado por Luiz Carlos Júnior Alcântara, também estuda pacientes assintomáticos e casos de reinfecção. “Estamos tentando entender por que essa doença gera casos muito graves, casos leves e os assintomáticos”, explicou a virologista “Embora esses casos possam indicar uma possível adaptação do homem ao vírus, o que seria positivo, eles podem também provocar um aumento da transmissão.”

Para a pesquisadora italiana, a boa posição do Brasil não foi surpresa no ranking mundial de produção científica. “Como europeia, fico à vontade para dizer que o Brasil é uma potência emergente, com um potencial gigantesco, excelentes profissionais”, afirmou. “Além disso, a epidemia de zika permitiu que nos capacitássemos nas mais novas técnicas de monitoramento e vigilância genômica. E como o vírus demorou um pouco mais para chegar aqui, já estávamos esperando. Não entrou de forma silenciosa como na Europa.”

Croda, que também trabalha na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, também lembra que o Brasil já se destacara na produção científica durante a epidemia de zika. “No caso da zika, foi declarada uma emergência global, mas o epicentro da epidemia era no Brasil, natural que tivéssemos esse protagonismo”, ponderou o infectologista, autor do primeiro estudo nacional confirmando a toxicidade da cloroquina. “Na covid-19, temos uma pandemia de impacto global. Podermos produzir ciência de forma competitiva, nas condições em que o País se encontra, é uma grande vitória da academia.”

Para Croda, o fato de o País ter um Sistema Único de Saúde (SUS) estruturado em todo o território facilita produção de conhecimento no Brasil. “Apesar de o governo federal não ter dado apoio a Estados e municípios, temos um SUS forte”, disse. “Poder utilizar toda essa estrutura para fazer pesquisa é um atrativo muito grande, que torna nosso trabalho competitivo.” É a existência do SUS, segundo Croda, que torna o Brasil atraente também para tantos ensaios clínicos de vacinas.

USP é a que mais produz

O levantamento mostrou também que a USP teve a maior produção científica entre as instituições brasileiras. Foram 729 publicações, o que representa 18,5% do total nacional. Na sequência, estão a Fiocruz, com 261, e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 237.

O pró-reitor Sylvio Canuto destaca que, apesar do predomínio de estudos nas áreas de ciências biológicas e da saúde, pesquisadores de outras áreas do conhecimento tiveram participação importante na produção da USP.

“Além de pesquisas sobre vacinas e reposicionamento de fármacos, houve participação importante de pesquisadores de matemática e ciências da computação, desenvolvendo modelos para entender a disseminação da doença, de engenharia, com a produção de respiradores, psicologia e ciências cognitivas”, ressalta Canuto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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