Anvisa proíbe venda e uso de fenol após morte de paciente em São Paulo
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Saúde

Anvisa proíbe venda e uso de fenol após morte de paciente em São Paulo

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução nesta terça-feira (25) proibindo a venda e o uso de fenol em procedimentos de saúde ou estéticos, após um paciente  morrer depois de realizar um peeling de fenol em uma clínica de estética na zona sul da capital paulista, o que gerou ampla discussão sobre o uso da substância este mês.

De acordo com a Anvisa, até o momento não foram apresentados estudos que comprovem a eficácia e segurança do produto. A agência informou que a determinação permanecerá em vigor enquanto são realizadas investigações sobre os potenciais danos associados ao uso desta substância química em procedimentos invasivos.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) emitiu uma nota técnica alertando para os riscos do peeling de fenol, classificando-o como um procedimento estético que requer extrema cautela devido à sua natureza invasiva e agressiva. A entidade destacou que o uso desse tipo de peeling deve ser restrito a casos de envelhecimento facial severo, com rugas profundas e textura da pele significativamente comprometida, enfatizando os riscos e o tempo de recuperação prolongado, que pode incluir afastamento das atividades habituais por um período estendido.

A Polícia Civil de São Paulo está investigando a morte de Henrique Chagas, de 27 anos, após ele realizar um procedimento em uma clínica de estética na zona sul da capital. A investigação resultou no indiciamento de Natália Becker, esteticista envolvida no procedimento, por homicídio com dolo eventual, conforme declarado pelo delegado Eduardo Luís Ferreira em 5 de junho.

Natália Becker admitiu ser esteticista e afirmou ter feito um curso livre on-line com uma farmacêutica do Paraná. Ela explicou que o fenol utilizado no procedimento era uma versão atenuada, com cerca de 30% de concentração, adquirida livremente pela internet. O delegado ressaltou a gravidade do caso, mas destacou que é prematuro pedir a prisão de Natália até que os laudos periciais sejam concluídos.

Natália se apresentou à delegacia acompanhada por sua advogada, Tatiana Forte, e prestou um depoimento detalhado de aproximadamente duas horas. Forte enfatizou que sua cliente está profundamente abalada com o ocorrido e está recebendo tratamento médico devido ao estresse. Ela reafirmou o compromisso de Natália em colaborar com as investigações para esclarecer os fatos.

Fonte: CNN Brasil

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Saúde

Aumento nas hospitalizações e óbitos por gripe alerta para importância da vacinação no Rio Grande do Sul

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Foto: Cristine Rochol/PMPA
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No primeiro semestre de 2024, o Rio Grande do Sul registrou um aumento nas hospitalizações e mortes causadas pela gripe. Dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mostram um aumento de 37% nas internações e de 22% nos óbitos em comparação com o mesmo período do ano passado.

Esses números servem como um alerta para a população que ainda não se vacinou contra o vírus influenza. É crucial que todos procurem as Unidades Básicas de Saúde (UBS) para receber a dose anual da vacina, disponível em todos os municípios do Estado para pessoas acima de seis meses de idade.

A gripe é uma das doenças respiratórias mais comuns nesta época do ano. Com a chegada do frio, as pessoas tendem a ficar mais tempo em espaços fechados e com pouca ventilação, o que facilita a transmissão de vírus como o influenza. Portanto, espera-se que os casos e óbitos relacionados à gripe continuem aumentando.

Vacinação

A campanha anual de vacinação contra a gripe influenza começou em março para os grupos prioritários e foi aberta em maio para a população em geral. Até agora, cerca de 2,6 milhões de doses foram aplicadas no Rio Grande do Sul. A cobertura vacinal atingiu 46% entre crianças, gestantes, puérperas, idosos com 60 anos ou mais e indígenas. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% desses grupos.

Os números da vacinação contra a gripe podem ser acompanhados pelo painel do Ministério da Saúde, que permite filtros por município e grupos prioritários.

Perfil dos Casos

Idosos e pessoas com comorbidades têm maior risco de desenvolver quadros graves ao serem infectadas pelo vírus influenza, especialmente se não vacinadas. Entre as hospitalizações, 63% foram de pessoas com alguma comorbidade (como doenças crônicas respiratórias, cardíacas e imunológicas). Em relação aos óbitos, esse grupo representou 88%. Pessoas com 60 anos ou mais constituíram 51% das internações e 78% dos óbitos.

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) emite boletins quinzenais monitorando as Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG). O relatório mais recente, com dados até o final de junho, indica que o Rio Grande do Sul está entre os estados com tendência de aumento em casos e óbitos, enquanto a maioria dos outros estados mostra estabilidade ou queda.

Os dados da Fiocruz referem-se a todas as SRAG, incluindo, além do vírus influenza, causas como a COVID-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR). No Rio Grande do Sul, até o momento, a gripe representa 16% das hospitalizações e 21% dos óbitos. A COVID-19 é responsável por 15% das internações e 39% dos óbitos, enquanto o VSR corresponde a 23% das hospitalizações e 5% das mortes.

Sintomas e Transmissão

Os sintomas mais comuns das infecções respiratórias incluem febre, tosse, calafrios, dor de garganta, coriza e dor de cabeça. A qualquer sinal de agravamento, é importante procurar atendimento médico.

Além da vacinação, outras medidas preventivas podem ajudar a reduzir a transmissão de vírus respiratórios, que ocorre principalmente por meio de gotículas ao falar, espirrar ou tossir. Manter os ambientes bem ventilados e ter cuidado com pessoas sintomáticas são medidas que ajudam a diminuir a contaminação.

Fonte: Jornal o Sul

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Curiosidades

Pesquisa revela presença de álcool em pães de forma

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Foto: Divulgação
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De acordo com um levantamento divulgado nesta quinta-feira (11) pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), diversos produtos de marcas populares de pães de forma contêm álcool.

Se esses pães fossem bebidas, cinco marcas seriam consideradas alcoólicas, com teor de álcool superior a 0,5%: Visconti (3,37%), Bauducco (1,17%), Wickbold 5 Zeros (0,89%), Wickbold Sem Glúten (0,66%), Wick Leve (0,52%) e Panco (0,51%).

Dependendo da quantidade consumida, alguns desses pães poderiam resultar em uma leitura positiva em um teste do bafômetro. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) estabelece que a quantidade segura de álcool no sangue seja abaixo de 3,3 gramas (g). Segundo a pesquisa, duas fatias de pão de forma da marca Visconti contêm o equivalente a 1,69 g de álcool; da Bauducco, 0,59 g; e da Wickbold 5 Zeros, 0,45 g.

O texto da pesquisa alerta que, para grávidas e lactantes, a ingestão recorrente de álcool, mesmo em baixas doses, pode afetar o aprendizado e causar problemas de memória, além de potencialmente levar à síndrome alcoólica fetal (SAF).

O estudo também aponta que, se os pães fossem medicamentos fitoterápicos, oito marcas brasileiras necessitariam de advertências em suas embalagens devido à presença de álcool. Segundo diretrizes pediátricas europeias, a taxa limite de álcool para crianças é de 6 miligramas por quilo (mg/kg) de peso corporal. Uma fatia de pão excede esse limite nas marcas Visconti (843 mg de etanol), Bauducco (293 mg), Wickbold 5 Zeros (233 mg), Wickbold Sem Glúten (165 mg), Wickbold Leve (130 mg), Panco (128 mg), Seven Boys (125 mg) e Wickbold (88 mg).

A contaminação dos pães com álcool pode ocorrer durante a adição de conservantes. O álcool usado para diluir o conservante deve evaporar antes do consumo, mas um excesso na quantidade de antimofo ou na sua diluição pode resultar em um pão com teor elevado de etanol.

Em nota, a Pandurata Alimentos, fabricante dos produtos Bauducco e Visconti, afirmou adotar rigorosos padrões de segurança alimentar e possuir a certificação BRCGS (British Retail Consortium Global Standard). A empresa segue toda a legislação e regulamentações vigentes.

Fonte: Agência Brasil

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Ciência

Nomofobia: Entenda o medo irracional de perder o celular

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Nomofobia: Entenda o medo irracional de perder o celular
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A proliferação dos smartphones no dia a dia das pessoas trouxe um novo desafio para a saúde: a nomofobia, um medo irracional de ficar sem o celular. O termo, derivado de “no mobile phone phobia” em inglês, descreve a intensa ansiedade que pode ser experimentada ao perder o acesso aos dispositivos móveis.

Para muitos, o celular se tornou um meio de escape, facilitando a comunicação, o acesso à informação, a distração e até mesmo a realização de tarefas cotidianas. O receio de ficar sem o aparelho pode se manifestar de várias maneiras, como a preocupação com a perda, a falta de bateria ou a ausência de sinal.

Embora ainda pouco discutida, a nomofobia e seus impactos na saúde mental podem ser significativos e requerem atenção. De acordo com Marcos Gebara, psiquiatra e presidente da Associação Psiquiátrica do Estado do Rio de Janeiro (Aperj), o comportamento se torna patológico quando começa a interferir negativamente na vida profissional, afetiva e familiar.

Identificar o transtorno pode ser desafiador, pois seus sintomas muitas vezes são confundidos com hábitos comuns de uso de celular. No entanto, há sinais específicos que podem indicar sua presença:

  • Ansiedade ou pânico ao perceber a ausência do celular;
  • Verificação constante do aparelho, mesmo sem notificações;
  • Priorização do celular em detrimento de outras atividades importantes;
  • Preocupação constante com o celular e suas consequências;
  • Sintomas físicos como palpitações, suor excessivo e tremores ao ficar sem o aparelho.

Esses comportamentos podem revelar uma dependência emocional e psicológica do celular, afetando negativamente a qualidade de vida.

A nomofobia pode evoluir para outros transtornos, como depressão e síndrome do pânico, além de contribuir para o isolamento social ao preferir interações virtuais em detrimento das presenciais. Especialistas destacam que crianças e adultos são igualmente vulneráveis, mas que o impacto pode ser mais severo nas crianças, devido à intensa busca por aceitação social e influência dos pares.

Adultos, por sua vez, tendem a desenvolver mecanismos para controlar e gerenciar o tempo de uso do celular, mas ambos os grupos necessitam de limites claros. Recomenda-se às crianças um máximo de duas horas diárias de uso recreativo de dispositivos eletrônicos, enquanto os adultos devem equilibrar o tempo de tela com atividades offline, especialmente em momentos como refeições e antes de dormir.

As causas da nomofobia são diversas, incluindo o uso extensivo da tecnologia, a dependência das redes sociais e a pressão por estar sempre conectado e atualizado. Indivíduos com histórico de ansiedade, baixa autoestima ou dificuldades em lidar com o estresse são mais suscetíveis. O tratamento geralmente envolve psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), além de práticas de autocuidado como meditação e exercícios físicos.

Para reduzir a dependência do celular, especialistas recomendam estabelecer horários específicos para uso, desativar notificações desnecessárias, praticar mindfulness, dedicar tempo a atividades offline e programar momentos de desconexão digital. Essas estratégias podem ajudar a melhorar a saúde mental e restaurar o equilíbrio na relação com a tecnologia.

Fonte: CNN Brasil

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