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Medicina & Saúde

Anvisa decide simplificar acesso a medicamentos de canabidiol

Pável Bauken

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) simplificou a importação de medicamentos à base canabidiol. Em decisão tomada hoje (22) por sua diretoria, a agência reguladora reduziu a documentação necessária para requerer a importação do medicamento. Agora, basta a apresentação da prescrição médica do produto.

A reunião desta quarta-feira fez a revisão de uma norma de 2015, que define os critérios e procedimentos para a importação, em caráter excepcional, de produto à base de canabidiol. A norma define critérios de importação desse tipo de medicamento apenas para pessoa física. Os pedidos continuarão sendo feitos pelo portal de serviços do governo federal.

Outra mudança é a validade da prescrição junto com o cadastro, que passará a ser de dois anos. Com isso, a Anvisa espera uma redução no tempo de análise e liberação dos pedidos. A revisão definiu que a importação pode ser feita pelo responsável legal do paciente ou por seu procurador legalmente constituído.

O prazo que a Anvisa leva para analisar os pedidos é de 75 dias. A agência, no entanto, pretende reduzir esse prazo, mas não especifica de quanto seria essa redução. A Anvisa reconhece que 75 dias de espera por uma análise é prejudicial ao paciente, dificulta o acesso a terapias prescritas e pode gerar danos irreparáveis à saúde.

Desde a Resolução de 2015, a Anvisa registrou aumento de 700% no número de pedidos para importação desses medicamentos. A média mensal saltou de 328 pedidos por mês em 2018 para mais de 900 em 2019. Medicamentos com base em canabidiol são usados para tratamento de doenças raras, graves ou que podem levar à morte.

EBC

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Medicina & Saúde

EUA: coágulos com vacinas da Johnson & Johnson são raros, mas segurança será revisada

Houve seis casos, em mais de 6,8 milhões de doses aplicadas da vacina da companhia

Pável Bauken

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Houve seis casos de coágulos, em mais de 6,8 milhões de doses aplicadas da vacina da companhia | Foto: Justin Tallis / AFP

Autoridades da Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA, pela sigla em inglês) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos concederam entrevista coletiva nesta terça-feira, na qual voltaram a enfatizar que os casos de coágulos em pessoas que receberam a vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson (J&J) são raros. De qualquer modo, disseram que a pausa determinada mais cedo na aplicação do imunizante permitirá uma revisão sobre sua segurança.

“Os casos de coágulos com as vacinas da J&J são muito raros, mas temos de ter cautela”, afirmou Peter Marks, diretor do Centro para Avaliação e Pesquisa Biológica do FDA. Segundo as autoridades, deve haver uma atualização sobre o caso nos próximos dias, a depender do que a revisão encontre, mas não foi estabelecido um prazo exato para isso.

Houve seis casos de coágulos, em mais de 6,8 milhões de doses já aplicadas da vacina da companhia. Segundo as autoridades da saúde, aparentemente houve uma resposta imune muito rara nesses casos, para gerar esses coágulos. Elas também compararam o episódio ao ocorrido com alguns pacientes que receberam o imunizante contra a covid-19 da AstraZeneca. Nem todas as pessoas que tiveram coágulos tinham alguma doença pré-existente, comentaram também.

A vice-diretora do CDC, Anne Schuchat, enfatizou a importância de que as pessoas que estão programadas para receber as demais vacinas contra o vírus aplicadas nos EUA mantenham seus cronogramas. Segundo o FDA, a pausa no uso da vacina da J&J não deve afetar cronograma de vacinação geral do país, com “pouco ou nenhum” impacto – a Casa Branca tampouco previu grandes problemas por isso.

Questionado, o FDA lembrou que foi feita uma recomendação, mas que ainda assim fornecedores de saúde locais e pacientes podem conversar e optar por usar a vacina da J&J, nesse período até a atualização sobre o caso.

AE

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Medicina & Saúde

Ministro do STF dá 30 dias para Anvisa decidir sobre Sputnik V

Caso agência não se posicione, Estado do Maranhão estará autorizado a comprar e vacinas habitantes com imunizante russo

Pável Bauken

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Sputnik V tem como a União Química como representante no Brasil | Foto: Andreas Solaro / AFP / CP

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira o prazo máximo de 30 dias para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decida sobre a importação excepcional e temporária da vacina russa contra a Covid-19, a Sputnik V.

Caso a agência não se posicione dentro do prazo legal, o Estado do Maranhão, autor da petição, estará autorizado a importar e a vacinar seus habitantes com o imunizante russo, sob sua exclusiva responsabilidade, e desde que observadas as cautelas e recomendações do fabricante e das autoridades médicas.

Lewandowski indeferiu, por sua vez, o pedido feito pela Anvisa para que seja decretado o sigilo do processo, “reputo presente o interesse público a justificar a divulgação de tudo aquilo que neles se contém”.

O Estado do Maranhão acionou o STF no último dia 9 pedindo que a Anvisa autorizasse a importação e o uso emergencial da Sputnik V. A alegação do governador Flávio Dino (PCdoB) é a “gravidade da situação sanitária do Estado em decorrência da escassez” de imunizantes para o combate à pandemia de Covid-19.

A União Química, farmacêutica que representa a vacina russa Sputnik V no Brasil, ainda não enviou todos os documentos necessários para a análise de uso emergencial do imunizante contra a covid-19, segundo informou a Anvisa no dia 1º. Em nota, a agência informou que recebeu, um dia antes, um dos itens da documentação que trata dos requisitos mínimos para a solicitação da autorização, mas que outras informações continuam pendentes. Desta forma, a Anvisa suspendeu o prazo de sete dias úteis para a resposta da análise.

R7

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Medicina & Saúde

Cirurgias veterinárias podem ser suspensas para reduzir uso de insumos

Ação ajuda a diminuir uso de medicamentos e oxigênio

Pável Bauken

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© Divulgação/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro/Direitos Reservados

Em meio às altas taxas de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) em todo o Brasil por conta da pandemia de covid-19, as clínicas de atendimento veterinário podem suspender as cirurgias eletivas, a fim de reduzir o uso de  insumos, como medicamentos e oxigênio.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) informou que desde o início da pandemia de covid-19, em março de 2020, os médicos veterinários têm contribuído voluntariamente com os órgãos de saúde, seja para o empréstimo de equipamentos veterinários compatíveis com o uso humano (como ventiladores mecânicos, monitores multiparâmetros e concentradores de oxigênio), seja para a cessão de anestésicos de clínicas veterinárias voltados ao atendimento de pacientes com covid-19, e até mesmo integrando equipes multidisciplinares na linha de frente ao combate da pandemia.

Como profissionais de saúde, os médicos veterinários foram autorizados pelos governos federal e estaduais a manterem o atendimento em clínicas e hospitais veterinários, sempre respeitando as determinações das autoridades locais a fim de diminuir o risco de exposição ao vírus. “Nesse contexto, o CFMV recomendou, em nota divulgada em março do ano passado, que os serviços que não fossem de urgência e emergência deveriam ser reprogramados, afastando a exposição desnecessária em momentos críticos de propagação do novo coronavírus, orientando, inclusive, que os tutores evitassem visitar os animais internados”, salientou a entidade por meio de nota.

“Como princípio fundamental, todos os médicos veterinários devem estar atentos para que, diante de suas realidades locais, possam identificar e tomar medidas visando contribuir para melhorar as condições de bem-estar, saúde animal, humana e ambiental em equilíbrio com os padrões dos seus serviços”, finalizou a nota do CFMV.

Para o Conselho Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo, os estabelecimentos devem utilizar do bom senso, desde que não prejudiquem a saúde animal. “O movimento de interromper as cirurgias eletivas pode ser um bom caminho para ajudar a [controlar] a pandemia, mas o veterinário já está ajudando em diversas outras frentes como na pesquisa, na disponibilização de equipamentos que podem ser usados na UTI, o veterinário agora está disponibilizando as fábricas de vacina animal para o produção de vacina para covid-19. Então a posição oficial do Conselho é o uso do bom senso para não comprometer a saúde animal”, disse o médico veterinário Marcio Thomazo Mota, presidente da Comissão de Clínicos de Pequenos Animais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.

Um das iniciativas vem de um centro veterinário que suspendeu, por dois meses, as cirurgias eletivas nos animais que atende.

“Em solidariedade à sobrecarga no Sistema de Saúde do país, o Centro Veterinário Seres, marca do Grupo Petz, que reúne 117 unidades em 15 Estados e no Distrito Federal, está suspendendo as cirurgias eletivas nas clínicas e nos 10 hospitais que realizam este tipo de intervenção. O objetivo é reduzir novas demandas de medicamentos, anestésicos e oxigênio, aumentando assim a disponibilidade destes insumos no mercado, frente à escassez nas redes públicas e privadas dos hospitais. Permanecem liberados atendimentos clínicos ou cirúrgicos e exames nos serviços de urgência e emergência”, comunicou o grupo por meio de nota.

De todas as cirurgias realizadas nas unidades do grupo, em torno de 40% são consideradas cirurgias eletivas, e em torno de 80% das eletivas são castrações. “Nós estamos postergando de um a dois meses essas cirurgias, tempo que não compromete a saúde e o bem estar do animal. Vale frisar que esses pets são domiciliados, o que não causa um descontrole de nascimentos de animais que podem ser abandonados no futuro, diferente do processo de castração de animais resgatados pelas ONGs, onde o procedimento continua a ser realizado para evitar superpopulação”, afirmou a diretora do Centro Veterinário Seres da Petz, Valéria Correa.

ebc

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