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Agroindústrias da região de Santa Rosa aperfeiçoam Boas Práticas de Fabricação – Portal Plural
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Agroindústrias da região de Santa Rosa aperfeiçoam Boas Práticas de Fabricação

Pável Bauken

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Como forma de contribuir para a segurança alimentar dos consumidores e qualificar o trabalho desenvolvido por agroindústrias e produtores locais, capacitações com noções de Boas Práticas na Manipulação e Fabricação de Alimentos têm sido realizadas na região de Santa Rosa. Na quinta-feira (08/08), atividades foram realizadas com agroindústrias vinculadas às Cooperativas Coopaf Vida Nova e Coopercaraguatá, de Salvador das Missões, junto à Escola Estadual João de Castilhos, e com produtores integrantes da Associação de Produtores de Hortigranjeiros de Santa Rosa (Aprhorosa), na Cozinha da Soja do Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa.

Produção segura em Salvador das Missões

A capacitação realizada com as cooperativas de Salvador das Missões foi organizada pelo Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Municipal da Agricultura e conduzida pela Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar, que presta assessoramento continuado às cooperativas através do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural Mais Gestão, coordenado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

Diretores e associados das cooperativas locais, colaboradores e proprietários de agroindústrias, funcionários da secretaria de Saúde e do setor da Vigilância Sanitária do município participaram da atividade que orientou sobre a importância da adoção de Boas Práticas de Fabricação, noções de microbiologia, controle de pragas e vetores, higiene pessoal e higiene das instalações, utensílios e equipamentos. Uma das instrutoras do curso, a tecnóloga em Desenvolvimento Rural da Emater/RS-Ascar, Marita Minetto, relembrou sobre os aspectos sanitários que devem ser executados dentro dos prazos previstos, como análise de água, e quanto à obrigatoriedade da desinsetização e a desratização periódica dos estabelecimentos, a serem realizadas por empresa especializada e devidamente registrada no órgão sanitário competente a fim de evitar contaminações nos produtos.

Para a tecnóloga em Alimentos, integrante da equipe multidisciplinar da Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar, Eliane Denise Schmidt, os proprietários e colaboradores das agroindústrias são responsáveis por todos os aspectos de manipulação que acontece dentro do estabelecimento e também pela qualidade do produto que chegará à mesa dos consumidores. A colaboradora da Agroindústria Solar, Débora Rockembach, que processa mandioca, reconhece essa responsabilidade e ressalta a importância de adquirir novos conhecimentos para serem aplicados visando à otimização dos processos dentro da agroindústria.

O prefeito Daniel Gorski salientou a importância das agroindústrias para o desenvolvimento da agricultura familiar do município. Aproveitou a oportunidade e convidou a todos para participar da Exposição Feira do município, que acontecerá no mês de novembro.

Novos encontros serão agendados para abordar melhorias no processo de produção e comercialização, como a rastreabilidade de produtos de origem vegetal e a rotulagem de produtos.

Boas Práticas de Produção em Santa Rosa

Inserida no planejamento em qualificação profissional de produtores e assessoria e qualificação das agroindústrias locais, a Emater/RS-Ascar promoveu em Santa Rosa a oficina de preparo de conservas e picles, oportunidade em que foram abordadas também Boas Práticas de Manipulação e Fabricação de Alimentos. Esta é uma das ações que integra a Assistência Técnica e Extensão Rural e Social promovida pela Instituição em parceria com a Prefeitura de Santa Rosa, através da Assessoria de Políticas para Mulheres.

Participaram produtores vinculados à Aprhorosa, proprietários de agroindústrias e produtores de hortaliças. “Com isso, apresentamos uma forma de aproveitar e transformar a matéria-prima existente nessas propriedades, tanto para contribuir com a segurança e soberania alimentar da família, como para agregar valor à produção”, explica a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Ivânia Polaczinski, uma das instrutoras do curso realizado junto à Cozinha da Soja, no Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa. Além do modo de preparo e conservação dos alimentos, destacaram-se noções de boas práticas de manipulação e fabricação, bem como a legislação vigente para a comercialização.

Os participantes da oficina comercializam produtos nas feiras realizadas no Mercado Público Eclair Moraginski de Santa Rosa, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 17h às 19h. De 9 a 13 de outubro de 2019, a maior parte estará presente no Pavilhão da Agroindústria e Hortigranjeiros, no 33º Encontro Estadual de Hortigranjeiros de Santa Rosa.

O médico veterinário da Emater/RS-Ascar Guilherme Dahmer destaca a vocação de Santa Rosa para a agroindustrialização, em um contexto de empreendedorismo rural, sendo que até o momento já existem no município 20 agroindústrias legalizadas e outras em processo de formalização, por meio do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), coordenado pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e executado pela Emater/RS-Ascar.

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Agro

Projeto pretende resgatar e conservar parte da diversidade genética da erva-mate no RS

Projeto tem a finalidade de perpetuar a base genética dos ervais gaúchos

Pável Bauken

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- Foto: Fernando Dias / Seapdr

Um projeto para resgatar, multiplicar e conservar o material genético de erva-mate (Ilex paraguariensis) de árvores matrizes selecionadas nos remanescentes florestais nativos no Rio Grande do Sul começa a ser estruturado como ação do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-mate. O projeto tem previsão de início ainda neste ano, com intensificação nos cinco polos ervateiros do Estado a partir de 2021.

Desenvolvido em parceria com as instituições da cadeia produtiva ervateira, o projeto tem a finalidade de perpetuar para gerações futuras a base genética dos ervais gaúchos, evitando uma perda irrecuperável desses materiais, que até então conseguiram sobreviver e evoluir diante das mudanças no uso da terra e a perda da cobertura de floresta nativa.

O projeto prevê três etapas distintas: resgate, multiplicação e conservação. A primeira consiste na identificação de cada árvore doadora do genótipo, a segunda, na coleta e multiplicação do material identificado e a terceira, na conservação em bancos de germoplasma e reintrodução de materiais genéticos resgatados nos locais de origem. Não necessariamente, a seleção do material irá visar melhoramento, mas a preservação da diversidade.

Conforme o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater/RS-Ascar Ilvandro Barreto de Melo, embora o projeto tenha alcance estadual, a formatação seguirá a estrutura geográfica dos polos ervateiros do RS, com a finalidade de respeitar ao máximo a característica e a distribuição das populações locais da espécie em acordo a cada região ervateira do Estado.

Ainda segundo Melo, o projeto “permitirá conservar na linha do tempo, para as futuras gerações, parte da expressiva diversidade genética presente na árvore símbolo do Rio Grande do Sul, que além de economia, é cultura, convivência social, sustentabilidade, identidade e simbolismo do povo sul-americano”.

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Agro

Umidade adequada no solo favorece desenvolvimento do trigo

Conforme Informativo Conjuntural, 43% da lavoura de trigo no Estado está em fase de enchimento de grãos –

Pável Bauken

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Foto: Divulgação Emater-RS

Chuva alternada com dias ensolarados e temperaturas amenas durante a tarde nas últimas semanas beneficiaram o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, o que permitiu a absorção de nutrientes. A avaliação está no mais recente Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar – conveniada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Conforme o levantamento, divulgado na quinta-feira (17/9), a cultura apresenta 3% das lavouras em fase de maturação; 43% em enchimento de grãos; 36% em floração e 18% em germinação.

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare. O rendimento menor decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas.

Os danos das geadas nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamento distintos nas lavouras de aveia branca. Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo.

Há agricultores armazenando o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente na próxima safra. Nas lavouras pouco afetadas pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função de danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo.

A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

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Agro

Umidade adequada no solo beneficia desenvolvimento do trigo

Pável Bauken

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A semana anterior se caracterizou por nebulosidade e pancadas de chuva, alternando com dias ensolarados e temperaturas de amenas a elevadas durante a tarde. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar e divulgado nesta quinta-feira (17/09), essas condições do tempo beneficiaram o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, o que permitiu a absorção dos nutrientes. A área total semeada com a cultura no Estado já apresenta 3% das lavouras em fase de maturação; 43% em enchimento de grãos; 36% em floração e 18% em germinação.

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare, e tal redução decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas. Produtores seguem encaminhando comunicações de perdas para realizar perícias de Proagro.

Os danos das geadas nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamento distintos nas lavouras de aveia branca. Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: aproximadamente 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo. Tem aumentado o número de produtores interessados em armazenar o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente para a próxima safra. Já na lavoura pouco afetada pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função dos danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo. A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

CULTURAS DE VERÃO

Seguem o preparo de áreas e o plantio de milho, feijão primeira safra e arroz. A condição de tempo instável promoveu comportamentos distintos no Estado. Em parte das regiões, houve interrupção do preparo e do plantio, enquanto em outras, a chuva foi importante para resgatar a umidade do solo e impulsionar as atividades agrícolas.

OLERÍCOLAS

Na regional de Pelotas, a comercialização presencial ocorre ativamente, e o e-commerce se intensifica. A alta umidade e os dias nublados e com chuvas favoreceram a ocorrência de problemas fitossanitários nas hortaliças. Porém, com o tratamento intensificado, não há registros de grandes perdas. Segue o transplante de tomate e pimentão para áreas definitivas. Alface, brócolis e couve-flor em aumento de oferta; cenoura com pouca oferta e bom desenvolvimento das áreas implantadas. Os preços que apresentaram alteração constam no quadro abaixo; os demais ficaram estáveis.

FRUTÍCOLAS

Na de Bagé, a colheita de citros em Rosário do Sul atingiu 98% da safra de bergamota e 85% de laranja. Em Caçapava do Sul, nos cultivos de oliveiras são efetuados o tratamento de inverno e a adubação foliar. Alguns olivais já iniciaram a floração; produtores apreensivos com a possibilidade de geadas em setembro, que poderão causar grandes prejuízos à cultura. Em Quaraí são cultivados cerca de 70 hectares de uvas viníferas de diferentes variedades: Cabernet Sauvignon e Franc, Merlot, Syrah, Tannat, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Arinarnoa. Nesse ano estão sendo introduzidas Tempranillo e Marselan, com assistência da Emater/RS-Ascar municipal. Os vinhedos estão em fase de brotação e com boas perspectivas de comercialização para as vinícolas da Serra e da Campanha.

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