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Agroindústrias da região de Santa Rosa aperfeiçoam Boas Práticas de Fabricação

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Como forma de contribuir para a segurança alimentar dos consumidores e qualificar o trabalho desenvolvido por agroindústrias e produtores locais, capacitações com noções de Boas Práticas na Manipulação e Fabricação de Alimentos têm sido realizadas na região de Santa Rosa. Na quinta-feira (08/08), atividades foram realizadas com agroindústrias vinculadas às Cooperativas Coopaf Vida Nova e Coopercaraguatá, de Salvador das Missões, junto à Escola Estadual João de Castilhos, e com produtores integrantes da Associação de Produtores de Hortigranjeiros de Santa Rosa (Aprhorosa), na Cozinha da Soja do Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa.

Produção segura em Salvador das Missões

A capacitação realizada com as cooperativas de Salvador das Missões foi organizada pelo Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Municipal da Agricultura e conduzida pela Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar, que presta assessoramento continuado às cooperativas através do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural Mais Gestão, coordenado pela Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e pela Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead).

Diretores e associados das cooperativas locais, colaboradores e proprietários de agroindústrias, funcionários da secretaria de Saúde e do setor da Vigilância Sanitária do município participaram da atividade que orientou sobre a importância da adoção de Boas Práticas de Fabricação, noções de microbiologia, controle de pragas e vetores, higiene pessoal e higiene das instalações, utensílios e equipamentos. Uma das instrutoras do curso, a tecnóloga em Desenvolvimento Rural da Emater/RS-Ascar, Marita Minetto, relembrou sobre os aspectos sanitários que devem ser executados dentro dos prazos previstos, como análise de água, e quanto à obrigatoriedade da desinsetização e a desratização periódica dos estabelecimentos, a serem realizadas por empresa especializada e devidamente registrada no órgão sanitário competente a fim de evitar contaminações nos produtos.

Para a tecnóloga em Alimentos, integrante da equipe multidisciplinar da Unidade de Cooperativismo da Emater/RS-Ascar, Eliane Denise Schmidt, os proprietários e colaboradores das agroindústrias são responsáveis por todos os aspectos de manipulação que acontece dentro do estabelecimento e também pela qualidade do produto que chegará à mesa dos consumidores. A colaboradora da Agroindústria Solar, Débora Rockembach, que processa mandioca, reconhece essa responsabilidade e ressalta a importância de adquirir novos conhecimentos para serem aplicados visando à otimização dos processos dentro da agroindústria.

O prefeito Daniel Gorski salientou a importância das agroindústrias para o desenvolvimento da agricultura familiar do município. Aproveitou a oportunidade e convidou a todos para participar da Exposição Feira do município, que acontecerá no mês de novembro.

Novos encontros serão agendados para abordar melhorias no processo de produção e comercialização, como a rastreabilidade de produtos de origem vegetal e a rotulagem de produtos.

Boas Práticas de Produção em Santa Rosa

Inserida no planejamento em qualificação profissional de produtores e assessoria e qualificação das agroindústrias locais, a Emater/RS-Ascar promoveu em Santa Rosa a oficina de preparo de conservas e picles, oportunidade em que foram abordadas também Boas Práticas de Manipulação e Fabricação de Alimentos. Esta é uma das ações que integra a Assistência Técnica e Extensão Rural e Social promovida pela Instituição em parceria com a Prefeitura de Santa Rosa, através da Assessoria de Políticas para Mulheres.

Participaram produtores vinculados à Aprhorosa, proprietários de agroindústrias e produtores de hortaliças. “Com isso, apresentamos uma forma de aproveitar e transformar a matéria-prima existente nessas propriedades, tanto para contribuir com a segurança e soberania alimentar da família, como para agregar valor à produção”, explica a extensionista social da Emater/RS-Ascar, Ivânia Polaczinski, uma das instrutoras do curso realizado junto à Cozinha da Soja, no Parque Municipal de Exposições de Santa Rosa. Além do modo de preparo e conservação dos alimentos, destacaram-se noções de boas práticas de manipulação e fabricação, bem como a legislação vigente para a comercialização.

Os participantes da oficina comercializam produtos nas feiras realizadas no Mercado Público Eclair Moraginski de Santa Rosa, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 17h às 19h. De 9 a 13 de outubro de 2019, a maior parte estará presente no Pavilhão da Agroindústria e Hortigranjeiros, no 33º Encontro Estadual de Hortigranjeiros de Santa Rosa.

O médico veterinário da Emater/RS-Ascar Guilherme Dahmer destaca a vocação de Santa Rosa para a agroindustrialização, em um contexto de empreendedorismo rural, sendo que até o momento já existem no município 20 agroindústrias legalizadas e outras em processo de formalização, por meio do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), coordenado pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e executado pela Emater/RS-Ascar.

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Três municípios da Região Celeiro estão entre os 15 municípios em situação de emergência no RS

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Lavoura prejudicada em Espumoso — Foto: Reprodução/RBS TV

A falta de chuvas no Rio Grande do Sul está provocando grandes prejuízos nas lavouras. A Emater informou que ainda está levantando oficialmente os prejuízos, porém diversas cidades já registraram perdas de mais de 80% nas produções.

Até a noite desta terça-feira (21), 15 municípios haviam decretado situação de emergência em razão da estiagem, conforme a Defesa Civil. Outras cinco cidades registraram perdas significativas mas ainda não decretaram emergência. A maioria delas é do Norte ou Noroeste do estado. Veja lista abaixo.

Das 15, apenas uma teve teve a situação homologada pelo estado e pela União até esta terça. Júlio de Castilhos decretou situação de emergência no dia 6 de dezembro e teve homologação no dia 16. As outras cidades ainda tem prazo de 180 dias para comprovar a situação, apresentando laudos de pessoas afetadas, situação da agricultura, entre outros aspectos.

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SEAPDR detecta gafanhotos nativos em Coronel Bicaco e outros quatro municípios da região

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Fiscais estaduais agropecuários e engenheiros agrônomos da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) realizaram na sexta-feira (17), fiscalização de áreas agrícolas para monitoramento de gafanhotos.
Nesta fiscalização, realizada através de denúncia, foram feitas vistorias nas áreas agrícolas do município de Ajuricaba. Os gafanhotos, das espécies Zoniopoda iheringi e Chromacris speciosa, são nativos do Rio Grande do Sul, não se tratando de gafanhotos migratórios presentes na Argentina.
“As culturas comerciais de grãos, como milho e soja, atualmente implantadas em condições de estresse hídrico, não apresentam danos significativos causados pelo inseto. No entanto, a incerteza em relação ao clima e o desconhecimento dos hábitos dos gafanhotos podem gerar preocupação entre os agricultores”, destaca Rita Grasselli, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.
A recomendação para os agricultores é para permanecer em alerta em relação a novos focos e que, em caso de alta infestação associada a danos verificados nas lavouras, entrar em contato com a Inspetoria de Defesa Agropecuária do seu município ou com a Emater. E também através do email: [email protected]
Além de Ajuricaba, foram feitas 19 vistorias nos municípios de Coronel Bicaco, Nova Ramada, Santo Augusto e São Valério do Sul neste ano de 2021.
A SEAPDR é participante do Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata, conforme Portaria de Emergência MAPA nº 201/2020 e Instrução Normativa SEAPDR nº 17/2020 e, por isso, tem realizado vistorias de monitoramento de populações acridianas em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul.
Fonte: SEAPDR
Foto: André Ebone/Divulgação SEAPDR
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Agro

Preço ao produtor de leite teve queda real de 5% neste ano

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A pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida, uma retração de 2,5%, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

É a segunda queda consecutiva dos preços no campo. Com isso, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”.

Os dados mostram que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

CUSTO DE PRODUÇÃO
De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra.

Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Segundo o Cepea, outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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