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Agricultora santa-rosense Anelise Brun, usa técnicas de agronomia para turbinar a plantação

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A árvore que Anelise Brun admira todos os dias na sua fazenda em Santa Rosa – RS, é a mesma na qual brincava de escalada quando era criança. O solo que analisa como agrônoma é o caminho por onde passava correndo com primos e pulando as poças de lama. Anelise é um fruto da terra e sempre soube que o seu destino era continuar o negócio de soja, milho e trigo que iniciou com o bisavô paterno, imigrante italiano.

“Minha família começou na agricultura há 70 anos com meu bisavô cultivando trigo. A área de plantação era pequena, mas foi se expandindo a cada geração. Passou pelo meu avô e pelo meu pai, e hoje a sucessão é um processo natural para mim. Nunca me imaginei fazendo algo que não fosse ligado à nossa propriedade.”

Anelise, que é filha única, conta que seu pai sempre fez questão de levá-la para acompanhar as tarefas da lavoura. Talvez essa proximidade tenha feito a jovem optar pelo negócio da família do pai e não pelo da mãe, que é a bovinocultura. Sim, por ser a única herdeira, a jovem tinha dois legados para seguir, mas o amor à terra falou mais alto. Tanto que Anelise atualmente cursa agronomia. E muitas melhorias que implementou na fazenda vieram do aprendizado adquirido na universidade.

“O que aprendo na faculdade me ajuda na fazenda. Para se ter ideia, mudamos os períodos de plantio e adotamos tratamentos para o solo a partir desses conhecimentos. Mas claro que, para isso, preciso convencer meu pai, que às vezes não acredita que as mudanças vão dar certo. Mas negociamos e ele geralmente acaba cedendo.”

Outro recurso fundamental para o bom andamento da fazenda é a tecnologia. Ela conta que diversas ferramentas dão suporte ao seu trabalho, do plantio à colheita. Uma delas é o GPS, usado na agricultura de precisão [técnicas que permitem o gerenciamento localizado dos cultivos], que envolve a análise do solo e diferentes taxas de tratamento. Também aponta os benefícios de um maquinário atualizado além, é claro, do veículo certo.

Para divulgar sua produção, conhecer outros produtores e ficar por dentro de todas as novidades do setor, Anelise e seu pai participam de feiras com frequência. Em sua opinião, é nesses encontros que pessoas leigas passam a entender melhor o campo e como as coisas acontecem ali. Modesta, apenas menciona que em alguns desses eventos a fazenda foi contemplada com prêmios de produtividade.

Mas como em todas as atividades, o reconhecimento vem depois de muito suor e esforço, e no caso de Anelise, isso é ainda mais verdadeiro. O fato de ser mulher e muito jovem já foi razão para sofrer preconceitos e desconfianças sobre a sua capacidade. Mas isso já deixou de afetá-la. Para ela, ser mulher a torna mais hábil no campo.

“É estranho para muitos homens verem uma mulher dirigindo o trator, trabalhando no campo, fazendo atividades pesadas. Sei que há comentários, mas isso me motiva a trabalhar melhor. Mulher é mais cuidadosa em algumas atividades, consegue dar atenção aos detalhes e tem mais sensibilidade com as pessoas.”

Outro desafio, comum a quem trabalha com a terra, é lidar com as adversidades financeiras que as variações no clima trazem. Ela explica que os altos investimentos feitos na lavoura, como a compra de sementes e maquinário, muitas vezes são pagos com o resultado das colheitas. O problema é que, em alguns anos, fatores climáticos como falta de chuvas, geadas ou queda de granizo têm prejudicado as safras, diminuindo a lucratividade dos agricultores.

“Os últimos anos foram difíceis porque tivemos poucas chuvas. Em situações assim, é importante manter uma reserva de emergência. Caso contrário, o negócio pode até quebrar. O agricultor precisa ter persistência e pensar que os anos bons vão compensar os ruins.”

Embora reconheça que a rotina na fazenda seja difícil e que exige sacrifícios como acordar cedo, chegar em casa muito tarde e não ter finais de semana, Anelise reitera sua paixão pelo que faz, especialmente por ter a consciência de que a força do seu trabalho alimenta o mundo inteiro.

“Produzir alimento é uma grande responsabilidade porque alimentamos o mundo. Fazemos isso de forma muito responsável e seguimos as leis, que tornam a produção do alimento segura para quem consome. Seguimos todas as regras ambientais e temos orgulho do nosso trabalho. Espero manter o legado do meu pai e fazer com que as próximas gerações continuem escrevendo a história que vou deixar.”

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Representantes do SIMMMESR e do SINDUSCOM Noroeste RS tomam posse como diretores da FIERGS

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No dia 18 de julho de 2024 ocorreu a posse do industrial Claudio Bier na presidência do Sistema FIERGS/CIERGS (Federação e o Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), em cerimônia no Centro de Exposições da entidade, em Porto Alegre. Junto com Bier assumiram também os demais diretores da Federação e o setor industrial de Santa Rosa e região ficou bem representado na gestão de 2024/2027.

Nerison Antonio Paveglio está no segundo mandato como diretor, pois já estava na gestão de Gilberto Petry, desde 2017, e representará novamente as indústrias metalúrgicas abrangidas pelo SIMMMESR, enquanto o presidente do SINDUSCOM, Betuel Brun Sauer, assume pela primeira vez um cargo de diretor da federação e representará todas as indústrias da construção civil e do mobiliário representadas pelo SINDUSCOM Noroeste RS.

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Clima/Tempo

“Veranico” eleva as temperaturas no inverno em grande parte do Brasil até 25 de julho

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Foto: Divulgação
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O inverno de 2024 começou de forma tradicional em grande parte do Brasil, com duas ondas de frio que baixaram as temperaturas. No entanto, a partir desta sexta-feira (18), a previsão é de um aumento nas temperaturas devido à chegada de uma massa de ar quente que afetará a faixa central do país, conforme informações da Climatempo. Esse padrão deve persistir até, pelo menos, a próxima quinta-feira, 25 de julho.

Conhecido como “veranico” pelos especialistas, esse fenômeno traz temperaturas mais elevadas durante a tarde, contrastando com o clima ameno à noite e de madrugada. Além disso, contribui para a estabilização das temperaturas, afastando nuvens de chuva e criando um “bloqueio atmosférico” que impede a chegada de frentes frias às regiões centrais do Brasil.

Quais regiões do Brasil sentirão as temperaturas mais elevadas?

De acordo com a Climatempo, as regiões que experimentarão temperaturas mais altas do que o normal para esta época do ano incluem o extremo sul de Rondônia, a metade sul do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e todo o Estado do Rio de Janeiro, além do fim do Rio Grande do Sul. A faixa litorânea de São Paulo ao Rio Grande do Sul, onde a brisa marítima proporciona um clima mais ameno, estará excluída desse aumento de temperatura.

As regiões do interior, como o Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, terão temperaturas superiores em 5ºC a 7ºC em relação ao esperado para esta época do ano. As demais áreas mencionadas devem registrar temperaturas entre 3ºC e 5ºC acima do normal.

Fonte: CNN Brasil
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Deputados votam nesta sexta reajustes, reformas nas carreiras e contratação de temporários no RS

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Foto:Marcelo Oliveira / Assembleia Legislativa/Divulgação
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Os deputados estaduais do Rio Grande do Sul se preparam para votar nesta sexta-feira (19) uma das maiores reformulações recentes nas carreiras do funcionalismo estadual. O projeto apresentado pelo governador Eduardo Leite reajusta remunerações, altera a denominação de cargos, modifica critérios para promoções e reorganiza estruturas da administração direta e indireta. Além disso, autoriza a contratação de 2,5 mil temporários e extingue 22 mil cargos vagos.

A proposta foi protocolada na tarde de quarta-feira (17), e a sessão de votação está marcada para as 16h desta sexta-feira. A apreciação em 48 horas é possível devido à convocação extraordinária da Assembleia, feita por Leite durante o recesso de julho. Sem essa medida, a tramitação duraria pelo menos 30 dias. A profundidade das mudanças e o tempo reduzido para discussão geraram críticas da oposição e de segmentos do funcionalismo, que pedem mais valorização e ajustes no texto. Além disso, as principais federações empresariais do Estado criticam o aumento do gasto público. A previsão do governo é que as medidas impactem 108 mil servidores ativos e aposentados, gerando um custo adicional de R$ 1 bilhão em 2025, R$ 1,5 bilhão em 2026 e R$ 1,8 bilhão por ano a partir de 2027.

Com 318 páginas, o projeto está subdividido em 130 artigos e 30 anexos. Além disso, inclui um texto específico voltado à reestruturação da Agergs (agência responsável por regular serviços concedidos à iniciativa privada, como a energia elétrica) e outro que modifica regras das carreiras de procurador e técnico tributário.

O governo argumenta que a medida se tornou mais urgente após o desastre climático de maio, que exigirá esforços adicionais para a reconstrução.

Apesar das críticas, o governo vislumbra um cenário favorável à aprovação, já que os partidos de esquerda sinalizam voto a favor do projeto, embora demandem maiores benefícios para os servidores.

O que muda: Veja um resumo das medidas propostas por Eduardo Leite:

  1. Reestruturação de carreiras
    • Abrange 39.082 servidores, sendo 59% ativos e 41% inativos.
    • Inclui analistas, integrantes do quadro geral, técnicos de nível médio, guarda-parques, servidores dos quadros do Planejamento, Saúde, Pesquisa (das antigas fundações FEE e Fepagro), servidores de escola, servidores da procuradoria-geral e servidores de oito autarquias (Daer, Agergs, Irga, Detran, Junta Comercial, IPE Saúde e IPE Prev).
    • Melhoria na remuneração dos servidores, alinhando com o que é pago em outros Estados e na União.
    • Pagamento por subsídio, incorporando atuais salários e gratificações relativas à carreira. Nos casos em que a soma do salário e dessas gratificações superar o subsídio, o valor extra formará uma parcela que será absorvida em futuros reajustes.
    • Gratificações pessoais ficarão fora do subsídio, em uma parcela separada, que não será incorporada aos reajustes.
    • Progressões na carreira serão atreladas à avaliação de desempenho do servidor.
    • Carreiras serão escalonadas em seis graus (de A a F), com três níveis (I, II e III) em cada um deles.
    • Implantação escalonada entre janeiro de 2025 e outubro de 2026.
    • Cerca de 22 mil cargos vagos serão extintos.
    • Nenhum servidor terá redução na remuneração.
  2. Administração Indireta
    • Reajuste na remuneração de funções de diretoria, chefia e assessoramento, para equalizá-la com os mesmos cargos de secretarias estaduais.
    • Extinção de 290 cargos de autarquias.
  3. Ampliação da Agergs
    • Aumento do número de servidores da agência, que regula e fiscaliza serviços concedidos, como a energia elétrica.
    • Expansão da área de atuação, incluindo iluminação pública e transporte ferroviário.
    • Agergs deverá apresentar plano de metas e prestação de contas, com relatório anual de atividades e indicadores de desempenho.
    • Agência passará a propor ao governo a emissão de normas regulatórias.
  4. Mudanças na Defesa Civil
    • Criação de 102 funções gratificadas (FGs) para atuação no órgão.
    • Instituição do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Cegird).
    • Elaboração de planos e protocolos de contingência, para testar e coordenar as comunidades frente aos diferentes desastres.
  5. Reajuste para segurança pública
    • Concessão de 12,49% de reposição a servidores da Polícia Civil, Brigada Militar, Corpo de Bombeiros, Instituto-Geral de Perícias e Susepe.
    • Correção paga em três parcelas: janeiro de 2025, outubro de 2025 e outubro de 2026.
    • Abrange 69,5 mil vínculos, sendo 51% ativos, 48% inativos e 1% pensionistas.
  6. Contratações temporárias
    • Autorização para contratação de 2,5 mil funcionários temporários para auxiliar na reconstrução.
    • 30% do contingente será contratado em outubro de 2024 e o restante em abril de 2025.

      Fonte: GZH

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