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Adolescente cria monitor da covid-19 e recusa oferta de R$ 44 milhões

Oferta envolvia controle editorial do site; “a responsabilidade não deveria estar em uma criança aleatória”, afirmou ele ao Business Insider

Reporter Global

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Avi Schiffmann (Instagram/Reprodução)


Aos 17 anos de idade, o estudante americano Avi Schiffmann fez uma escolha que pode parecer difícil para muitos, mas que, para ele, não foi tanto assim: recusar 8 milhões de dólares (cerca de 44 milhões de reais na cotação atual). Schiffmann é o criador de um dos sites de monitoramento do coronavírus mais populares do mundo, o ncov2019.live, e recebeu a oferta milionária de uma empresa para continuar programando o site, por tempo indeterminado. “Eu só tenho 17 anos, eu não preciso de 8 milhões de dólares. Não quero me aproveitar dessa situação”, afirmou ele em entrevista ao site americano Business Insider.

Segundo Schiffmann, 100% do seu tempo livre é consumido por atualizar os dados do site, que monitora a situação global da covid-19. Por dia, são cerca de 30 milhões de visitantes.

A plataforma é atualizada constantemente com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) e de sites dos governos dos países. No mapa, é possível ver onde o surto tem sido mais forte, a porcentagem de mortes, casos ativos e críticos e também quantas pessoas já se recuperaram da doença. Para o Brasil, o monitoramento de Schiffmann aponta 312.074 infectados, 20.112 mortos e 125.960 recuperados — números um pouco maiores dos que os divulgados pelo Ministério da Saúde na noite desta quinta-feira (21).

A oferta milionária foi feita por uma empresa que pretendia ter o controle editorial do site e mantê-lo apenas como programador, colocando anúncios visando os milhões de visitantes. Segundo ele, o faturamento seria muito maior se ele colocasse seus próprios anúncios, mas “esse não é o foco do website”.

O motivo por trás da decisão, de acordo com ele, é o fato de ele não querer pop-ups “arruinando o design de interface do usuário”, que estaria fora de seu controle caso o site fosse vendido. Ele também não quer estar sob contrato para manter o site rodando ou para fazer mudanças que ele não concorda. Ao Business Insider, Schiffman contou que sabe que muitas pessoas não têm internets rápidas o suficiente para suportar anúncios.

O adolescente se sente orgulhoso do projeto que desenvolveu, mas não quer se tornar famoso por isso. “No futuro, eu espero que a pressão esteja na OMS para fazer uma ferramenta dessas. A responsabilidade não deveria estar em uma criança aleatória”, afirmou ele ao BI.

Ele se descreve como um “aluno terrível” e conta que faltou às aulas por duas semanas para focar na ferramenta. Também ao site, Schiffmann afirmou que já ficou acordado 50 horas seguidas para atualizá-la. “Mas é óbvio que as pessoas querem saber as estatísticas.”

“As pessoas vão achar que eu vou me arrepender dessa decisão, mas eu planejo fazer muitas coisas no meu futuro”, contou ele. O jovem também recebeu uma proposta de emprego da Microsoft, entre outras empresas, mas diz que não quer aceitar nada por enquanto. “Quero continuar com os meus projetos e também a última coisa que você quer fazer depois de desenvolver um dia todo no trabalho é desenvolver ainda mais”, disse. “Eu conheço muitos investidores agora. Se eu abrisse uma empresa amanhã, eles leriam meu projeto de negócio, pelo menos”, afirmou.

Após a decisão de rejeitar a oferta, Schiffmann recebeu diversos comentários odiosos nas suas redes sociais e virou alvo de memes. Em seu perfil no Twitter, ele afirmou que “as pessoas ainda não entendem o por quê”. “O objetivo do site sempre foi informar as pessoas ao redor do mundo sobre a pandemia, e não fazer dinheiro, vou ter oportunidades para isso no futuro. Eu valorizo mais as oportunidades e conexões que vocês me trazem, é mais importante para mim do que dinheiro”, escreveu ele.

Em relação aos dados, ao jornal americano The Seattle Times, Schiffmann afirmou que “é muito difícil saber quais são mais precisos”. “Muitos departamentos de saúde não divulgam informações públicas. Mas a minha observação principal é que o mundo não está tão preparado quanto deveria. A China construiu um hospital em 10 dias. Eles deveriam se preparar antes para algo assim. Eles deveriam descobrir o que fazer se as escolas fecharem por meses. Ninguém na América estava com medo até a semana passada”, disse.

A ideia do estudante é retirar o site do ar quando a pandemia acabar e transformá-lo em uma página que compara dados entre o novo vírus e a SARS ou a Gripe Espanhola. Schiffman quer entrar para a história e acredita que o site será algo que as pessoas se lembrarão daqui uns anos. Em partes, ele está certo: o site já rendeu o prêmio Webby, principal prêmio de excelência na internet.

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Mundo

América Latina conseguiu proteger reservas, apesar do choque da covid, diz IIF

Reporter Global

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Os países da América Latina conseguiram proteger suas reservas internacionais, apesar do choque causado pelo coronavírus, que provocou uma brusca pausa nos fluxos de capitais, avalia o Instituto Internacional de Finanças (IIF), em relatório. “A região aproveitou a experiência adquirida durante a crise financeira global, quando altos níveis de reservas permitiram um ajuste substancial da taxa de câmbio para resistir ao choque em meio a regimes de metas de inflação confiáveis estruturas fiscais baseadas em regras”, explica.

Segundo o instituto, na maioria dos países, as reservas em moedas internacionais retornaram aos níveis pré-pandemia, como resultado do cenário global, dos ajustes nas contas externas e de políticas macroeconômicas sólidas. “Flexibilização da política monetária, maior endividamento externo e flexibilidade da taxa de câmbio têm estado no centro da resposta política, limitando o uso de reservas internacionais para lidar com a escassez temporária de dólares”, pontua.

A análise acrescenta que, embora o impacto econômico do coronavírus tenha sido substancial, o volume de reservas caiu apenas, em média, 4%, recuperando-se à medida que as condições financeiras do globo relaxaram. “Vários países, incluindo México, Colômbia, Guatemala e Peru começaram a acumular reservas rapidamente”, lembra.

De acordo com o IIF, as reservas tiveram desempenho melhor durante a recessão da covid-19 em comparação com a crise financeira de 2008. “No Brasil, onde a depreciação de reservas também foi considerável, o ajuste cambial e as taxas de juros mais baixas levaram a efeitos de valorações positivos, parcialmente compensando fluxos de saída sustentados”, exemplifica.

Entre os fatores por trás desse movimento, o Instituto destaca a resiliência dos preços das commodities (fora petróleo), que “ajudou a manter a liquidez de dólar e a limitar perdas de reservas em vários países, como Peru, Chile e Brasil”.

Estadão

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Mundo

Índice Global de Terrorismo de 2020: Mortes por terrorismo atingem o mínimo em cinco anos, mas surgem novos riscos

Reporter Global

Publicado

em

Philippe Wojazer/Reuters

  • As mortes por terrorismo em todo o mundo caíram pelo quinto ano consecutivo em 2019 totalizando 13.826, uma redução de 15% em relação ao ano anterior
  • Na América do Norte, Europa Ocidental e Oceania, os ataques de extrema direita aumentaram 250% desde 2014, os números agora são mais altos do que em qualquer momento dos últimos 50 anos
  • 63 países registraram pelo menos uma morte por terrorismo, o menor número desde 2013
  • O impacto econômico global do terrorismo foi de US$ 16,4 bilhões em 2019, uma redução de 25% em relação ao ano anterior
  • O centro de gravidade do Estado Islâmico do Iraque e Levante (Islamic State of Iraq and the Levant, ISIL) é transferido para a África Subsaariana com o aumento de 67% no total de mortes na região pelo ISIL
  • Em 2019, o ISIL e seus afiliados também foram responsáveis por ataques em 27 países

O Índice de Terrorismo Global de 2020 (Global Terrorism Index, GTI) constatou que as mortes por terrorismo caíram pelo quinto ano consecutivo desde o pico em 2014. O número de mortes agora diminuiu 59% desde 2014 para 13.826. Os conflitos continuam sendo o principal motivador do terrorismo, sendo que mais de 9% das mortes por terrorismo em 2019 ocorreram em países já em conflito.

IEP Logo

O Índice Anual de Terrorismo Global, agora em seu oitavo ano, é desenvolvido por um grupo de reflexão líder do Instituto de Economia e Paz (Institute of Economics and Peace, IEP) e oferece o recurso mais abrangente sobre as tendências do terrorismo global.

As maiores reduções nas mortes ocorreram no Afeganistão e na Nigéria, no entanto, eles ainda são os únicos dois países que sofreram mais de 1.000 mortes por terrorismo. A queda no número de mortes também foi refletida nas pontuações dos países, com 103 de melhoria comparado a 35 de piora. Este é o maior número de países a registrar melhoria ano a ano desde o início do índice.

Apesar da queda geral no impacto global, o terrorismo continua sendo uma ameaça significativa e séria em muitos países. Em 2019, houve 63 países que registraram pelo menos uma morte em um ataque terrorista, e o maior aumento no terrorismo ocorreu em Burkina Faso, onde as mortes aumentaram 590%. Outros países que deterioraram substancialmente são Sri Lanka, Moçambique, Mali e Níger.

Algumas outras principais descobertas são:

  • Os dez países sob maior impacto do terrorismo são: Afeganistão, Iraque, Nigéria, Síria, Somália, Iêmen, Paquistão, Índia, República Democrática do Congo e Filipinas
  • Pelo segundo ano consecutivo, o Sul da Ásia é a região sob maior impacto do terrorismo, enquanto a América Central e o Caribe registraram o menor impacto
  • A região do Oriente Médio e Norte da África (Middle East and North Africa, MENA) registrou a maior melhoria regional no terrorismo pelo segundo ano consecutivo, registrando o menor número de mortes desde 2003

Steve Killelea, presidente executivo do IEP : “Ao entrarmos em uma nova década, estamos vendo o aparecimento de novas ameaças de terrorismo. A ascensão da extrema direita no Ocidente e as deteriorações no Sahel são exemplos importantes. Além disso, como visto no recentes ataques na França e na Áustria, muitos grupos menores simpatizantes das filosofias do ISIL ainda estão ativos. Para romper essas influências, três iniciativas principais são necessárias: quebrar a cobertura da mídia e redes sociais on-line, interromper o financiamento e diminuir o número de simpatizantes.”

O GTI usa uma série de fatores para calcular sua pontuação, incluindo o número de incidentes, fatalidades, ferimentos e danos materiais. O Taleban continuou sendo o grupo terrorista mais mortal do mundo em 2019; no entanto, as mortes de terroristas atribuídas ao grupo diminuíram 18%. A força e a influência do ISIL também continuaram a diminuir, pela primeira vez desde que se tornou ativo, o grupo foi responsável por menos de mil mortes em um ano.

Apesar da redução na atividade do ISIL no Oriente Médio e Norte da África, os grupos afiliados do ISIL permanecem ativos em todo o mundo, com 27 países registrando um ataque pelo ISIL ou seus afiliados. A África Subsaariana foi a região mais atingida, com sete dos dez países apresentando os maiores aumentos de mortes por terrorismo na região. Os afiliados do ISIL são os principais responsáveis pelo aumento, com 41% de todas as mortes relacionadas ao ISIL que houve na África Subsaariana.

Na América do Norte, Europa Ocidental e Oceania, a ameaça do terrorismo político de extrema direita tem aumentado nos últimos cinco anos. Nessas regiões, os incidentes de extrema direita aumentaram 250% entre 2014 e 2019. Houve 89 mortes atribuídas a terroristas de extrema direita em 2019. Na última década, as medidas de resiliência social têm diminuído em muitas das economias economicamente avançadas. É provável que essa tendência continue em razão da prolongada desaceleração econômica causada pela COVID-19, que provavelmente aumentará a instabilidade política e a violência.

Desde que a COVID-19 foi declarada uma pandemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020, os dados preliminares sugerem queda tanto em incidentes quanto em mortes por terrorismo na maioria das regiões do mundo. No entanto, a pandemia da COVID-19 provavelmente apresentará desafios de combate ao terrorismo novos e distintos. É importante que as iniciativas de combate ao terrorismo não sejam restringidas devido às reduções nos gastos do governo resultantes da desaceleração econômica. As reduções na assistência internacional para operações de combate ao terrorismo na região MENA e na África Subsaariana podem ser contraproducentes.

Thomas Morgan, pesquisador sênior do IEP, explica os resultados: “Entre 2011 e 2019, as rebeliões e manifestações violentas no Ocidente aumentaram 277%. Há sérias preocupações de que a deterioração das condições econômicas resultará em mais pessoas alienadas e suscetíveis à propaganda extremista.”

A queda do terrorismo também foi acompanhada por uma redução de 25% no impacto econômico global do terrorismo, que totalizou US$ 16,4 bilhões em 2019. Comparado a outras formas de violência, como homicídio, conflito armado e despesas militares, o terrorismo é uma pequena porcentagem do custo global total da violência, que foi de US$ 14,5 trilhões em 2019. No entanto, o impacto econômico real do terrorismo é muito maior, uma vez que esses números não levam em conta o impacto indireto sobre os negócios, investimentos e custos associados a agências de segurança no combate ao terrorismo.

Notas aos editores

O relatório completo do GTI 2020 e o mapa interativo estão disponíveis em:visionofhumanity org ou economicsandpeace.org

Índice Global de Terrorismo (GTI)

O GTI do Institute for Economics & Peace oferece um resumo abrangente das principais tendências e padrões globais do terrorismo nos últimos 18 anos. O relatório classifica 163 países (99,7% da população mundial) de acordo com o impacto imposto pelo terrorismo. Os indicadores incluem o número de incidentes terroristas, mortes, feridos e danos materiais.

Banco de Dados de Terrorismo Global
O GTI usa dados do Banco de Dados de Terrorismo Global (Global Terrorism Database, GTD) sobre terrorismo do Consórcio Nacional para o Estudo do Terrorismo e Respostas ao Terrorismo (Study of Terrorism and Responses to Terrorism, START), um Centro de Excelência do Departamento de Segurança Interna liderado pela  Universidade de Maryland. O banco oferece o recurso mais abrangente sobre as tendências terroristas globais.

Institute for Economics & Peace

O Instituto para Economia e Paz (Institute for Economics & Peace, IEP) é o grupo de reflexão líder mundial dedicado ao desenvolvimento de métricas para analisar a paz e quantificar seu valor econômico. Isso é feito desenvolvendo índices globais e nacionais, incluindo o Índice de Paz Global anual, calculando o custo econômico da violência e entendendo a Paz Positiva, que são as atitudes, instituições e estruturas que criam e sustentam sociedades pacíficas.

Estadão

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Mundo

Rússia acusa navio de guerra americano de violar suas águas territoriais

Reporter Global

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A Rússia afirmou nesta terça-feira, 24, que um de seus navios de guerra identificou e afastou um destróier americano que operava ilegalmente em suas águas territoriais no Mar do Japão (Mar do Leste). A Marinha dos EUA negou irregularidades nas manobras de seu navio e acusou Moscou de fazer reivindicações marítimas excessivas.

O Almirante Vinogradov, um caça-submarino russo, advertiu verbalmente o USS John S. McCain, um destróier da Marinha dos EUA, e o ameaçou para forçá-lo a deixar a área, levando-o a retornar às águas neutras, informou Moscou.

O navio USS John S. McCain, que navegava havia vários dias no Mar do Japão, “violou as águas territoriais da Federação Russa no Golfo de Pedro o Grande”, afirmou em um comunicado o Ministério da Defesa de Moscou.

O incidente ocorreu no início da madrugada desta terça-feira (hora de Brasília), quando o navio americano penetrou mais de 2 km em águas russas sem respeitar as fronteiras marítimas, de acordo com o ministério.

O Almirante Vinogradov, da Frota russa do Pacífico, enviou uma mensagem de advertência ao navio americano, ameaçando-o com “uma manobra de estocada para expulsá-lo de suas águas jurisdicionais”, de acordo com o comunicado. O navio americano retornou imediatamente às águas neutras, acrescentou.

Por sua vez, a Frota do Pacífico americana afirmou em um comunicado que o USS John S. McCain “fez valer seus direitos de navegação” nesta área disputada desde 1984, que seu país não reconhece como parte das águas russas.

Esses incidentes entre navios dos dois países, acusando-se mutuamente de realizar manobras perigosas, ocorrem com frequência, mas principalmente no Mar Báltico e no Mediterrâneo.

No verão (hemisfério norte) de 2019, um navio de cruzeiro americano e um destróier russo se aproximaram perigosamente no Mar da China, de acordo com as marinhas russa e americana, que se culparam reciprocamente pelo incidente.

Os incidentes também destacam as fracas relações diplomáticas e militares entre a Rússia e os Estados Unidos, cujos laços têm chegado ao mais baixo nível desde o fim da Guerra Fria.

O último grande pacto de controle de armas entre os antigos adversários deve expirar em fevereiro, apesar de meses de negociações para encontrar um substituto. Além disso, o presidente Vladimir Putin ainda não deu os parabéns ao presidente eleito dos EUA, Joe Biden, por sua vitória nas eleições de 3 de novembro contra o presidente Donald Trump.

(COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
Por Redação

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