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Acidentes com mortes aumentam de maneira assustadora nos últimos meses

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Era meio-dia de uma quinta-feira cinza, quando a fração de um segundo, uma decisão errada, ou por qualquer outro motivo difícil de explicar, uma moto foi fazer uma ultrapassagem, onde não devia, e o barulho de um choque frontal com outra motocicleta, quebrou a monotonia da RSC-472 e forçou o horror e a dor à assaltar o coração de duas famílias.

Essa introdução retrata o acidente ocorrido na quinta-feira, 03 de outubro, quando uma pessoa morreu e um segundo ficou gravemente ferido no choque entre duas motocicletas. Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, dois fatores podem ter contribuído: excesso de velocidade e ultrapassagem em local proibido. A perícia ainda não ficou pronta e a conclusão é baseada nos testemunhos de pessoas que teriam presenciado o acidente.

A verdade é que o trânsito é a terceira maior causa de mortes no Brasil. Em primeiro está o câncer e em segundo os infartos e os AVCs. Segundo o Ministério da Saúde, em 2015, foram registrados 37.306 óbitos e 204 mil pessoas ficaram feridas em acidentes. De 2009 a 2016, o total de óbitos em acidentes de trânsito no país foi de 19 para 23,4 por 100 mil habitantes.

O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) pagou, em 2015, 42.500 indenizações por morte no país e 515.750 pessoas receberam amparo por invalidez.

Em nossa região o ano de 2019, nos 450 quilômetros cobertos pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar de Santo Augusto, ainda não tinha registrado nenhum caso de acidente com morte no local da ocorrência. Nos últimos 35 dias foram 6 mortes em 5 acidentes. A morte de Adilson Zucolotto, de 47 anos, registrada na abertura dessa matéria, foi a primeira registrada RSC-472, no local do acidente.

Apesar disso, pelo menos outras três mortes já haviam sido registradas em decorrência de acidentes na mesma rodovia. Liése Fernanda Dutra, 15 anos, morreu em virtude de um acidente na mesma rodovia, em 9 de junho desse ano. Ela trafegava na garupa de uma motocicleta, pilotada por ser irmão, quando se chocaram com um veículo VW Gol que fazia uma conversão na rodovia. Ela bateu a cabeça, foi socorrida, transferida para um hospital de Passo Fundo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu alguns dias depois do acidente.

Celso Pretto também faleceu em virtude de acidente na rodovia. No inicio da noite do dia 19 de junho ele transitava pela rodovia em Taquaruçu do Sul, quando o Fiat Uno que ele dirigia chocou-se com uma retroescavadeira. Pretto, que era morador de Vista Alegre, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu minutos depois.

Jardel Cristiano Hening, de 29 anos, sofreu uma queda de motocicleta após tentar desviar de um buraco, na 472 entre Tenente Portela e Três Passos. Ele foi socorrido e morreu posteriormente no hospital. Esse caso foi registrado em 29 de maio de 2019.

Não é necessário forçar muito a memória para lembrar acidentes com mortes na RSC-472 no trecho entre Três Passos e Palmitinho, passando por Tenente Portela. 2016 foi ano dos acidentes mais vultuosos registrados na rodovia. Em 26 de outubro daquele ano um grave no trecho conhecido como curva da morte, entre Tenente Portela e Palmitinho, culminou em três vitimas fatais da mesma família. Uma carreta tombou ao não vencer a curva e arrastando pelo meio da pista atingiu um Celta e o arrastou junto contra árvores nas margens da rodovia. Morreram, naquele acidente, Cristiano Holland, Ilze Holland e Izabelli Holand, essa última uma criança de 11 anos. Eles estavam no carro.

Naquele mesmo ano, no dia 23 de dezembro, no mesmo local, uma carreta, onde estavam uma família formada por pai, mãe e dois filhos. O motorista não venceu a curva e tombou exatamente no mesmo ponto do acidente de outubro. Faleceram um dos filhos, mãe e pai. Apenas o filho mais jovem sobreviveu. No atendimento do segundo acidente ainda era possível ver as marcas do primeiro.

No dia 09 de agosto do ano passado, um acidente envolvendo um caminhão e dois veículos deixou dois mortos. O motorista de um veículo que trafegava no sentido Tenente Portela a Três Passos quando foi ultrapassar um caminhão e chocou-se frontalmente contra uma S-10 que transitava no sentido contrário. Com o impacto os carros chegaram a se chocar no caminhão. Morreram no acidente os dois motoristas dos veículos de passeio que foram identificados como Leonildo Vicente Pereira e Oclides Marafiga.

Esses são só alguns dos acidentes com mortes registrados no trecho da 472. Nos últimos anos muitas vidas foram finalizadas neste trecho. Os motivos são os mais variados. O Comando Rodoviário da Brigada Militar de Santo Augusto não faz cerimonia para apontar que a maioria dos acidentes com mortes envolvem um fator em comum: O excesso de velocidade. Na maioria dos casos os policiais identificam esse como um fator que contribuiu para a violência do acidente.

Para inibir esse tipo de atitude, dos motoristas, a fiscalização está sendo aumentada. A partir de agora os radares móveis, que multam contra o excesso de velocidade, começarão a ser usados também a noite. Os policiais estão preocupados com os horários de maior acidentalidade. Na RSC 472, por exemplo, a maioria dos acidentes em 2019 ocorrem nos sábados e nos domingos, entre as 17 as 19 horas.

Apesar da atuação da fiscalização, todos as autoridades ligadas ao controle de trânsito dizem que existe apenas uma maneira de diminuir os riscos de acidentes na região e ou em qualquer outro lugar: Conscientização dos motoristas. O principal atalho para fugir do risco de virar parte das mortais estatísticas da acidentalidade, ainda é o respeito com as leis do trânsito.

FONTE: Jornal Província

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Ex-jogador dá bolsas de estudo a atletas LGBTQIA+ expulsos de casa

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Em vez de apontar o dedo para atletas LGBTQIA+, ajudar! É isso que está fazendo Ryan O’Callaghan. O ex-jogador da NFL está dando bolsas de estudo para jovens que são abandonados pelas famílias, ou expulsos de casa após revelarem sua orientação sexual.

Ryan viveu em um ambiente conservador, e sabe bem como é difícil se expor e ser você mesmo. Aposentado em 2011, seis anos mais tarde ele revelou ser homossexual e hoje ajuda jovens estudantes na mesma condição que sonham em ser atletas profissionais.

No mesmo ano em que anunciou publicamente que é gay, ele criou a Ryan O’Callaghan Foundation, uma ONG sem fins lucrativos que inicialmente oferecia bolsas de estudo a esses jovens que gostam do esporte.

O que ele não esperava era o alto número de atletas que tinham medo de se assumir.

A Fundação passou, então, a se dedicar nos diálogos com jovens atletas, em escolas e empresas, para orientar os que se sentem com medo até estarem prontos para se assumir.

“Acho que jogadores como eu, sendo francos e honestos com sua sexualidade, lembram os outros atletas mais introvertidos que eles não estão sozinhos. Espero que isso faça eles se sentirem confiantes em ser honestos consigo mesmos, com seus colegas de equipe e com os torcedores e aceitos plenamente por quem eles são”, disse o ex-atleta.

Ajuda a excluídos

O trabalho da ONG representa, para Ryan, não apenas uma oportunidade para a prática do esporte, mas também uma maneira de ouvir e dar espaço aos jovens que se sentem excluídos por conta de suas orientações sexuais e suas identidades de gênero.

“Às vezes, ter alguém com quem conversar e se relacionar faz toda a diferença do mundo. Não há como dizer o quão melhor eu poderia ter sido como atleta se eu pudesse dedicar minha capacidade mental ao esporte ao invés de consumi-la com minhas questões pessoais” falou.

Ryan O’Callaghan viveu os primeiros 29 anos de sua vida em ambientes hostis às minorias.

Primeiro, passou a infância e a adolescência na conservadora cidade de Redding, no norte da Califórnia, onde conheceu os estereótipos de homossexuais, o que o fez preferir ser conhecido como um valentão que jogava futebol americano do que como um homem gay.

Depois, passou seis anos em uma das ligas esportivas mais masculinizadas do mundo. Chegou ao New England Patriots em 2006 após ser selecionado na quinta rodada do draft, time com o qual foi vice-campeão do Super Bowl em 2008.

Após o vice-campeonato, ele se transferiu para o Kansas City Chiefs, equipe que defendeu até 2011, quando se aposentou.

Depressão e pensamentos suicidas

Ele escreveu um livro chamado “Minha vida em jogo” (My Life on the Line, em inglês), no qual conta sua trajetória como jogador e sua batalha não só com medicamentos para dores no corpo e cirurgias, mas também contra a depressão e pensamentos suicidas que acompanharam seu estado mental durante toda a carreira.

“Quando jogava escondendo o meu verdadeiro eu, minha mente ficava consumida e eu pensava que seria expulso a qualquer momento e não seria aceito”, falou.

A criação da ONG foi uma luz que O’Callaghan enxergou para evitar que outras pessoas passassem pelo o que ele passou, e tivessem mais suporte ao longo de suas próprias descobertas.

“As pessoas ainda são demitidas por serem gays. Outras ainda são rejeitadas por serem trans. Ajudá-las a terem coragem e resiliência é um caminho para mudar essa realidade”, disse Ryan.

Encorajar as pessoas a enfrentar os obstáculos impostos pelo status quo é o principal objetivo de O’Callaghan. Ele ainda considera que o esporte pode ser o principal catalisador dessa mudança.

“A melhor maneira de reverter o estereótipo é ter mais atletas assumindo suas sexualidades. Isso ajuda a ter companheiros manifestando apoio à igualdade e aos direitos humanos fundamentais”, falou.

Jogadores gays

Em mais de 100 anos de história, a NFL viu apenas 15 jogadores exporem suas sexualidades. Além de Ryan, David Kopay, Jerry Smith, Roy Simmons, Ray McDonald, Esera Tuaolo, Kwame Harris, Wade Davis, Dorien Bryant, Brad Thorson, Michael Sam, Jeff Rohrer, Ryan Russell e Carl Nassib foram os que se abriram.

Os dois últimos foram os únicos a anunciar publicamente enquanto profissionais.

Nassib atualmente defende o Las Vegas Raiders e se abriu durante a offseason de 2021. Já Russell anunciou ser bissexual em 2018, mas está sem time desde então.

Fonte;SóNotíciaBoa

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1.084 casos de COVID em 15 dias em Santa Rosa

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Após a testagem de 2500 pessoas, 1085 testaram positivo para o coronavírus em Santa Rosa, o que dá uma média de 72 pessoas por dia, nestas duas primeiras semanas do ano.

A alta demanda pela procura dos testes fez com que eles acabassem, mas mais testes já foram adquiridos pela FUMSSAR e devem chegar esta semana.

O que se pode notar nas Unidades de teste, 03 em Santa Rosa, é uma fila enorme pela procura dos testes.

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