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Medicina & Saúde

Abril Marrom alerta para prevenção e causa da cegueira

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© Arquivo/Agência Brasil


Fundamental na rotina, a visão faz toda a diferença no dia a dia de quem conta com esse sentido. Por esse motivo, foi criado o Abril Marrom, mês de alerta para divulgação da importância dos cuidados com os olhos.

No mês de abril também é comemorado o Dia Nacional do Braile (8), sistema tátil de escrita usado por pessoas cegas ou de baixa visão. A data marca o nascimento de José Álvares de Azevedo (1834), professor que cego, foi responsável por trazer, em 1850, o alfabeto Braille ao Brasil.

Segundo o IBGE, mais de 6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual. O médico oftalmologista Carlos Yamane explica que a cegueira pode ser reversível ou irreversível, portanto, muitos casos podem ser prevenidos ou tratados. As causas de cegueira reversível são: catarata, ceratocone e deslocamento de retina, mas desde que tratado com urgência.

Algumas não reversíveis são: glaucoma, degeneração macular avançada ou retinopatia diabética. “Cuidar da saúde como um todo, principalmente àqueles diabéticos, visitar regularmente o oftalmologista e cuidar bem dos olhos, evitando também uso de óculos não certificados são algumas medidas preventivas”, detalha Yamane.

O especialista alerta que os cuidados com os olhos devem iniciar desde a infância e em todas as fases da vida. É necessário monitorar sempre a saúde dos olhos, de acordo com o estilo de vida do indivíduo e profissão que atua na sua rotina. “Muitas das doenças oculares são silenciosas, não apresentando sintomas nas fases iniciais, portanto, o diagnóstico precoce previne a perda da visão. Recomendo a visita ao oftalmologista no mínimo uma vez ao ano”, completa Carlos Yamane.

Prevenção da cegueira em tempos de covid-19

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), dentre as condições oculares comuns que podem comprometer a visão (incluindo cegueira) estão a Doença Macular Relacionada à Idade (DMRI), catarata, opacidade da córnea, retinopatia diabética, glaucoma, erros de refração e tracoma.

Em relação ao glaucoma, o relatório mais recente da OMS mostra que este ano serão 76 milhões de pessoas (entre 40 e 80 anos) com a doença. O número é bastante expressivo e reforça a necessidade de não descuidar, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus.

Para contribuir com a conscientização, a Sociedade Brasileira de Glaucoma elaborou um material informativo com as principais orientações para portadores de glaucoma em tempos de covid-19:

1. Lavar bem as mãos antes de aplicar o(s) colírio(s);

2. Evitar sair de casa para comprar seus colírios ou qualquer medicação. Dê preferência ao serviço de entrega em domicílio das farmácias para não se expor desnecessariamente;

3. Seguir os horários estabelecidos pelo seu médico oftalmologista para aplicação das medicações;

4. A pressão intraocular (PIO) não costuma apresentar variações significativas em um curto espaço de tempo em pacientes em uso regular dos colírios. Sendo assim, não existe necessidade de pronto atendimento somente para medir a pressão ocular. Fique em casa;

5. Até o momento, não existem evidências de que os colírios utilizados para o tratamento do glaucoma possam influenciar na infecção pelo novo coronavírus;

6. Lembrando que tudo é muito novo, também não existem evidências até o momento de que as medicações utilizadas para o tratamento da infecção pelo coronavírus possam influenciar na evolução do glaucoma;

7. Manter o uso regular de todos os colírios que compõe o seu tratamento;

8. Cuidar bem da sua saúde em geral. O bom controle do diabetes, da pressão arterial, entre outros, é essencial neste momento.

Se surgir alguma dúvida sobre sintomas ou até mesmo sobre o seu próprio tratamento, consulte o seu médico oftalmologista. Para garantir o suporte aos pacientes em isolamento, o Conselho Federal de Medicina aperfeiçoou a eficiência dos serviços médicos prestados e, excepcionalmente nesse período de pandemia de covid-19, os especialistas podem realizar o atendimento à distância.

ebc

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Medicina & Saúde

OMS: mais dados sobre vacinas são necessários; intenção é aplicar mais de uma

Pável Bauken

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) acredita que ainda são necessários mais dados sobre vacinas contra a covid-19 para se tomar posições definitivas, incluindo sobre desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, e a russa do instituto Gamaleya. “É encorajador que vários desenvolvedores tenham publicado seus protocolos”, afirmou nesta sexta-feira, 27, em entrevista coletiva, a cientista-chefe da organização, Soumya Swaminathan, indicando que é importante que estudos e dados continuem a serem divulgados.

Para saber real eficácia das vacinas, é importante continuar acompanhando os participantes dos testes, sinalizou Swaminathan, já que a imunidade pode não ter longa duração. Sobre desafios logísticos, foi destacado que a intenção é usar a vacinas como a da Pfizer, que demandam grandes adaptações e investimentos para se armazenar, junto à outras com logística mais simples. A imunização deverá ocorrer com eficiência, como destinando recursos à profissionais da saúde e pessoas com potencial alta transmissibilidade.

Questionado sobre a situação no Brasil, o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, afirmou que a lição da Europa é que países “que agem rápido e decisivamente tem melhor resultado”, e que em federações como a brasileira, é importante “negociação com governos subnacionais”. Ryan fez grandes elogios ao sistema de saúde brasileiro, em especial aos profissionais que foram expostos durante a pandemia.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom afirmou que vários países no mundo “conseguiram controlar a covid-19, e em comum entre eles, a testagem”, ressaltando que mesmo com a vacina começando a ser aplicada, testes serão importantes na pandemia. Sobre a entrega dos imunizantes, Tedros reafirmou que são necessários US$ 4,5 bilhões de dólares no momento, e que houve comprometimento político de tornar a vacina um “bem comum”, com destaque ao G20, mas que isso agora precisa ser convertido em ações.

Acerca das origens do vírus, foi consenso de que os estudos prosseguem, e que, apesar da circulação anterior fora da China ter sido registrada, a base para as pesquisas é o começo da transmissão humana, registrada em Wuhan.

Por Matheus Andrade

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Medicina & Saúde

Boulos é diagnosticado com covid-19

Reporter Cidades

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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, foi diagnosticado com covid-19 na manhã desta sexta-feira, 27. Embora não apresente sintomas da doença, Boulos entrou em quarentena. As agendas de campanha foram todas suspensas, e a coordenação da campanha vai propor à TV Globo que o último debate, previsto para hoje, seja feito de forma virtual

Boulos tentava fazer o exame desde o início da semana em função do diagnóstico positivo da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP). O candidato esteve com a deputada na sexta-feira, 20. Como medida de precaução as agendas externas, de rua, foram suspensas e a campanha se dedicou apenas a eventos fechados, com número restrito de participantes. O exame não foi feito antes devido à incompatibilidade entre a agenda do candidato e os horários disponíveis nos laboratórios.

“Diante do resultado positivo, Guilherme Boulos irá cumprir o protocolo de quarentena pelo período necessário. Toda a equipe que trabalha na campanha e que tem contato próximo com o candidato será testado a partir de agora”, diz o comunicado enviado pela campanha do PSOL.

Segundo a assessoria de Boulos, ele não vai votar no domingo e uma sugestão foi encaminhada à TV Globo para que o debate de hoje seja feito de forma virtual.

No comunicado, Boulos diz estar preocupado com a possibilidade de uma segunda onda da covid-19 e acusa os governos estadual e municipal de negligência.

“O candidato reforça a preocupação que tem afirmado nos últimos dias sobre os indícios de uma segunda onda da pandemia, até aqui negligenciada pelos governos estadual e municipal, responsáveis pela aplicação das medidas”, diz o texto.

Estadão

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Medicina & Saúde

Drogas e uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da Insuficiência Cardíaca

Pável Bauken

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Dentre as pessoas que buscam a unidade hospitalar de saúde após o uso de drogas ilícitas, a maioria está relacionada à cocaína. Atualmente, o uso de drogas ilícitas como a cocaína e o uso abusivo do álcool são importantes causas no desenvolvimento da insuficiência cardíaca (IC), pois a substância tem um efeito cardiotóxico e pode levar também a arritmias cardíacas.

Mas o que é a insuficiência cardíaca? A Dra. Marina Hoff, cardiologista do hospital Samaritano Paulista, explica que a insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica complexa, caracterizada pela incapacidade de o coração atuar adequadamente como bomba, em que ocorre o déficit de contração e/ou de relaxamento, comprometendo o funcionamento do organismo e, quando não tratada adequadamente, reduz a qualidade de vida e a sobrevida dos pacientes.

A insuficiência cardíaca acomete qualquer faixa etária e estima-se que a sua prevalência ocorra entre 1 a 2% da população, de acordo com a literatura médica. Além disso, por se tratar da via final comum de agressões sobre o coração, incide de forma progressiva com o aumento da idade.

O uso de determinadas drogas como a cocaína, ou até mesmo o tabagismo, são fatores de risco para o desenvolvimento de Infarto Agudo Miocárdico e Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Diante dessas evidências, é muito importante a conscientização junto aos pacientes, assim como orientação para cessar a utilização, sempre contando com o auxílio de serviços de apoio especializados, e contando também em alguns casos com reposição de nicotina e fármacos específicos”, reforça a Dra. Marina Hoff.

Pacientes com Insuficiência Cardíaca de origem alcóolica, ou associada ao uso de drogas, devem ser aconselhados a se absterem do vício, com a ajuda e suporte psicológico e psiquiátrico, e consequentemente, podem evoluir com recuperação da função cardíaca.

Sintomas da insuficiência cardíaca

Intolerância ao exercício físico, falta de ar ao deitar, tosse seca, inchaço nas pernas e abdome, astenia, fraqueza.

Diagnóstico

Na presença de sintomas de insuficiência cardíaca, um cardiologista deve avaliar as condições para um diagnóstico e tratamento adequados. Exames complementares devem ser realizados como, por exemplo, o ecocardiograma.

Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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