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A sangrenta história do único golpe político bem-sucedido dos Estados Unidos

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O único golpe político bem-sucedido dos Estados Unidos aconteceu em 1898. O fato aconteceu em Wilmington, na Carolina do Norte, e foi motivado por racismo. O movimento acabou em um massacre que vitimou entre 60 e 250 cidadãos negros.

No fim do século XIX, Wilmington era considerada uma das cidades mais progressistas do sul dos EUA. Em 1896, quase 126 mil homens negros estavam registrados como eleitores na cidade, uma raridade em uma região onde as tensões raciais imperavam, décadas após a Guerra da Secessão. A classe média afro-americana da cidade contava com cerca de 65 médicos, advogados, professores, barbeiros, donos de restaurantes, funcionários da saúde pública, policiais e bombeiros. E apenas três décadas após a abolição da escravatura, os republicanos negros ocupavam vários cargos públicos, atuando como vereadores, magistrados e outras posições.

Mas a situação não agradava a todos. Temendo a perda de poder, os democratas brancos de Wilmington planejavam retomar o controle da cidade, privando os cidadãos negros de seus direitos. “Este é um país dos homens brancos e os homens brancos devem controlá-lo e governá-lo”, dizia um manual do partido na época.

Antes das eleições de novembro de 1898, jornais da cidade foram usados em uma intensa campanha contra os negros. Durante a campanha, a polícia invadiu as casas dos negros, chicoteando os moradores e ameaçando-os de morte caso tentassem votar. No dia da eleição, turbas brancas armadas se reuniram do lado de fora das seções eleitorais de Wilmington, ameaçando eleitores negros. Resultado: os democratas conquistaram todos os cargos aos quais concorreram.

No dia seguinte à eleição fraudada foi proclamada a “A Declaração Branca da Independência”, que declarava: “Nunca mais seremos governados por homens de origem africana”. O documento retirava dos cidadãos negros de Wilmington o direito de votar e exigia que os empregos na cidade ocupados por afro-americanos fossem dados a eleitores brancos. Uma multidão então marchou para a Prefeitura, onde forçou o prefeito republicano eleito e os vereadores da cidade a renunciar. Com o golpe, o democrata Alfred Moore Waddell assumiu a prefeitura.

Após o golpe, uma multidão de quase dois mil homens aterrorizou a cidade, apoiada pela recém-criada força policial racista e pela milícia estadual. Armados com pistolas e uma metralhadora capaz de disparar 420 balas por minuto, eles mataram ao menos 60 cidadãos negros, embora muitos historiadores digam que o número pode ter alcançado a marca das centenas.

Depois do massacre, mais de 100 mil eleitores negros fugiram da cidade, dizimando o poder político e econômico dessa comunidade em Wilmington por quase um século. Nenhum cidadão afro-americano voltou a ocupar um cargo público no local até 1972.


Fonte: History.com

Imagens: Arquivo Público da Carolina do Norte, via Wikimedia Commons

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Tóquio inicia estado de emergência na iminência da Olimpíada

Abertura dos Jogos está programada para 23 de julho

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© Reuters/Kim Kyung-Hoon/Direitos Reservados

A cidade de Tóquio, sede da Olimpíada que começa neste mês, entrou em um novo estado de emergência para conter a covid-19 nesta segunda-feira (12), menos de duas semanas antes de os Jogos começarem, em meio a dúvidas sobre a possibilidade de as medidas conterem um aumento de casos da doença.

Na semana passada, os organizadores anunciaram que os espectadores serão proibidos em quase todos os locais de competição. Os espectadores estrangeiros já haviam sido barrados meses atrás, e agora as autoridades estão pedindo aos moradores que assistam o evento pela televisão para manter a circulação de pessoas, que poderia disseminar o contágio, no mínimo.

Pesquisas de opinião mostram de forma contínua que o público japonês está preocupado com a realização da Olimpíada durante a pandemia.

A maneira como o primeiro-ministro Yoshihide Suga lida com a pandemia –incluindo uma distribuição de vacinas inicialmente lenta– mina seu apoio. A questão é especialmente delicada antes de uma eleição nacional e da definição da liderança do partido governista no final deste ano.

“Pediríamos às pessoas que apoiem os atletas de casa”, disse o secretário-chefe de gabinete, Katsunobu Kato, em um programa de televisão dominical.

Os Jogos, adiados em um ano por causa da pandemia, ocorrerão de 23 de julho a 8 de agosto, e o estado de emergência – o quarto da capital – dura até 22 de agosto, pouco antes do início da Paralimpíada.

O governo e os organizadores veem os Jogos há tempos como uma chance de exibir a recuperação japonesa de um terremoto e uma crise nuclear devastadores ocorridos em 2011.

No sábado (10), o governador do município de Fukushima, o local de um desastre nuclear, disse que os espectadores também serão proibidos nos jogos locais de softball e beisebol, revertendo uma decisão anterior.

Novak Djokovic, o tenista número um do mundo, disse no domingo que está dividido a respeito da participação na Olimpíada de Tóquio desde a decisão dos organizadores de impedir a presença dos torcedores e de limitar o número de pessoas que ele pode levar ao evento.

Alguns dos maiores nomes do tênis, como Rafael Nadal, Dominic Thiem, Stanislas Wawrinka, Nick Kyrgios, Serena Williams e Simona Halep, já disseram que não atuarão nos Jogos.

O Japão registra mais de 815.440 casos de covid-19 e quase 15 mil mortes. Aumentos recentes em Tóquio são particularmente preocupantes em meio a uma vacinação que começou lenta e enfrenta problemas de suprimento depois de ter acelerado. Só cerca de 28% da população já recebeu ao menos uma dose de uma vacina contra covid-19.

ebc

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Gigante, deficitária e pública: assim como Correios, americana USPS é estatal

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Os Estados Unidos mantêm serviço de entrega nos mesmos moldes dos Brasil

 

Uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro, era a privatização de empresas públicas, como os Correios. Agora, passados mais de dois anos, e com a capitalização da Eletrobras avançando no Congresso, o governo volta a dar mais atenção à venda do serviço público de entregas.

O plano é vender 100% do capital da estatal, segundo o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, em entrevista ao jornal O Globo desta segunda-feira (6).

No entanto, o plano enfrenta resistência de funcionários, associações, políticos e até do procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras, que considera inconstitucional a venda de todos os serviços dos Correios, já que se trata de um serviço essencial e, por isso, deve ter sua universalização garantida pelo Estado.

O problema, segundo a equipe econômica, é que o negócio dos Correios não é sustentável financeiramente. Até voltou a dar lucro há dois anos, após um período de prejuízos seguidos, que foi de 2015 a 2017, mas não significa que está numa situação confortável, já que precisou receber aportes do Tesouro Nacional e contrair dívidas altíssimas durante os anos no vermelho.

Cenário não é exclusividade do Brasil

Essa discussão delicada não é exclusividade do Brasil, apesar da leva de privatizações em serviços postais, vista durante os anos 1990, sobretudo em países europeus.

Os EUA, por exemplo, mantêm o Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS), fundado em 1775. Uma instituição totalmente estatal, responsável por entregar correspondências e mercadorias em todo o país.

Ao todo, são mais de 34 mil agências em território americano, com quase 496 mil funcionários, quatro vezes mais do que no Brasil. Em assim como os Correios, o USPS é custeado pela receita do seu serviço de entrega de cartas, um negócio que não é rentável há anos nem lá, nem aqui.

A estrutura de entregas gerou uma receita superior a US$ 73 bilhões (cerca de R$ 379 bi) no ano passado, mas, ainda assim, a companhia americana registrou prejuízo de US$ 9,2 bilhões no período.

Por conta dessas perdas, também são frequentes nos EUA as discussões sobre a reestruturação do negócio ou sobre uma eventual privatização. Mais recentemente, a venda do USPS para a iniciativa privada voltou ao foco durante a gestão do ex-presidente Donald Trump, mas não avançou.

Um dos principais motivos do fracasso dessa ideia é que ela mexe com o emocional dos americanos, que, de alguma forma, se veem representados no serviço de entregas. No ano passado, uma pesquisa da consultoria Morning Consult mostrou que o USPS é a marca mais querida nos EUA, numa lista de cinquenta outras, como Google, UPS, Amazon, Netflix, Fedex, Oreo e Kellogg’s.

Para o ranking, a consultoria criou o Índice de Amor à Marca, formado por métricas como confiança e impacto na comunidade.

Nos EUA, o serviço de entregas também não é exclusividade do setor público e há outras diversas empresas que oferecem o serviço. Entre as mais conhecidas estão as nacionais FedEx e United Parcel Service (UPS).

 

FONTE: CNN

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A REVELAÇÃO DOS 4 CAVALEIROS DO APOCALIPSE

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No IMPRENSA LIVRE deste sábado, 03, às 09h30m, NOSTRADALTO, intérprete das profecias do Apocalipse, fala o que são e os acontecimentos na terra.

IMPRENSA LIVRE, apresentação, ANDRÉ CHRISTENSEN GARCIA, no Portal Plural New

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