A história de Caburé, o empresário excêntrico e generoso que animava os verões em Atlântida
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A história de Caburé, o empresário excêntrico e generoso que animava os verões em Atlântida

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Instagram/Reprodução/JC

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Empresário da área de seguros, Luiz Carlos Pigatto da Silva faleceu nesta terça-feira (19)

 

Apelidado de Caburé, Luiz Carlos Pigatto da Silva, falecido nesta terça-feira (19), aos 90 anos, construiu um império na área de seguros. Mas, para o público geral, não era conhecido por isso: ficou famoso pelas grandes festas, apresentações musicais na rua e pela construção de um complexo com direito a quiosque e parquinho à beira-mar na Praia de Atlântida, em Xangri-lá.

Não há quem veraneasse no Litoral Norte que não tenha passado, ao menos uma vez, em frente a um dos luxuosos casarões de Caburé. Nos anos 1990 e início dos 2000, com sorte, o curioso conseguia assistir a uma das apresentações do saxofonista Inácio Longhi, contratado para passar toda a temporada à disposição para alegrar os dias e as noites na Rua Buriti, a uma quadra da praia. Se tivesse mais sorte ainda, o visitante também ganhava mimos, como cervejas servidas por um garçom, flores e saquinhos de pipocas.

Uma vez, numa Duty Free, ele estava olhando uma vitrine de óculos, colocou um e perguntou para a vendedora o que ela achava daquele. Ela disse: “Ficou lindo!”, no que ele respondeu: “Então, não quero. Eu quero o que fique horroroso”. Ele não queria o normal. Com o pouco estudo que tinha, era um homem de grande criatividade — recorda Menna de Oliveira.

Caburé não era rico de berço. Pelo contrário: foi criado na região do Areal da Baronesa, entre os bairros Cidade Baixa e Praia de Belas, em Porto Alegre, onde negros escravizados buscavam refúgio, no século 19, e, hoje, há um quilombo urbano certificado. O local tem tradição no samba e no carnaval, o que dá pistas sobre a origem do gosto por festas e arte do milionário, que, segundo o advogado, foi um patrocinador constante – e discreto – do Theatro São Pedro.

Quando jovem, morou no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, onde exerceu atividades que vão de vendedor de melancias a atendimento de mesas. A virada de chave aconteceu quando sua esposa, Zélia Conceição Mota da Silva, falecida em 2011, viu um anúncio nos classificados de um jornal de uma vaga aberta para agenciador de seguro de vida, recortou e lhe entregou. Caburé gostou da ideia e a ideia gostou dele: nos anos 1960, abriu sua empresa e nunca mais abandonou a área. Deixa muitos amigos no setor, como Celso Carlucci de Campos, presidente do Conselho Deliberativo da AABB Porto Alegre.

Nossa relação surgiu há mais de 40 anos, quando, mostrando bom serviço, fez uma parceria conosco. Nessa caminhada, além da parceria negocial, nasceu uma grande parceria de amizade. Ele era uma pessoa muito querida por nós e nos deu um exemplo de vida maravilhoso. Uma pessoa com um pensamento simples e, muitas vezes, muito adiante das pessoas — comenta Campos, que considera que, para além dos negócios, Caburé construiu “um império das convivências com a família e com os parceiros e amigos”.

Presidente do Clube de Seguros de Vida e Benefícios do Rio Grande do Sul (CVG/RS), Jean Figueiró fez, durante o enterro do empresário, uma referência à coruja caburé, que originou o seu apelido.

Essa pequena coruja tem os olhos muito voltados para a sabedoria. É isso que representa o Caburé: sempre foi muito sábio e, como ninguém, desenvolveu o mercado de seguro de pessoas, fazendo a proteção necessária para as famílias, e, com isso, agregou muita gente à sua volta. Está partindo desse plano, mas vai deixar um legado muito bonito para a história do mercado de seguros— analisa Figueiró.

O presidente do CVG/RS destaca, ainda, as atividades realizadas por Caburé no Litoral Norte como ações de marketing inovadoras para a época.

No tempo em que não existia toda essa publicidade digital e esse marketing que a gente emprega para desenvolver as empresas, ele fazia ações na praia. Criou, dentro da rua do condomínio onde morava, um parque para as crianças utilizarem. As pessoas passavam para visitar a frente da casa dele, porque era um lugar bonito. Qualquer um que passou um dia por Xangri-lá vai lembrar disso pelo resto da vida — observa.

Érico Corrêa, presidente do Sindicaixa – entidade que representa os trabalhadores da extinta Caixa Econômica Estadual, atendida pelo Grupo Caburé –, lembrará do empresário como uma “pessoa humana espetacular com seus colaboradores e amigos”, que oferecia aos seus clientes churrascos e jogos de futebol.

Uma de suas funcionárias foi Roberta Cardoso da Silva. Hoje com 45 anos, conheceu Caburé aos 10, através de sua mãe, empregada doméstica da família. Muito mais do que chefe, o empresário foi seu segundo pai.

A gente nunca mais se separou. Eu sempre fui a neguinha deles e ele sempre foi o amor da minha vida. Está sendo difícil para mim, porque eu acabei perdendo o meu outro pai, que apostou em mim, disse que eu ficaria com ele até o fim, e foi o que aconteceu — relata Roberta, que atua na área de recursos humanos da empresa, mas, nos últimos tempos, também foi uma espécie de assistente particular, fazendo visitas a Caburé e estando presente com ele na noite de terça, quando aconteceu o falecimento.

De memórias, Roberta só levará coisas boas: diz que o empresário a ajudou a realizar todos os seus sonhos, e que a incentivou a nunca desistir. Generoso, guardava, durante o verão, um de seus casarões só para abrigar os funcionários – de 30 a 80, a depender do ano – que trabalhavam com ele na temporada.

 

Fonte: GZH

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Estado americano aprova pena de morte para condenados por estupro contra menores de idade

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Foto: AP Photo/George Walker IV, File
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O estado do Tennessee, nos Estados Unidos, aprovou uma nova legislação que permite a imposição da pena de morte para condenados por estupro de crianças. Assinada pelo governador republicano Bill Lee em maio, a lei entrará em vigor em 1º de julho deste ano, embora seja inaplicável atualmente devido a uma decisão da Suprema Corte dos EUA de 2008, que proibiu a pena de morte em casos de estupro infantil.

Anteriormente, o Tennessee permitia a pena de morte para estupradores de crianças, mas essa disposição tornou-se inconstitucional após a decisão da Suprema Corte. A nova legislação, apoiada pela maioria republicana no legislativo estadual, é vista como uma forma de pressionar a corte a reverter sua posição.

Segundo a Associated Press, políticos estaduais esperam que a atual maioria conservadora na Suprema Corte possa levar a uma reversão da decisão histórica de 2008, semelhante ao que ocorreu recentemente com a decisão Roe vs. Wade sobre o aborto.

A senadora republicana Janice Bowling afirmou recentemente que estão desafiando uma decisão anterior e sugeriu que a mudança no clima político da Suprema Corte poderia favorecer essa reversão. O governador Bill Lee, ao assinar a lei, enfatizou a gravidade dos crimes contra crianças como justificativa para essa legislação.

Nos Estados Unidos, a pena de morte geralmente é reservada para crimes que resultam na morte da vítima ou são considerados traição contra o governo. No entanto, a Suprema Corte tem reiterado que a aplicação da pena capital para crimes sexuais, incluindo estupro de crianças, é excessivamente severa, como decidiu em 2008.

Em estados como a Flórida, uma legislação semelhante foi promulgada em 2023, e promotores já buscam aplicar a pena de morte em casos de abuso sexual infantil. Atualmente, todas as execuções no Tennessee estão suspensas devido a problemas identificados no processo de injeção letal após um relatório crítico de 2022.

O caso Kennedy vs. Louisiana, decidido pela Suprema Corte em 2008, estabeleceu um precedente nacional contra a aplicação da pena de morte para crimes sexuais nos Estados Unidos. Desde então, a proibição tem sido mantida em vigor em todo o país.

Fonte: G1

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No Brasil, 62 jovens são assassinados por dia

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Foto: Haeckel Dias/Polícia Civil
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A cada dia, 62 jovens são vítimas de homicídio no Brasil, uma realidade alarmante que desafia as autoridades a evitar a cooptação de novas gerações pelo crime organizado e a proteger grupos mais jovens da vitimização. Em 2022, quase metade (49,2%) dos 46,4 mil homicídios registrados no país foram de pessoas entre 15 e 29 anos.

Esses dados foram revelados na nova edição do Atlas da Violência, um relatório anual produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em colaboração com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o documento, em 2022, a cada cem mortes de jovens no Brasil, 34 foram por homicídio, muitos deles cometidos com armas de fogo.

Ao longo dos últimos onze anos (2012-2022), 321,4 mil jovens entre 15 e 29 anos foram vítimas de violência letal no país, predominantemente homens negros. Esses jovens, muitos dos quais são de áreas periféricas, são frequentemente recrutados pelo crime organizado, abandonam a escola precocemente e veem poucas oportunidades no mercado de trabalho, como destaca Samira Bueno, uma das coordenadoras do Atlas e diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

A taxa de homicídios para essa faixa etária foi de 46,6 a cada 100 mil habitantes em 2022, representando uma redução de 4,9% em relação ao ano anterior. Apesar dessa queda, essa taxa ainda é muito superior à média nacional de 21,7 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Samira ressalta que, especificamente para homens jovens entre 15 e 29 anos, a taxa de homicídios é quatro vezes maior, alcançando 86,7 por 100 mil habitantes. Além disso, nos últimos anos, essas mortes não estão mais concentradas apenas nas grandes capitais, mas também em cidades menores, onde o crime organizado expandiu suas operações.

O relatório destaca um crescimento significativo da taxa de homicídio juvenil em estados como Piauí (64,6%), Bahia (23,5%) e Amazonas (19,5%) em 2022, enquanto Distrito Federal, São Paulo e Goiás registraram as maiores reduções nessa taxa.

São Paulo teve a menor taxa de homicídios para jovens em 2022 (10,8), seguido por Santa Catarina (13,3) e Distrito Federal (19,3). Em contraste, Bahia (117,7), Amapá (90,2) e Amazonas (86,9) apresentaram os maiores indicadores de letalidade para essa faixa etária.

Em relação à vitimização racial, pessoas negras (pretas e pardas) corresponderam a 76,5% do total de homicídios registrados no país em 2022, com uma taxa de 29,7 homicídios por 100 mil habitantes desse grupo. Em comparação, a taxa para pessoas não negras (brancas, indígenas e amarelas) foi de 10,8 homicídios por 100 mil habitantes.

O Atlas da Violência destaca que, entre 2012 e 2022, os homicídios de jovens resultaram em uma perda de 15,2 milhões de anos potenciais de vida perdidos, com armas de fogo sendo responsáveis pela maior parte dessas mortes prematuras.

Esses números refletem uma tragédia evitável que requer políticas públicas mais eficazes para reduzir a violência e proteger a juventude brasileira.

Fonte: Estadão

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Homem ganha luva com dedos impressos em 3D depois de acidente de trabalho

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Foto: Open Bionics
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Um homem de 52 anos se tornou o primeiro do mundo a experimentar uma luva com dedos impressos em 3D, após um acidente de trabalho onde perdeu quatro dedos.

Desde o incidente há uma década, Michael Altheim finalmente recuperou a capacidade de segurar e manipular objetos, graças à luva chamada Hero Gauntlet, controlada pelo movimento de seu pulso.

“Quando coloquei a Hero Gauntlet e movi meu pulso, meus dedos se moveram junto com ele – pensei: ‘Ah, sim, isso funciona'”, compartilhou Michael. A luva é personalizada para ele e também é à prova d’água.

O acidente aconteceu enquanto Michael trabalhava com uma máquina industrial para lixar um campo esportivo. Um incidente prendeu sua luva na esteira da máquina, resultando na amputação dos dedos.

Agora, após uma década, Michael se destaca como pioneiro ao utilizar essa luva revolucionária, desenvolvida pela empresa britânica Open Bionics, especializada em robótica para reabilitação.

Ele descreveu a experiência com a luva como incomparável com qualquer outra solução anterior que tentou. “As soluções anteriores eram pesadas, com operação limitada e não à prova d’água”, explicou.

Com a nova luva, ele pode realizar tarefas como dobrar uma toalha ou segurar objetos grandes e pesados que anteriormente eram difíceis. “Nunca pude segurar corretamente uma chave de fenda ou um amarelo, mas agora posso usá-los perfeitamente sem problemas”, comentou com bom humor.

O protótipo da luva foi feito sob medida para a amputação de Michael, utilizando digitalização e impressão 3D. Durante os testes, ele continuou a se surpreender com a funcionalidade da luva, que foi ajustada para suas necessidades específicas.

Além de ser à prova d’água, a tecnologia proporciona conforto e funcionalidade para uso diário, melhorando significativamente sua qualidade de vida.

Para Samantha Payne, diretora de operações e cofundadora da Open Bionics, ver o impacto positivo imediato dessa tecnologia nas atividades diárias de Michael é uma grande realização.

“A empresa está colaborando com grupos em toda a Alemanha para oferecer essa tecnologia a pessoas com amputações parciais das mãos”, acrescentou.

Fonte: Só notícia boa

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