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Medicina & Saúde

A história da mulher que pode morrer se virar a cabeça para o lado errado

Pável Bauken

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Rachel Pighills é uma inglesa de 33 anos que não pode virar a cabeça para a esquerda sem colocar sua vida em risco.

Quando conversou com a BBC há alguns dias, Pighills planejava viajar para a Espanha em busca de um tratamento que lhe permitisse retornar à vida que ela tinha antes de seu pescoço se tornar incapaz de suportar o peso de sua própria cabeça.

Um simples giro à esquerda pode deslocar a coluna cervical, o que, segundo ela conta, pode causar a morte dela.

Por isso o voo para Barcelona a deixou “aterrorizada”. Mas ela diz que está se mantendo “forte” pela filha dela, de 12 anos.

Em julho, Pighills foi diagnosticada com várias doenças que afetam sua medula espinhal e cabeça, incluindo invaginação ou impressão basilar. Isso significa que seu crânio afunda sobre a coluna vertebral e pressiona o tronco cerebral.

Ela diz que apenas três cirurgiões em todo o mundo podem realizar a operação que custa US$ 174 mil (cerca de R$ 700 mil). Nenhum deles está no Reino Unido.

Até agora, ela conseguiu arrecadar mais de US$ 15 mil – menos de 10% do valor total.

Nesta viagem de quatro dias, Pighills passará por várias ressonâncias magnéticas.

“Meu cérebro entra em colapso sobre meu canal medular e a parte de trás da minha cabeça fica instável”, disse ela.

“E se desloca parcialmente quando eu viro para a esquerda. Se deslocar completamente, isso seria uma decapitação interna e eu morreria instantaneamente”.

Por outro lado, ela só pode usar o colar cervical durante quatro horas por dia para ela evitar uma perda de massa muscular.

Saga de médicos
Pighills, que tem uma filha de 12 anos, estava em forma e saudável até agosto de 2017. Na época, ela passou a tomar um remédio para tratar o distúrbio que causa hiperatividade no sistema imunológico.

Desde então, ela passou a vomitar com frequência e foi para o hospital algumas vezes por conta das crises. Isso a levou a perder 38 kg em seis semanas e a fez pensar que isso ocorreu de maneira inconsciente por conta de seu casamento que se aproximava.

Os médicos chegaram a suspeitar de um tumor no cérebro – o que foi descartado após uma ressonância. Um novo diagnóstico saiu em outubro de 2017, quando Pighills descobriu que tinha doença de Addison.

Também chamada de insuficiência adrenal, ela se caracteriza pelo fato de o corpo não produzir os hormônios esteroides de maneira suficiente.

Pighills passou a fazer um tratamento para repor esses hormônios e corrigir seu nível de cortisol. Se ele cair demais, ela pode morrer.

Em agosto de 2019, a mulher e sua família se mudaram de casa para diminuir o trajeto entre a casa deles, o trabalho e a escola da filha.

No novo lar, ela bateu a cabeça no ventilador de teto e os sintomas se agravaram.

Pighills foi tentar entender o que ocorria com ela com mais profundidade e passou a pesquisar o que era a Síndrome de taquicardia postural ortostática (Pots). Trata-se de um aumento da frequência cardíaca que ocorre sempre que a pessoa fica em pé ou senta que causa, por exemplo, tontura e enjoos.

Com os sintomas persistindo, ela fez novas visitas ao clínico geral e acabou sendo encaminhada a um cardiologista.

Exames revelaram que o coração dela estava batendo mais rápido que o normal – o que a levou a ser diagnosticada com Pots. Em maio, um neurologista a diagnosticou com malformação de Chiari. Isso ocorre quando o tecido cerebral se estende para o canal medular.

Em junho, outro neurologista a diagnosticou com platybasia – achatamento anormal na base do crânio e ainda disseram que ela tinha invaginação basilar.

Isso ocorre quando a parte superior da coluna empurra a base do crânio, causando beliscões e pressionando o tronco cerebral.

Os médicos acreditam que todos esses problemas podem ter sido causados por um distúrbio do tecido conjuntivo. Isso é causado porque as taxas de colágeno, vital na construção desse tecido, está menor do que deveria.

O que é e como é tratada
A invaginação basilar ocorre quando a parte superior da coluna pressiona a base do crânio.

Pighills também tem instabilidade atlantoaxial (compressão da medula espinhal), o que lhe causa dificuldades em mover o pescoço, platibasia (achatamento da base do crânio) e síndrome da coluna cervical, causada pela compressão cerebral.

Se você se submeter a uma cirurgia e ela for bem-sucedida, o paciente pode se curar.

Em uma primeira cirurgia, elimina-se o osso da vértebra do eixo, que está comprimindo seu cérebro, enquanto na segunda juntam o crânio ao pescoço.

Pighills, que trabalha como gerente de uma cadeia de suprimentos, disse que entrar em um avião para visitar seu cirurgião a deixou “absolutamente aterrorizada”.

“Penso na pressão na cabine, na força da decolagem e em estar presa com as costas na cadeira”, disse ele. “Eu não sei como meu corpo vai reagir.”

Seu marido Guy, de 39 anos, disse que teme pela esposa todos os dias.

“Eu estarei no trabalho e morrendo de medo pensando no que vou encontrar quando voltar para casa. Estará tudo bem?”

“Eu adoraria que ela se submetesse à cirurgia e recuperasse um pouco de sua normalidade e independência”.

G1

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Medicina & Saúde

Semana Estadual do Bebê traz discussão sobre primeira infância durante a pandemia de coronavírus

Pável Bauken

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A primeira infância em tempos de coronavírus será o tema explorado durante a Semana Estadual do Bebê, entre os dias 6 e 12 de dezembro. O evento é organizado pelo programa Primeira Infância Melhor (PIM), da Secretaria da Saúde (SES). A programação contará com o Seminário Internacional da Primeira Infância e a cerimônia de premiação do prêmio Salvador Celia.

Os eventos serão realizados de maneira virtual, com transmissão pelo site do PIMFacebook do PIMFacebook da SES e Youtube da SES.

O seminário é aberto ao público, em especial para as equipes municipais do PIM, Programa Criança Feliz e Agentes Comunitários de Saúde, além de trabalhadores e estudantes das áreas da saúde, educação, assistência social entre outros.

O prêmio Salvador Celia reconhecerá os melhores relatos de experiência de visitadores e agentes comunitários de saúde, que enviaram seus trabalhos no formato de animações em vídeo com o tema “Iniciativas criativas na atenção à primeira infância em tempos de coronavírus”. Serão premiados os primeiros colocados na classificação geral e também por cada macrorregião de saúde do Estado.

A Semana Estadual do Bebê está em sua 18ª edição, e conta, ainda, com apoio das secretarias da Educação; de Trabalho e Assistência Social; da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e da Cultura.

Programação
O primeiro dia do Seminário Internacional da Primeira Infância contará com palestras das profissionais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil Marlova Noleto e Rosana Sperandio Pereira, que falarão sobre a importância da abordagem integral na primeira infância.

Ainda neste dia, a chefe da Unidade de Saúde, HIV e Primeira Infância do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Cristina Albuquerque, abordará políticas públicas inovadoras para a primeira infância. Para fechar o dia, a consultora nacional de Saúde da Criança da Organização Pan-americana da Saúde (Opas/OMS), Tatiana Coimbra, falará sobre cuidado atencioso para o desenvolvimento infantil.

No segundo dia de evento, o diretor do Centro de Aprendizagem em Avaliação e Resultados para o Brasil e a África Lusófona (FGV/EESP Clear), André Portela, apresentará o PIM como política pública baseada em evidências. Na sequência, a psicóloga da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Elisa Altafim, abordará a parentalidade positiva e o apoio às famílias e profissionais.

O terceiro e último dia de evento será dedicado à cerimônia de premiação do prêmio Salvador Celia.

Veja a programação completa da Semana Estadual do Bebê.

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Medicina & Saúde

Unidade de Saúde Mental promove encontro virtual entre pacientes, familiares e direção do HVS

Pável Bauken

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A pandemia modificou a rotina de diversos setores no Hospital Vida & Saúde. Na Unidade de Saúde Mental, até o início deste ano, eram promovidos encontros presenciais semanais, aproximando os profissionais da Unidade e os familiares dos pacientes internados. Com a pandemia, os encontros precisaram ser reformulados e realizados de forma virtual.

Na semana em que a Unidade completou dois anos de funcionamento, um encontro virtual muito especial foi promovido pela equipe multiprofissional da Unidade. Através de uma plataforma de videochamada, pacientes relataram como está sendo este momento de internação e de recuperação.

Com o acompanhamento da terapeuta ocupacional, Larissa Froehlich e da equipe de profissionais da Unidade, os pacientes fizeram relatos carregados de emoção e superação. “O objetivo da atividade foi proporcionar um espaço de discussão e aproximação entre usuários, equipe técnica, direção e familiares, acerca da internação e processo Terapêutico. Compreendemos que esse momento foi terapêutico para os usuários, pois deu voz a eles para que pudessem expressar seus sentimentos e pensamentos sobre seu processo de reabilitação”, explicou a Terapeuta Ocupacional da Unidade.

Alguns familiares e a diretora-geral do HVS, Vanderli de Barros, acompanharam o momento e também tiveram participações importantes no encontro. “Ficamos com uma tranquilidade muito grande quando sabemos que ao lado de vocês (pacientes) tem profissionais tão capacitados”, relatou um dos familiares dos pacientes durante o encontro.

Durante o encontro virtual, a Diretora-geral destacou o trabalho desenvolvido na Unidade e a competência da equipe multiprofissional que não mede esforços no tratamento dos pacientes, além de conversar com os pacientes e com os familiares. “Nosso trabalho no Hospital sempre é para fazer um mundo melhor. É um trabalho à muitas mãos, para que vocês, pacientes, sintam-se acolhidos”, ressaltou.

 

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Medicina & Saúde

10 municípios que concentram mais da metade dos casos ativos de coronavírus no RS

Reporter Plural

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boletim produzido pelo Comitê de Dados do RS aponta as 10 cidades gaúchas que concentram aproximadamente 53% dos casos ativos da doença

Semanalmente o número de casos positivos de coronavírus tem aumentado no Rio Grande do Sul.  Um boletim produzido pelo Comitê de Dados do RS,  aponta as 10 cidades gaúchas que concentram aproximadamente 53% dos casos ativos da doença.

Os dez municípios do estado que concentram mais da metade dos casos ativos de coronavírus no RS são, pela ordem: Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Gravataí, Novo Hamburgo, Santa Maria, Passo Fundo, Viamão, Rosário do Sul e Santa Cruz do Sul. Juntas, essas cidades concentram 5.346 casos (52.98%).

Os demais 487 municípios gaúchos concentram menos da metade dos casos ativos, ou 47.02%. De acordo com dados do Governo do Estado:

Porto Alegre (município que aparece primeiro na lista) há 3.145.

Canoas, com 422 casos ativos;

Caxias do Sul (372);

Gravataí (282);

Novo Hamburgo (249);

Santa Maria (213);

Passo Fundo (170 casos ativos);

Viamão (166);

Rosário do Sul (165)

Santa Cruz do Sul (159).

 

FONTE PORTAL ARAUTO

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