A grande escola – Portal Plural
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Estrada Iluminada

A grande escola

Nilton Moreira

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A passagem dos espíritos (somos espíritos num corpo perecível) pela vida corporal é necessária para que possamos cumprir por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus nos confia. É necessária para nosso bem, visto que a atividade que somos obrigados a exercer nos auxilia o desenvolvimento da inteligência.

Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas, a encarnação, para todos os espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus nos impõe, quando iniciamos a vida, como primeira experiência do uso que faremos do livre arbítrio.

Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação e é quando se torna um castigo. S. Luís. (Paris, 1859.)

Uma comparação vulgar fará se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontrará. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho. Assim acontece com o homem na Terra. Para o espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados.

Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores. Pergunta: Não poderiam os espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil.

Lembremos sempre que somos espíritos em um corpo carnal temporário, que vai se decompor logo ali.

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Heranças, negócios…

Nilton Moreira

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É normal darmos importância ao que acontece no âmbito de nosso campo de visão, os chamados acontecimentos físicos para os quais normalmente estamos preparados para enfrentar. Mas existem as investidas sorrateiras e invisíveis que acontece regularmente e não nos damos conta e que são praticadas pelos nossos irmãos que estão na erraticidade, isto é, aqueles que já retornaram ao plano espiritual.

Somos espíritos num corpo material perecível, e sendo visível temos a facilidade de ver nosso agressor que também se apresenta da mesma forma, mas quando se trata de agressor invisível que pode fazer um grande estrago quando nos ataca, promovendo desarmonia principalmente no campo de nossa saúde, é preocupante! São os denominados inimigos desencarnados, e Jesus quando orienta a nos reconciliemos com nosso adversário enquanto temos tempo aqui na terra, nos da também a entender das complicações futuras que poderemos enfrentar com os inimigos ocultos, aqueles que estão na erraticidade, que já não estão com o corpo carnal, cujo ódio lhes ainda é pertinente, e com a invisibilidade nos podem prejudicar, pois que a morte física não lhes causa entrave de modo algum.

Fora da matéria o obsessor encontra campo hábil para a prática do mal, podendo nos perseguir facilmente, nos intuindo a tomar decisões equivocadas, precipitadas, instigando conflitos familiares que culminam em confrontos trágicos, estragando inclusive negociações como compras, vendas, heranças etc… É comum tentarmos fazer determinado negócio e este não prosperar como esperado, ficando evidente que ações de obsessor agem nas conversações. Mas o êxito dessa modalidade perturbadora só terá sucesso se nossas defesas estiverem debilitadas.

Quando estamos com nossa guarda desprotegida em razão da má condução de nossos atos e atitudes, mesmo que temporariamente, isso facilita a ação dos obsessores. Em razão da nossa imperfeição deixamos brechas para que sejamos influenciados pelos maldosos que já se foram. Parece estranho falar-se assim quanto a pessoas que já partiram desta vida, mas continuamos sendo os mesmos após o passamento. Ninguém fica bonzinho só porque morreu. Vamos daqui com todas as imperfeições, dai o motivo pelo qual podemos continuar com nosso ódio e concretizar vinganças contra os ditos vivos.

Por isso temos o posicionamento de que penalizar uma pessoa ruim com a morte, a exemplo do que acontece nos finais das novelas, não fará com que o mal cesse. Só com esclarecimento e colocando Jesus no coração é que haverá evolução tanto para perseguidor e perseguido.

Que nossa conduta seja fortificada nos princípios ensinados pelo Mestre.

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Apego material e poder

Nilton Moreira

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ilustrativa google

Planejar o futuro de certa maneira pode parecer válido quando temos metas no curto prazo. Já planos que enveredam pelos anos são meras projeções que servem apenas para mostrar aos outros que o futuro está idealizado, pois na maioria não se concretizam.

Disse um filósofo que devemos viver intensamente o presente, já que o passado não volta e o futuro é o hoje que já chegou. O apego aos bens materiais para demonstrar cada vez mais poder nos faz deixar de usufruir possibilidades ou permitir que outros usufruam além de nos escravizarmos a exemplo daquelas pessoas que vão ao banco diariamente consultar o saldo, mesmo tendo aplicativo que podem ver a distância, mas não se contentam, tem de irem conversar com alguém do banco para saber como as “coisas” estão, e aproveitam para “filar” um cafezinho.

Aglomeramos riquezas e deixamos de levar ou proporcionar uma vida mais confortável aos nossos familiares próximos! Privarmo-nos do conforto, do laser, do comer melhor, de vestir melhor ou auxiliar o próximo são formas íntimas de exteriorizar o egoísmo.

Na realidade, toda a fortuna e bens materiais que acumulamos se terminam no momento que retornamos a pátria espiritual, pois na partilha a fortuna fragmenta-se deixando de ser riqueza para se tornar frações que serão administradas pelos que ficaram, e às vezes com outros objetivos e finalidades que seriam abominadas pelo então acumulador.

Viva o hoje sem acumulação. A justificativa de juntar para deixar aos filhos é desculpa para esconder o apego à matéria e ter cada vez mais centralização de poder. Proporcione a outrem o que é mais importante, a possibilidade de alcançar o conhecimento através do estudo, cursos, assim se tornarão autossuficientes e conquistarão a sua própria fortuna.

0 Planeje, mas com objetivos concretos, sem utopias. Jesus quando esteve aqui nos ensinou e demonstrou procederes, e naquela ocasião disse: “não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam, porque onde estiver o vosso tesouro, ai estará também o vosso coração”. Estas palavras embora tenham sido ditas há quase 2000 anos devemos vivenciar cada vez mais, pois só assim quando retornarmos ao plano espiritual menos ansiedades nos acometerá.

Desenvolvamos neste ano recém chegado a capacidade de menos apego material. Paz a todos.

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Estrada Iluminada

Deus nos permita…

Nilton Moreira

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Certamente 2020 ficará gravado em nossas mentes como o mais estranho ano que coletivamente vivenciamos. Talvez para quem viveu o período triste da segunda grande guerra possa querer fazer comparação, mas acreditamos que o sentimento da pandemia que se abateu sobre o Planeta mexeu mais com nossos sentimentos, pois foi fruto de algo a nós imposto, ao contrário de uma guerra que é sempre causada pelo nosso livre arbítrio.

Em razão de crença acreditamos que o Altíssimo permitiu tal peste para que através do amor conseguíssemos nos melhorar e nos aproximarmos mais solidariamente, isto para quem entendeu o recado. Tenho certeza que se tratou de um chamamento a nossa responsabilidade, pois se esta sacudida viesse através de uma batalha bélica como estava se desenhando nos últimos tempos, a briga seria uns contra os outros e despertaria raiva entre os filhos do Altíssimo. O contrário então aconteceu, pois que sendo inimigo oculto nos juntamos todos para enfrentar o momento difícil e também a ciência aproximou-se mais da fé.

Certo é que a aura da Terra estava bastante pesada e foi necessária esta convocação para que nos uníssimos em preces a exemplo de “minuto de silêncio” por ocasião de competições esportivas e tantas outras manifestações coletivas, possibilitando que pensamentos depurados fossem exteriorizados para refletir uma aura mais leve do nosso Planeta Terra.

Toda vez que pensamos em coisas edificantes, amor, fraternidade, humildade, honestidade e tantos outros adjetivos de benesses, passamos a vibrar numa frequência mais alta em termos de pureza, e assim se reflete no todo da Terra e tudo é beneficiado. Cabe a cada um tirar desse triste período a lição que veio do Criador, pois não foi por acaso esse acontecimento.

Temos convicção que em 2021 ainda estaremos vivenciando resquício ruim do ano recente, mas vamos sair mais fortes e ficará na lembrança os momentos tristes que perdemos pessoas amadas, mas daremos mais valor a partir de agora ao abraço, ao toque físico, ao beijo no rosto, o aperto de mãos, as mãos entrelaçadas, o sorriso sem máscaras, a higiene pessoal, a liberdade de ir e vir. Vamos também valorizar mais a natureza, praias, rios, recantos agradáveis que ficamos privados de compartilhar com pessoas que amamos, e principalmente vamos enaltecer mais a vida e o cuidado com a nossa matéria, corpo carnal que é o envoltório que utilizamos para o espírito que somos se manifestar, evoluir, interagir na vida material aqui.

Vamos pedir em prece que volte o que foi bom, mas que fique enterrado o que não mereceu ser destacado e o que foi fruto de empáfia, soberba, intransigência, em fim, falta de amor.

Que Deus nos permita protagonizar um Novo Ano de verdade!

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