A Educação Inclusiva na Prática – Portal Plural
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Inclusão, Ciência e Cognição

A Educação Inclusiva na Prática

Raquel Basso Aquino

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Nunca estamos prontos. Eu, enquanto pedagoga, compreendo que a formação inicial não é suficiente, pois nenhum professor deve se dizer pronto para atuar em sala de aula e conviver com a diversidade. Pelo contrário, nós professores estamos sempre buscando algo a mais, não há uma somente especialização que dê conta das reais necessidades encontradas em sala de aula, porém um conjunto de experiências e vivências adquiridas.

Sobretudo o profissional da educação deve ser reconhecido a partir de seu currículo. Um currículo fundamentado na perspectiva inclusiva, deve dialogar e contextualizar o conhecimento de forma autônoma, mais do que reorganizar os conteúdos, precisamos buscar interação entre os alunos.

A acessibilidade metodológica diz respeito as barreiras encontradas pelo aluno(a), tal perspectiva avalia que a inclusão não se dá apenas para com os alunos com deficiências visuais, auditiva, intelectual, física ou múltipla, mas sim, a acessibilidade metodológica busca reavaliar técnicas de aprendizagem relacionadas ao público geral, bem como suas necessidades e especificidades.

Para atuar diretamente no Atendimento Educacional Especializado, ofertado pelas escolas em “salas de recursos multifuncionais” deve haver sempre um profissional qualificado, identificando, elaborando e organizando recursos pedagógicos e de acessibilidade para eliminar barreiras sociais.

Considero importante destacar que, o AEE tem como público alvo pessoas com deficiência, não servindo como base de reforço escolar para outros alunos, também não deve ser priorizado em turno inverso, não havendo intenção de substituir a sala de aula regular.

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Inclusão, Ciência e Cognição

Flexibilização curricular nas escolas

Raquel Basso Aquino

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Em meio a pandemia e cenário atual, a tecnologia e educação podem andar de mãos dadas, a maioria das instituições já se valem das ferramentas digitais para diversificar o ensino, produzir aulas mais atraentes e criativas, estimular os alunos em relação a produtividade do conhecimento, e, neste momento dar continuidade ao ensino e aprendizagem a distância. Flexibilizar o currículo oportuniza adaptar o ensino às necessidade individuais de cada aluno, tornando assim a sala de aula um espaço de inclusão.

É essencial lembrar-se de que cada ser humano é único, e o investimento na educação inclusiva nos remete a repensar o desenvolvimento do currículo escolar, a fim de oferecer um ensino de qualidade a todos os educandos.

Os professores muitas vezes sentem-se despreparados e sem apoio para atender alunos com deficiência, enquanto os pais buscam encontrar uma escola que reconheça e respeite os direitos educacionais dos seus filhos. Ainda que seja desejável, nem todas as escolas contam com uma estrutura profissional para atender alunos portadores de deficiências ou transtornos, mas isso não significa que o processo de inclusão esteja totalmente inviabilizado.

Você já identificou os benefícios de usar a tecnologia para inclusão? Com certeza os alunos terão um avanço no desempenho escolar. A tecnologia assistiva pode ser entendida a partir de recursos utilizados para se locomover como uma simples bengala, até os aplicativos e softwares mais bem desenvolvidos, tais aplicativos são aliados não apenas na aprendizagem, mas também muito utilizados para diversificar e flexibilizar o currículo escolar, pois permite que o conteúdo seja apresentado de diferentes formas aos alunos.

É bem provável que você utilize várias tecnologias assistivas no seu dia a dia, sem se dar conta disso, como por exemplo: recursos que informam sobre acessibilidade dos estabelecimentos, auxiliam e dão suporte para navegar na internet, relógios inteligentes, transição de áudio para texto, leitura de rótulos e muitos outros que sem perceber nos fazem interagir facilmente com o mundo globalizado. Uma das dicas é: evite que as crianças usem a tecnologia sem um objetivo ou em tempo integral, promovendo a funcionalidade e participação de todos.

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Inclusão, Ciência e Cognição

Tecnologia e Educação

Raquel Basso Aquino

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A tecnologia se faz presente na educação há muito tempo, porém nos dias de hoje surge como uma alternativa para dar continuidade ao ano letivo, corrompido pela pandemia. Será que os professores se sentem preparados para administrar aulas totalmente online? Será que todos os alunos tem acesso a computadores e internet, e aqueles que tem, será que estão se adaptando? Além das vídeo aulas as escolas tem como alternativa organizar um portfólio de atividades para casa, um método também para aqueles que não tem acesso a recursos tecnológicos. Promover a aprendizagem mediada a distancia tem sido uma realidade desafiadora para alguns pais e alunos, a constante preocupação com os conteúdos e o “fracasso” escolar, nos da a impressão de estarmos sem rumo, a mercê de dias melhores. O que muitos pais não observam é que além das questões relacionadas ao desenvolvimento intelectual, precisamos estar atentos ao desenvolvimento psicológico, e isso, muitas vezes foge da compreensão das crianças. Diferentes formas práticas e de orientação vem sendo utilizadas com as crianças, atividades para preencher o tempo livre, cronograma de horários, na tentativa de mascarar a situação preocupante e exaustiva que estamos vivendo.

Veja, promover a aprendizagem é tão importante quanto desenvolver um olhar reflexivo sobre seu filho(a), neste momento busque estreitar os laços afetivos e conhece-lo melhor. Para os pais que não podem ficar em casa durante a pandemia, pois nem todos podem permanecer em casa, reservem aquele momento do dia para transmitir confiança de que todos passaremos por isso juntos. O diálogo nos une, é preciso definir um momento do seu dia para as principais atividades como, praticar exercícios físicos, brincadeiras, leituras, jogos, filmes, música. Manter as atividades educativas durante o período de pandemia, é crucial para minimizar os prejuízos na ausência das aulas presenciais, e, que tal acompanhar mais de perto o desenvolvimento do sei filho(a), sempre atento para que ele não perca o foco e mantenha sobretudo sua saúde mental. Que saibamos usufruir o melhor desses dias difíceis, e teremos uma experiencia bem sucedida.

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Inclusão, Ciência e Cognição

Inclusão de alunos com autismo

Raquel Basso Aquino

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O autismo é apenas um dos transtornos que integram o TEA – Transtorno do Espectro Autista e podem variar quanto a intensidade. O TEA acomete 1 em cada 100 crianças no Brasil e cerca de dois milhões já tenham sido diagnosticados.

O diagnóstico precoce ainda no período inicial da vida, permite a partir de uma orientação adequada promover a inserção social e autonomia, estimulando as potencialidade e auxiliando no desenvolvimento de formas adaptativas de comunicação e interação.

Porém, vejo que as pessoas ainda estão muito fechadas para o diferente e precisamos aceitar o autismo como uma característica individual. Todos os dias, o que deveria ser uma prática comum e direito do cidadão “frequentar a escola” torna-se desafiadora para alguns pais e alunos.

No ano de 2012 criou -se uma lei federal que garante aos alunos autistas o acesso à educação e ensino profissionalizante em escolas regulares, contudo, as recusas continuam, e muitas vezes isso ocorre pela falta de informação das famílias sobre seus direitos. Algumas instituições negam a matrícula alegando não ter estrutura adequada, profissionais especialistas, materiais diversos e adaptados, ou impondo condições que levam as próprias famílias a desistência da vaga. Diante desse cenário alguns pais optam por ensinar em casa ou buscar escolas “especiais”.

O convívio social é de extrema importância para socialização e crescimento da criança, para mim, a melhor escola é aquela que recebe de braços abertos os alunos, pois passa confiança as famílias e abre possibilidades para o desenvolvimento do educando.

Toda criança tem potencial de aprendizagem, os pais devem avaliar o ambiente escolar, bem como a criança interage com o ambiente, o objetivo é não constranger, oprimir ou gerar sofrimento. O uso de planos de aula adaptados permite ao aluno aprender a conviver e trabalhar em grupo, devemos considerar as capacidades individuais de cada criança e motiva-los a partir de suas habilidades, isso permite alcançar ganhos tanto na aprendizagem escolar como na qualidade de vida.

As características do autismo variam muito, porém as mais comuns afetam a comunicação e interação social, padrões restritivos e repetitivos de comportamento. Sabemos que não existe uma receita para ensinar, e cada criança reage de uma forma diferente as metodologias de aprendizagem, por isso, nós professores devemos ter em pauta propostas pedagógicas diferenciadas e inovadoras. Além disso, conhecer todos os alunos de forma individual nos inspira a criar estratégias a partir de sua realidade, o trabalho do educador deve ser colaborativo com a família, vencendo a barreira do isolamento e criando possibilidades de interação social.

Algumas pesquisas apontam influencias ambientais como fatores de risco para o autismo, pessoas que são geneticamente predispostas ao TEA, entretanto fatores como idade dos pais, complicações na gestação, gravidez com espaçamento inferior a um ano sugerem que a criança poderá apresentar autismo ou não. Uma avaliação aprofundada é crucial nos casos em que a criança apresenta dificuldade em manter contato visual, opta por ficar sozinho(a), apresenta atraso na linguagem, repete palavras e frases, perturbações quanto a mudança de rotinas, comportamentos repetitivos como bater, balançar ou girar, tem reações incomuns relacionadas a sons, odores, sabores, texturas, luzes, corres e outros sintomas que podem desencadear um diagnóstico de autismo.

Ainda se tem muito a avançar na prática da inclusão e no acesso a tratamentos especializados, a família necessita apoio e orientação profissional para compreender o quadro de autismo evitando a proteção excessiva e o isolamento, atendendo aos que necessitam de acompanhamento e promovendo uma vida saudável.

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