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Cultura

A criadora da primeira marchinha de carnaval, Chiquinha Gonzaga

Pável Bauken

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© Arte EBC


Hoje (28) completam-se 85 anos da morte de Francisca Edwiges Neves Gonzaga, mais conhecida como Chiquinha Gonzaga, compositora, instrumentista, primeira maestrina brasileira e autora teatral, integrante do grupo dos fundadores da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT). Nascida no dia 17 de outubro de 1847, Chiquinha Gonzaga foi ainda a primeira pianista de choro e autora da primeira marcha carnavalesca do país, intitulada Ó Abre Alas, em 1899. Sua importância foi tão grande para a música nacional que o dia do seu aniversário foi escolhido para instituir o Dia da Música Popular Brasileira, de acordo com a Lei 12.624, de maio de 2012.

Na avaliação do Ricardo Cravo Albin, advogado, jornalista, historiador, crítico, radialista e musicólogo brasileiro, considerado um dos maiores pesquisadores da MPB, Chiquinha é a “mãe” da música popular brasileira. “Isso não é pouco, porque Chiquinha aparece no século 19, um tempo em que a mulher era, normalmente, prisioneira de sua casa, saía muito pouco à rua e jamais participava de movimentos musicais. Chiquinha fez exatamente tudo ao contrário, razão do pioneirismo absoluto dela”, destacou Albin.

Filha de José Basileu Gonzaga, marechal de campo do Exército Imperial Brasileiro, e de Rosa Maria Neves de Lima, filha de escrava alforriada, Chiquinha cumpriu, segundo Ricardo Cravo Albin, o destino, que depois se transformaria em uma bandeira essencial da música brasileira, de ter sido uma mulata. “E nós somos um país mulato. E a música popular brasileira, a partir dela, também é uma música mulata”.

Afilhada de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Chiquinha teve aulas de piano com o maestro Elias Álvares Lobo. Desde cedo, frequentou rodas de lundu, umbigada e outros ritmos oriundos da África. Com 11 anos de idade, escreveu sua primeira composição, a canção natalina Canção dos Pastores.

Casamento forçado

Chiquinha Gonzaga – Domínio Público

Aos 16 anos, em 1863, foi obrigada a casar com Jacinto Ribeiro do Amaral, oficial da Marinha Mercante, com quem teve três filhos: João Gualberto, Maria do Patrocínio e Hilário. O marido levou Chiquinha para viajar com ele por todo o país. No Porto de Salvador, onde teve permissão do marido para ir ao mercado, voltou trazendo um violão, que acabou sendo a causa de sua separação. A compositora sofreu por não poder criar os dois filhos mais novos, afastados dela pelo ex-marido. De volta ao Rio, Ricardo Cravo Albin observou que ela não foi para a casa dos pais.

Expulsa pela família, ela procurou uma casa própria onde, para poder se manter, começou a dar aulas de música, sobretudo de piano. Ali também começou a compor. “Juntou um grupo de músicos em torno de si que a respeitaram a tal ponto que divulgaram suas obras no meio musical da época, que era concentrado na Praça Tiradentes, centro do Rio de Janeiro, onde ficavam 12 teatros de revistas musicais. Chiquinha começa então a fazer peças musicais ou operetas populares, que atingiram um número absurdo. Ela fez mais de mil operetas”. Chiquinha teve vida longa. Morreu no dia 28 de fevereiro de 1935, aos 87 anos de idade. Produziu de forma permanente e experimentando todos os gêneros da música: xote, valsa, choro, o tango brasileiro.

“É uma pioneira absoluta. É pioneira no feminismo no Brasil. É uma pioneira na música popular. É a primeira grande entrada, e fulgurante, da mulher na música popular. E é uma legenda até hoje. Portanto, a mãe da MPB”, reiterou Ricardo Cravo Albin.

Marco histórico

Opinião semelhante tem a pianista Maria Teresa Madeira, professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e especialista em Chiquinha Gonzaga. “Ela foi um marco na história da música e acabou influenciando todos os criadores depois [dela]. Era uma artista popular e uma profissional de sucesso na época; era abolicionista e uma pessoa envolvida com os políticos para defender causas populares. Ela foi muito importante em todo esse processo histórico e não só musical”, afirmou Maria Teresa à Agência Brasil.

A música de Chiquinha entra no contexto social também, “no que acontece em volta dela, por conta dela ou como consequência dela. A influência dela foi imensa, inclusive para fortalecer o choro, que virou um gênero musical depois das adaptações dos chorões com a música europeia”. Segundo destacou Maria Teresa Madeira, Chiquinha Gonzaga influenciou muitos compositores devido à contextualização de vários gêneros na música popular brasileira, como valsa, habanera (música cubana em compasso binário, com figuração rítmica característica), tango, choro, samba, canção.

Maria Teresa disse que considerando as obras musicais, canções, peças de teatro e obras para piano, Chiquinha Gonzaga acumulou cerca de 2 mil criações. “Uma quantidade absurda de criação”.

Seguidoras de Chiquinha Gonzaga

Através do tempo, Chiquinha Gonzaga teve compositoras que seguiram sua linha de criação. Um exemplo é a pernambucana de Jaboatão, nascida em 1897, Amélia Brandão Nery, conhecida popularmente como Tia Amélia, que teve o programa Velhas Estampas, na TV Rio, onde tocava choros e contava histórias de sua juventude. “Tia Amélia, com certeza, teve influência de Chiquinha. Tinha o estilo muito parecido com o dela”. Tia Amélia tocava valsinhas, polcas, choros.

Maria Teresa citou outra artista influenciada por Chiquinha Gonzaga, que foi Carolina Cardoso de Menezes, nascida em 1913 e morta em 1999. “Ela passou por aquele época áurea das rádios e se aposentou como pianista pela Rádio Nacional. Ela reverenciava muito Chiquinha”. Lina Pesce também é compositora cuja obra para piano mostra claramente a influência de Chiquinha. A peça Bem Te Vi Atrevido é um bom exemplo, disse Maria Teresa Madeira.

Pianistas

Ela própria, como pianista, foi bastante influenciada por Chiquinha Gonzaga. “A minha vida, depois que eu conheci a obra dela, virou”. Nesse gênero brasileiro pianístico, Maria Teresa revelou que Chiquinha foi sua segunda paixão, depois de Ernesto Nazareth. “Mas veio tão forte a paixão quanto Nazareth”. Maria Teresa já lançou três discos sobre Chiquinha e, este mês, está lançando uma coleção de livros para pianistas com a classificação das obras que Chiquinha escreveu para piano por ordem de dificuldade. Os quatro volumes começam voltados para pianistas iniciantes e vão até os músicos adiantados. “Ela nunca foi classificada”, informou Maria Teresa.

Em vídeo gravado pelo criador do site de Chiquinha Gonzaga (Wandrei Braga), Maria Teresa toca a polca Atraente, da compositora, para seus alunos na Unirio, em evento que reuniu também a biógrafa de Chiquinha (Edinha Diniz) e a atriz Rosamaria Murtinho, que fez o papel da compositora e maestrina no teatro. “Foi uma festa”. Outra musicista que reverencia Chiquinha Gonzaga e que também esteve presente nesse evento é Clara Sverner, que descobriu as partituras da compositora na década de 1980 e foi a primeira pianista erudita a gravar suas obras. “O que ela [Chiquinha] influenciou, direta ou indiretamente, é um número absurdo de pessoas”, assegurou Maria Teresa Madeira.

Carnaval

A primeira música carnavalesca que Chiquinha Gonzaga compôs, em 1899, foi a marcha-rancho Ó Abre Alas, considerada a primeira marchinha de carnaval da história, criada para embalar o desfile do cordão Rosa de Ouro, do bairro do Andaraí, na zona norte do Rio de Janeiro, onde ela morava. Os direitos autorais dessa canção expiraram em 2005, 70 anos após a morte da compositora, e ela entrou em domínio público.

Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Eu sou da Lira
Não posso negar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Ó abre alas
Que eu quero passar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar
Rosa de Ouro
É que vai ganhar

Fonte: LyricFind
Compositora: Chiquinha Gonzaga

Romances

Chiquinha veio a ter outros dois companheiros. Um deles foi o engenheiro de estradas de ferro João Batista de Carvalho, com quem teve uma filha: Alice Maria. Viveram juntos muitos anos, mas as traições de Carvalho fizeram Chiquinha separar-se. Mais uma vez, era perdeu a guarda da filha, que ficou com o pai. Aos 52 anos, em 1899, Chiquinha Gonzaga se apaixonou por João Batista Fernandes Lage, estudante de música de 16 anos apenas. Com medo do preconceito, Chiquinha adotou o rapaz e, em 1902, mudou-se com ele para Lisboa.

Seus filhos resistiram um pouco ao romance da mãe, mas acabaram aceitando o rapaz. O casal retornou de Portugal e nunca assumiu o romance em público. A compositora morreu ao lado de João Batista Lage, em 1935, aos 87 anos de idade, quando começava o carnaval daquele ano. Chiquinha Gonzaga foi sepultada no Cemitério de São Francisco de Paula, no Catumbi, zona norte do Rio.

Em homenagem à compositora, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro criou, pelo Projeto de Resolução 14/1999, a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga, que é conferida a personalidades femininas que tenham se destacado em prol de causas democráticas, humanitárias, artísticas e culturais no âmbito da União, estados e municípios.

Teatro

A partir da repercussão de sua primeira composição impressa, Chiquinha decidiu compor para o teatro de variedades e revista. Estreou compondo a trilha da opereta A Corte na Roça, de 1885, com texto de Palhares Ribeiro, no Teatro Imperial, com a companhia portuguesa Souza Bastos. Em 1888, com A Filha do Guedes, rege pela primeira vez uma orquestra. Em 1911, estreia a opereta Forrobodó, que chegou a registrar 1.500 apresentações seguidas, o que é um recorde do gênero no Brasil. Em 1934, aos 87 anos, escreveu sua última composição Maria.

Destaque

No livro Chiquinha Gonzaga uma História de Vida, a autora Edinha Diniz, biógrafa da compositora, avalia que Ó Abre Alas, sua música mais popular, poderia servir como lema para sua vida. “Compositora e maestrina de sucesso, numa época em que mulher não tinha profissão, ela abriu caminhos e ajudou a definir os rumos da música brasileira”. A obra de Chiquinha Gonzaga, estimada em cerca de duas mil canções e 77 partituras para peças teatrais, é maior do que qualquer compositor de seu tempo.

Em conversa com a Agência Brasil, Edinha Diniz revelou que Chiquinha morreu numa quinta-feira, antevéspera de carnaval e, agora, o aniversário de 85 anos de sua morte ocorre dois dias após a quarta-feira de cinzas. A “Madrinha do Carnaval” tem sua memória festejada sempre ligada à festa popular que batizou, destacou Edinha.

Na nota que redigiu sobre a música composta por Chiquinha para o bloco Cordão de Ouro, Edinha afirma que “a despretensiosa marchinha foi inspirada no andamento do cordão, que sabemos utilizar a procissão religiosa como matriz. Nascia ali, em fevereiro de 1899, a marchinha, um gênero novo que ainda prestaria grandes serviços ao carnaval carioca. Até então, a festa que viria a representar a nacionalidade brasileira não tinha música própria. Nos bailes mascarados dos salões, a elite dançava ao som de polcas, habaneras, quadrilhas, valsas e mazurcas, enfim, os gêneros de dança de salão da época. Nas ruas, o povo se divertia com a percussão do Zé-Pereira, o som de baterias cadenciadas e canções reaproveitadas: cantigas de roda, hinos patrióticos, chulas, trechos de óperas, árias de operetas, fados lirós, quadrinhas musicadas na hora e até marcha fúnebre. É certo que ranchos e cordões, na virada do século 19 para o 20, já se utilizavam de certas canções, inclusive um tipo de marcha apropriada no andamento, e bradavam também a palavra de ordem para abrir passagem na multidão. Mas uma música especialmente concebida para a festa não ocorrera a nenhum compositor”.

De acordo com Edinha Diniz, Chiquinha Gonzaga foi de fato a criadora do gênero ao criar a canção carnavalesca, antecipando-se em 18 anos, porque foi somente a partir de 1917 que o carnaval passaria a ter música feita regularmente para a época. “Incapaz de prever o que a posteridade reservava à sua singela marchinha, Chiquinha a incluiu na peça de costumes cariocas Não Venhas, representada no Teatro Apolo em janeiro de 1904. Logo publicada por seu editor como dobrado carnavalesco, [a marchinha] servia ao enredo da peça como o maxixe do cordão Terror dos Inocentes. Só em 1939, quando a jornalista Mariza Lira preparava a primeira biografia da compositora, Ó Abre Alas foi publicada na sua integralidade, já reconhecida como pioneira”, revela a biógrafa.

ebc

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Cultura

Assinado contrato referente ao projeto dos acessos asfálticos aos Sítio Históricos na região Missioneira.

Reporter Regional

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Na manhã desta segunda-feira (11), aconteceu Assinatura de contratos de repasse de recursos federais do Orçamento Geral da União, com os municípios de Entre-Ijuís, São Luiz Gonzaga e Vitória das Missões, referente ao projeto dos acessos asfálticos aos Sítio Históricos de São Lourenço e São João Batista.

Participaram da solenidade presencialmente o Presidente da AMM – Ademir Gonzatto, Prefeito de São Luiz Gonzaga – Sidney Brondani, Prefeito de Vitória das Missões – Cornélio Grimm, ex- Prefeito de Entre-Ijuís Brasil Sartori e o ex-vice-prefeito de Vitória das Missões Luciano Lutzer, além do Superintendente da Caixa Federal Eduardo Rockembach e sua equipe de trabalho. Por videoconferência participaram o Senador Luiz Carlos Heinze e o Deputado Federal Ubiratan Sanderson, além de lideranças da região.

O Superintendente da Caixa Federal, enfatizou em sua fala a missão da Caixa, que é levar o desenvolvimento às comunidades onde ela está inserida e este projeto, que é uma demanda regional, é uma grande obra que tem relevância nas áreas econômica e de turismo nas Missões.

O Deputado Federal Ubiratan Sanderson, afirmou que reconhece nesta conquista, o grande trabalho que vem sendo desenvolvido na região missioneira, através da integração dos prefeitos e agradeceu o empenho de todos, principalmente da equipe da Caixa Federal e dos setores de projetos das prefeituras, que foram incansáveis, trabalhando diuturnamente para que, cada uma das etapas fossem vencidas. Para o Senador Missioneiro Luiz Carlos Heinze a dedicação de todos os envolvidos e a liderança dos prefeitos foi o grande diferencial para que este projeto da região se torne realidade, destacou o empenho da equipe da Caixa Federal e Ministério do Turismo, na pronta resposta para todas as informações necessárias, no decorrer deste processo, mas principalmente a forma amistosa e parceira com que este projeto foi tratado pelo Presidente Jair Bolsonaro e sua equipe, a qual esteve liderada pelo Coronel Ramos, Ministro da Secretaria de Governo que atendeu a mobilização do Gabinete do Deputado Sanderson e Gabinete deste Senador e fez com que os trâmites desta ação tão importante para nossa região, fossem pontuais e céleres.

Ademir Gonzatto, Presidente da AMM, agradeceu a receptividade da equipe da Caixa em Passo Fundo, expressou a gratidão da região ao Senador Heinze e Deputado Sanderson, pela incansável batalha em busca da concretização dos sonhos dos missioneiros e parabenizou a prontidão e dedicação das equipes das prefeituras.

Ao cumprimentar o Senador Heinze e Deputado Sanderson, bem com suas respectivas equipes, o ex-prefeito de Entre-Ijuís Brasil Sartori, reiterou que em 2017, quando ocupava a presidência da AMM, esse projeto dos acessos asfálticos foi colocado no topo da lista dos projetos prioritários regionais, durante a elaboração do Planejamento Estratégico da Região das Missões, pelo COREDE. Sartori salientou que esses projetos prioritários estão avançando na região e nesta nova gestão que se inicia, é necessário retomar essas metas e ações, reavaliar e dar continuidade.

O Prefeito de São Luiz Gonzaga Sidney Brondani manifestou-se dizendo que hoje é um dia muito importante. “Estamos eufóricos, pois foi uma longa trajetória até chegarmos a essa conquista, são mais de 30 anos esperando essa obra e o grande diferencial para que hoje esteja acontecendo essa assinatura se dá, graças a união de todos os prefeitos e lideranças em torno dos projetos regionais, a Região das Missões agradece por essa grande conquista”, reiterou Brondani.

Pelo município de Vitória das Missões, manifestaran-se o Prefeito Cornélio Grimm e o ex-vice-prefeito Luciano Lutzer, que na atual administração é Secretário da Fazenda. Agradeceram em nome da comunidade Vitoriana o empenho de todos neste processo, destacando o trabalho incansável das equipes do Deputado Sanderson e do Senador Heinze, enfatizando que a equipe da Caixa Federal tem sido muito solícita. Nas palavras do Prefeito Cornélio, “para Vitória das Missões, esse projeto é um divisor de águas e vou buscar conquistar o empreendedorismo do turismo, pois hoje estamos dando mais um passo para uma estrutura adequada e segura que tem como principal objetivo a permanência do turista mais dias em nossa região”.

 

Fonte: Isabel Ribas- Assessoria de Comunicação

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Cultura

Série reúne expoentes dos quadrinhos brasileiros

Pável Bauken

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Marcelo D'Salete está na série 'HQuem A Arte de Desenhar Histórias' - (Foto: Prime Box Brazil)

Estreia nesta quinta-feira, 7, às 21h30, no canal por assinatura Prime Box Brazil, a série HQuem – A Arte de Desenhar Histórias e integra o Mês do Quadrinho Brasileiro. Dirigida por Rozane Braga, a produção destaca o trabalho de 13 artistas nacionais, que mostram seus trabalhos e a técnica que usam e falam da importância dessa categoria.

Entre os convidados da produção está Marcelo D’Salete, ganhador dos prêmios Jabuti e Eisner (2018), que surge no quarto episódio Para o quadrinista, “a série explora o vasto universo dos criadores de histórias em quadrinhos no Brasil hoje. Este mercado cresceu muito nos últimos anos, seja na web ou no formato impresso para as livrarias”.

Autor de livros como Cumbe (2014) e Angola (2017) e reconhecido como o quadrinista da negritude, D’Salete acredita na força do quadrinho, que “possui recursos e meios artísticos próprios e proporciona uma experiência de leitura muito rica, para públicos de diferentes idades”. Segundo o artista, essa arte tem o poder de desenvolver narrativas sobre nossa história, “explorando os quadrinhos, é um modo relevante de compartilhar visões de mundo para um público mais amplo”.

Quanto ao momento atual para a sua profissão, afirma que os artistas de quadrinhos são responsáveis por desenvolver, nos últimos anos, diferentes modos de criação. “O recurso convencional do papel e nanquim ainda é usado, mas não podemos esquecer de artistas que hoje utilizam recursos digitais em todo o processo de criação.”

Em outros episódios, estarão retratados Wagner William, autor de Silvestre, que venceu Jabuti 2020 de Melhor Quadrinho. Em sua participação, o potiguar de 42 anos mostra detalhes de Bulldogma (2016), que mostra a rotina de uma ilustradora ao lado de seu buldogue francês.

Destaque também para Fabiane Langona, que conquistou seu espaço, sendo uma das poucas cartunistas mulheres a ter tirinhas publicadas em jornais diários de grande circulação. A gaúcha de 36 anos revela os motivos de seu pseudônimo ‘Chiquinha’, além de falar sobre seu trabalho nos quadrinhos.

Outro nome que surge no seriado é Mateus Santolouco, que despontou no cenário com Mondo Urbano (2010). Reconhecido internacionalmente, o também gaúcho, de 41 anos, é celebrado como dos principais autores da franquia Tartarugas Ninja.

Os demais nomes a compor a série Hquem, que conta com roteiro de Pedro Salomão, são Eloar Guazzelli, Roberta Cirne, Diego Guerlach, Julia Bax, Gabriel Jardim, Fabio Zimbres, Ana Luiza Koehler, Arthur Garcia e Roger Vieira. E, entre um depoimento e outro dos retratados, estudiosos do gênero e fãs de quadrinhos refletem sobre o tema.

Toda quinta-feira, às 21h30, canal exibe um episódio diferente, que ganha reprise às sextas, às 9h30, domingos, às 11h, segundas, às 9h, terças, às 12h30, e quartas, às 12h.

Estadão

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Cultura

Ranking apresenta os livros cristãos mais vendidos de 2020

Pável Bauken

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A maioria das publicações evangélicas usa o livro sagrado dos cristãos como base para se aprofundar em temas específicos, como vida em família, casamento e estudos bíblicos. É principalmente sobre esses assuntos que se referem os livros da lista a seguir, feita com base nos rankings da Amazon, Submarino e informações consultadas nas principais editoras do Brasil.

O segundo livro mais vendido no período foi ‘Minha Vida Uma Chama’ biografia do Bispo Robson Rodovalho que surpreendeu com a marca de 100 mil cópias vendidas, apenas na primeira tiragem, boa parte dessas vendas foi impulsionada pelos fies da igreja Sara Nossa Terra, segundo dados levantados pelo portal Gazeta Cristã.

‘Passei anos da minha vida tentando colocar em palavras tudo aquilo que eu vivi, toda a minha experiência. E agora divido com todos vocês na minha biografia’, declarou Bispo Rodovalho, Fundador e Líder Global da Igreja Sara Nossa Terra.

Na lista também entraram outros escritores brasileiros como o Juiz Federal William Douglas, Pastor Tiago Brunet e Rodrigo Alvarez.

Desde 2018, as principais livrarias têm diminuído suas atividades pelo país, com fechamento de lojas e grandes percalços econômicos. Em 2018, a Livraria Cultura anunciou um plano de recuperação judicial, na intenção de renegociar dívidas com fornecedores e bancos, que somaram mais de R$285 milhões.

Esta descensão pode ser atribuída, em parte, à mudança de comportamento e adaptações aos info-produtos, que podem ser acessados de qualquer dispositivo. As facilidades que a tecnologia proporciona, sem dúvida, contribuíram para que muitos leitores optassem por plataformas digitais, por possuírem custos reduzidos. Porém, muitos leitores continuam fiéis às livrarias. Isso tudo afeta diretamente as editoras, o que gera uma crise no ramo editorial.

Contudo, este cenário parece não afetar muito as editoras do segmento religioso. Um exemplo é a Editora Central Gospel, criada há cerca de 20 anos pelo Pastor Silas Malafaia e sua esposa Elizete Malafaia. Em 2019, apesar de ter pedido recuperação judicial, vem retomando de forma exponencial.

Outras editoras religiosas parecem sequer ter entrado nesta crise, já que a maioria possui distribuição em seus respectivos portais, e existe uma ascensão de vendas ano a ano.

Pegando este gancho, o Portal Gazeta Cristã levantou o ranking dos 10 livros mais vendidos de 2020. A Bíblia Sagrada continua sendo o item mais vendido, em todas as suas categorias e variações (Bíblia para mulher, Bíblia com comentários, Bíblia de estudo e Bíblia infantil).

1 – Bíblia Sagrada
Autor: Diversos
Um dos livros mais antigos do mundo todo, a Bíblia conta a história da humanidade desde a criação de tudo o que existe até os primeiros acontecimentos após a morte e a ressurreição de Jesus, o filho de Deus.

2 – Minha Vida Uma Chama – Biografia
Autor: Robson Rodovalho
O livro conta a história do líder fundador do Ministério Sara Nossa Terra, narrado em primeira pessoa. Em seu livro de memórias, Bispo Robson Rodovalho desnuda sua história de forma íntima e profunda, relatando suas dores e os acontecimentos marcantes ao longo de sua jornada.
Um relato sobre sua adolescência, e um acidente fatal que mudou sua percepção de vida. Rodovalho compartilha a história de sua família e do encontro com a companheira de jornada e ministério, Bispa Lúcia Rodovalho.

3 – Para que Estou na Terra? Uma Vida com Propósitos
Autor: Rick Warren
O livro é apresentado como uma jornada espiritual pessoal de 40 dias em 40 capítulos. As 5 seções principais do livro são adoração, Igreja, discipulado, ministério e da Mission. Eles representam cinco propósitos de Deus para a vida humana na Terra.

4 – O Poder Secreto da Oração e do Jejum
Autor: Mahed Chavda
Livro contando a história da conversão de um indiano hinduísta. O testemunho das graças de Deus alcançadas pelo ministério.

5 – Especialista em Pessoas
Autor: Tiago Brunet
O livro fala sobre a diferença entre a vida real e um mundo ideal criado pelo autor.

6 – O Poder dos 10 Mandamentos
Autor: William Douglas
O que William Douglas revela nesta obra é uma forma diferente de olhar para a lista divina, sob um ponto de vista não só positivo, mas que demonstra o caráter amoroso de Deus.

7 – Cristianismo Puro e Simples
Autor: C.S. Lewis
A intenção de Lewis não era gerar atritos sobre divergências teológicas, mas expor o pensamento cristão de forma objetiva. No Livro I, o autor expõe argumentos que embasam a Lei da Natureza Humana.

8 – Cristo
Autor: Rodrigo Alvarez
Alvarez conta a história de Jesus do ponto de vista do jornalista. Sem se contagiar pela religiosidade do tema, o autor liberta o leitor para ver Jesus sob seu próprio ponto de vista

9 – Além dos Limites
Autor: Robson Rodovalho
O livro se trata de um conteúdo de autoajuda para que o leitor aprenda a conhecer e saiba lidar com seus limites

10 – Teologia bíblica na prática: um guia para a vida da igreja
Autor: Michael Lawrence
Neste livro, o pastor e doutor Michael Lawrence une os mundos acadêmico e eclesiástico em uma obra acessível que desenvolve a importância prática da teologia bíblica.

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