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9 dicas médicas sobre exercícios para mulheres com câncer de mama

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Outubro Rosa: o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb orienta sobre como deve ser a rotina de atividade física da mulher que está passando ou já passou por tratamento oncológico

 

A atividade física ou esportiva é das melhores ferramentas para o bem-estar emocional e físico das mulheres que estão em tratamento oncológico cirúrgico ou quimioterápico e mesmo as consideradas curadas do câncer de mama. Nós, médicos, insistimos fortemente em estimular os exercícios físicos da população. Com os novos conhecimentos, só o fato de serem bem ativas mudou o prognóstico para melhor qualidade de vida em todos os aspectos desse grupo específico de mulheres, com seus tratamentos oncológicos.

Neste ano, por causa da pandemia, treinos e corridas de rua foram abandonados. Por isso, fazemos um apelo para você ou alguém do seu círculo que se encontra nesse grupo de mulheres citado recomece de imediato seus treinos de corrida e exercícios de fortalecimento muscular. A rapidez dessa volta à vida ativa é fundamental na recuperação muscular e, por incrível que possa parecer, ajuda no controle do câncer de mama, como prova a ciência.

A perda de força muscular dos braços é frequente, e se não for corrigida com os treinamentos próprios leva a um desanimo geral. O acompanhamento das mulheres em qualquer fase do câncer de mama é feito mastologista, cardiologista e o profissional de educação física, que realizam:

1 -Avaliação e acompanhamento constante do estado clínico pelo oncologista/mastologista e pelo cardiologista, para corrigir os efeitos gerais e cardiovasculares dos tratamentos com quimioterapia e radioterapia.

2 – Programar atividades físicas diárias e regulares, de intensidade suficiente para estimular e manter as pacientes em programa de exercícios.

3 – Estimular, desde que seja possível, exercícios de baixa intensidade, como as caminhadas, entre 10 e 15 minutos duas vezes ao dia.

4 – Com a adaptação a essa atividade física, o volume e a intensidade poderão ser aumentados para corridas leves ou trote.

5 – Um profissional de educação física vai orientar os exercícios e manter contato com o médico assistente da paciente.

6 – Alternar as modalidades esportivas na água e no solo: hidroginástica/natação com as caminhadas.

7 – Avaliar o braço do lado da cirurgia de mama para iniciar exercícios de fortalecimento muscular no momento certo do pós-operatório. Sem dúvida irão auxiliar na redução do inchaço do braço e melhora do tônus muscular.

8 – Os exercícios com pesos devem se iniciar conforme entendimento do médico e educador físico, pesos de 1 a 2 Kg, média de 12 repetições, alternando os grupos musculares em cada dia de exercício.

9 – O cuidado com o membro superior do lado operado é importantíssimo, evitando traumas, exposição excessiva ao sol, alergias, entre outros possíveis problemas que podem ocorrer.

A atividade física regular, como a corrida, contribui para uma melhor qualidade de vida, melhor autoestima, reabilitando a paciente. Sigam sempre as instruções das autoridades sanitárias.

 

 

Globoesporte

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X vermelho na mão: mulheres agredidas podem pedir socorro no comércio

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Pedido de socorro na mão - Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

 

 

Um X vermelho desenhado na palma da mão com batom ou caneta. Este é o sinal sigiloso para mulheres que estão sendo vítimas de violência doméstica pedirem socorro no comércio do Distrito Federal.

 

 

Basta ir a farmácias, condomínios, hotéis e supermercados da região e mostrar a mão com o sinal, que os comerciantes vão entender que a mulher está vivendo uma situação de vulnerabilidade e estarão prontos para ajudar, sem alarde e chamar a polícia.

O pedido de socorro em forma de X faz parte do Programa de Cooperação e Código Sinal Vermelho. Ele foi instituído por decreto e saiu no Diário Oficial do Distrito Federal na semana passada.

 

Como

O programa está sendo colocado em prática pelas secretarias da Mulher (SMDF), de Segurança Pública (SSP) e unidades da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam)

Os funcionários dos estabelecimentos serão orientados a acolher essas mulheres e levá-las para um local seguro e discreto, até que possam receber atendimento especializado.

A orientação para quem receber a denúncia é manter a calma para não chamar a atenção das pessoas próximas sobre a condição da mulher e, menos ainda, levantar suspeitas do agressor, caso ele esteja por perto.

Os participantes do programa serão capacitados por meio de vídeos tutoriais e cartilha elaborados pela SMDF, SSP e unidades da Deam.

Entre as recomendações, quem receber o pedido de socorro deverá anotar os dados da vítima, caso ela tenha necessidade de sair do local, e ligar, imediatamente, para os números 190 (Emergência – Polícia Militar), 197 (Denúncia – Polícia Civil) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher) para reportar a situação às autoridades competentes. Todas as informações deverão ser mantidas em sigilo absoluto.

Caberá à equipe policial levar a vítima à delegacia para registro de ocorrência, bem como garantir o transporte gratuito e seguro até uma unidade de saúde para atendimento médico, caso ela necessite.

A mulher também poderá ser conduzida a um dos centros de atendimento especializados, como o Centro Especializado de Atendimento a Mulher (Ceam), da Secretaria da Mulher, ou à Casa Abrigo, para que ela tenha acesso aos serviços de assistência social, psicológica e orientação jurídica.

 

Adesão

As instituições interessadas em aderir ao programa, de forma espontânea, deverão procurar a Secretaria da Mulher para ter acesso ao material de capacitação. Elas também receberão um selo de identificação que será afixado em lugar visível para que as mulheres reconheçam que aquele local está preparado para acolhê-las em caso de estarem vivendo uma situação de violência doméstica.

“Essa iniciativa é extremamente relevante porque amplia esforços e envolve toda a sociedade no enfrentamento à violência de gênero”, disse Irina Storni, subsecretária de Enfrentamento à violência contra as mulheres.

 

 

Pedido de socorro na mão - Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

 

 

FONTE: Só Noticia Boa

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