89% de moradores da periferia no Brasil já foram vítimas de fake news
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89% de moradores da periferia no Brasil já foram vítimas de fake news

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Foto: Andre Penner/AP

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Uma pesquisa do instituto Data Favela revelou que 89% dos moradores da periferia no Brasil já foram vítimas de fake news, totalizando 94 milhões de pessoas prejudicadas. Os dados foram apresentados nesta sexta-feira (5) no Expo Favela Innovation, em São Paulo.

A pesquisa entrevistou 1.557 homens e mulheres acima de 16 anos de 127 cidades espalhadas pelo país durante o mês de junho deste ano.

Principais Consequências das Fake News

O estudo apontou diversas consequências das fake news, incluindo:

  • 25% dos entrevistados acreditam que as fake news podem eleger maus políticos.
  • 23% acham que podem prejudicar a reputação de alguém.
  • 15% identificam a criação de pânico sobre segurança como um dos principais riscos.

Impacto na Periferia

Para Renato Meirelles, um dos fundadores do Data Favela, a periferia brasileira enfrenta uma epidemia de desinformação. “As fake news prejudicam os moradores, reforçam o preconceito, aumentam o estigma e atrasam o desenvolvimento econômico das favelas e periferias”.

“A favela movimenta R$ 200 bilhões por ano. Quando você vê o comércio e os consumidores da favela caindo em golpes, isso é um dinheiro que poderia estar indo para o consumo, gerando emprego, e que vai para quem aplica golpes na internet”, afirma Meirelles.

Principais Temas de Fake News

Os entrevistados relataram os principais temas usados na produção de notícias falsas:

  • Venda de produtos ou serviços (65%)
  • Políticas públicas como educação, saúde e vacinação (64%)
  • Informações sobre economia e impostos (58%)
  • Segurança pública e leis (52%)
  • Questões ambientais, de ciência ou educação (49%)

Impactos no Desenvolvimento Econômico e Acesso a Serviços

Além de prejudicar o desenvolvimento econômico das periferias, as fake news podem dificultar o acesso dos moradores aos serviços públicos de saúde, reduzir a confiança em programas de ensino, distorcer a percepção sobre leis e direitos, e atrapalhar o cadastramento no programa Bolsa Família. “São crianças que deixam de ser vacinadas, aposentados que perdem direitos ou caem em golpes”, alerta Meirelles.

Reforço de Estigmas Negativos

A pesquisa também mostrou que as informações falsas reforçam estigmas negativos sobre as favelas e comunidades, gerando visões estereotipadas, como a associação dos moradores dessas regiões com o crime organizado.

Eleições Municipais

A possibilidade de eleger políticos ruins é a maior preocupação dos entrevistados em relação às fake news, o que será um grande desafio nas eleições municipais de 2024.

“A pesquisa mostrou que o momento eleitoral é um dos momentos mais férteis para espalhar mentiras, porque é mentira a serviço do voto da favela”, explica Meirelles. “Quando chega a eleição, os políticos estão olhando para quem é o maior colégio eleitoral do país, e não é à toa que eleger políticos ruins é a principal preocupação dos moradores de periferia.”

Impacto Emocional

O estudo do Data Favela também revela que a epidemia de desinformação afeta a saúde mental dos moradores das periferias. Quando descobrem que uma notícia em que acreditaram era falsa, os sentimentos relatados incluem:

  • 34% sentem-se ingênuos ou burros
  • 31% sentem raiva
  • 22% sentem vergonha
  • 18% sentem tristeza
  • 14% sentem vulnerabilidade ou ameaça
  • 10% sentem medo

“As periferias brasileiras têm um enorme potencial econômico e cultural. No entanto, as fake news ameaçam esse potencial ao desinformar e enganar milhões de pessoas. Precisamos urgentemente de iniciativas de educação e conscientização para fortalecer nossa comunidade contra essa nova ameaça”, reitera Celso Athayde, cofundador do Data Favela.

Fonte: G1

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Criança brasileira de 2 anos sabe alfabeto, número e cores em várias línguas

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Reprodução/G1
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Daniel Mascarenhas da Silva, aos 2 anos e 10 meses, já demonstra habilidades notáveis: ele escreve em português e reconhece letras nos alfabetos inglês, russo e coreano. Um verdadeiro prodígio!

Natural de Feira de Santana, Bahia, localizada cerca de 100 km de Salvador, Daniel também domina cores e números, além de adorar desenhos educativos.

“Sua curiosidade sempre foi notável. Desde muito cedo, ele mostrava um interesse especial por explorar letras e números. Por volta de 1 ano e meio, já identificava o alfabeto”, relatou sua mãe, Gabriela Mota, em entrevista ao G1.

Segundo Gabriela, Daniel aprendeu tudo por conta própria. Apesar de falar pouco inicialmente, os pais notaram que ele compreendia textos e já sabia identificar letras.

“Um dia, enquanto eu o arrumava para a escola, ele leu o enunciado de uma reportagem na TV. Percebemos que não se tratava apenas de reconhecer palavras ou sílabas; ele já estava escrevendo também”, contou Gabriela.

Daniel até pedia giz de cera e lápis para “brincar de escrever”.

Em vídeos compartilhados na internet, os pais orgulhosos mostram o talento do pequeno poliglota.

Em uma cena, Daniel diante da televisão reconhece o alfabeto russo, recitando cada letra. Em outra, ele domina o alfabeto inglês, repetindo todas as letras que a mãe apontava.

Em português, Daniel também mostra sua habilidade. Em outro vídeo, ele lê com precisão as palavras de um livro de atividades, respondendo à pergunta “Na sua casa tem fogão?”.

O avanço notável de Daniel na aprendizagem, especialmente antes mesmo de frequentar a escola, deixou todos impressionados.

Gabriela acredita que a internet foi fundamental para o aprendizado do filho.

“Nós não o deixamos na tela por horas, mas quando estou em casa, eu coloco [atividades educativas]. Ele não quer assistir desenhos como Bob Esponja; prefere algo educativo, com letras”, disse ela.

Desde que começou na creche-escola e interagiu com os colegas, Daniel tem melhorado ainda mais seus conhecimentos.

Agora, o foco da família é encontrar um ambiente que estimule ainda mais o interesse de Daniel pelos estudos.

Gabriela espera conseguir uma bolsa de estudos em uma escola que possa desenvolver ainda mais o talento único de seu filho.

Fonte: Só notícia boa

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Esportes

Pela primeira vez na história, Olimpíada terá igualdade de gênero

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Foto: Reprodução
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Pela primeira vez, a delegação brasileira em uma Olimpíada será majoritariamente feminina. Nos Jogos de Paris deste ano, 277 atletas brasileiras estarão competindo, representando 55% do total de atletas.

Em comparação, nas Olimpíadas de Tóquio em 2021, as mulheres compunham 47% da delegação brasileira. Esse aumento na proporção feminina é resultado de esforços do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e das Confederações Brasileiras das modalidades olímpicas desde os Jogos do Rio 2016.

Além disso, esta edição histórica marca a primeira Olimpíada com paridade de gênero entre os participantes. Metade dos mais de 10 mil atletas classificados são mulheres.

História das Mulheres nas Olimpíadas

A participação feminina nas Olimpíadas tem crescido gradualmente ao longo dos anos. Em 1964, as mulheres representavam apenas 13% dos atletas. Esse número subiu para 23% em 1984, 44% em 2012 e 48% em 2020.

Em 1900, nos Jogos de Paris, apenas 22 mulheres competiram (2,2% do total), em apenas dois esportes: tênis e golfe.

Para os Jogos de Paris deste ano, estão programados 329 eventos de medalhas, sendo 152 exclusivamente para mulheres e 20 eventos de gênero misto. Além disso, 28 dos 32 esportes terão equilíbrio total de gênero.

Na equipe dos EUA, as mulheres representarão 314 dos 592 atletas competindo em Paris (53%). Apesar de competirem em menos eventos, as atletas femininas dos EUA têm conquistado mais medalhas do que seus colegas homens recentemente.

Popularidade dos Esportes Femininos

O crescente interesse nos esportes femininos é uma das principais tendências esportivas de 2024. Audiências e presença em eventos têm aumentado, resultando em maiores receitas de direitos de mídia e avaliações.

Anunciantes estão respondendo a esse boom. Em março, o GroupM da WPP, uma das maiores empresas globais de mídia, anunciou planos de dobrar o investimento em publicidade nos esportes femininos. Entre os clientes do GroupM estão Google, Mars e Unilever.

As Olimpíadas estão igualando a cobertura de eventos masculinos e femininos no horário nobre, uma iniciativa do Comitê Olímpico Internacional (COI). Além disso, cada nação terá pelo menos uma atleta e um atleta como porta-bandeiras na Cerimônia de Abertura.

Pela primeira vez, a maratona feminina encerrará os Jogos Olímpicos, substituindo a tradicional maratona masculina. “Os Jogos Olímpicos proporcionam uma plataforma única onde as atletas podem brilhar tanto quanto seus colegas masculinos”, afirmou Nawal El Moutawakel, ex-atleta olímpica e membro do COI.

À medida que as mulheres continuam a conquistar mais medalhas e atrair mais atenção, a NBCUniversal observa um aumento no número de telespectadoras. As Olimpíadas e o Kentucky Derby são os únicos eventos esportivos que consistentemente atraem mais telespectadoras do que telespectadores.

“Na NBCUniversal, tratamos a cobertura dos Jogos Olímpicos como a celebração dos melhores atletas do mundo, independentemente do gênero”, disse Mark Marshall, presidente global de publicidade e parcerias da NBCUniversal. “A publicidade em torno dos esportes femininos tem sido uma das principais demandas para estes Jogos, e mais da metade da nossa cobertura em horário nobre será dedicada aos esportes femininos durante este grande evento ao vivo.”

Poder de Marketing dos Esportes Femininos

Para os Jogos de Paris, a NBCUniversal espera arrecadar mais de US$ 1,4 bilhão em publicidade, com estimativas de que US$ 400 milhões virão de novos anunciantes olímpicos, incluindo os interessados nos esportes femininos.

Executivos reconhecem uma grande oportunidade de marketing em focar nos esportes femininos durante as Olimpíadas de Paris e além. “O crescimento dos esportes femininos está provocando uma mudança significativa no panorama do marketing, oferecendo oportunidades sem precedentes para as marcas aumentarem sua visibilidade e se conectarem com audiências engajadas”, disse Jenny Wall, diretora de marketing da VideoAmp, uma empresa especializada em tecnologia de vídeo e análise de dados.

Apesar disso, ela observa que ainda cerca de 90% dos patrocínios são destinados aos esportes masculinos, apesar de atrairem apenas metade do engajamento dos esportes femininos. “Com a igualdade de gênero finalmente alcançada nas Olimpíadas de 2024, é hora das marcas seguirem o mesmo caminho. Investir nos esportes femininos não é apenas uma boa ideia – é um excelente negócio.”

“Uma nova geração de fãs de esportes está surgindo – jovens, majoritariamente mulheres, altamente engajadas e sintonizadas não apenas com os jogos, mas também com as próprias atletas”, afirmou Jenn Chen, CRO e presidente da Connatix, empresa de tecnologia de vídeo.

Fonte: Forbes Brasil

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RS tem 1,2 mil pedidos de Auxílio Reconstrução em nome de pessoas que constam como mortas na base de dados do governo federal

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Foto: g1
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No Rio Grande do Sul, dos 629,6 mil pedidos para receber o Auxílio Reconstrução, destinado a famílias impactadas pelas enchentes, 1.262 foram feitos em nome de pessoas que constam como falecidas nas bases de dados do governo federal. Esses dados foram revelados pela RBS TV e destacados em uma reportagem no Jornal Nacional da TV Globo, na sexta-feira (12).

O auxílio de R$ 5,1 mil via PIX é destinado exclusivamente às famílias diretamente afetadas pelas cheias. As prefeituras identificam os moradores atingidos e enviam os dados para a União, que realiza os repasses. No entanto, nem todas as pessoas listadas com indicativo de óbito estão efetivamente falecidas.

Segundo o ministro da Secretaria de Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta (PT), o governo implementou dois mecanismos para combater fraudes por meio de uma “malha fina”. O primeiro inclui a proposta de publicação dos nomes, endereços e CPFs de todos os beneficiários do auxílio. O segundo envolve o cruzamento de dados do Censo, contas de água e luz, registros no SUS, CadÚnico e Receita Federal.

Pimenta expressou sua frustração com as tentativas de fraude, que privam aqueles que mais necessitam de assistência durante um momento crucial. Porto Alegre lidera com o maior número de casos de óbitos associados aos pedidos de auxílio, com 862 famílias registradas na capital. Em seguida vêm Novo Hamburgo, Canoas e São Leopoldo, na Região Metropolitana.

Um caso específico relatado pelo g1 é o de Geremias Izaias Porto Costa, morador de São Leopoldo, que teve seu benefício negado devido a um indicativo de óbito erroneamente associado ao seu CPF. O ministério responsável admitiu o erro e está trabalhando para regularizar a situação junto à Dataprev.

Em Canoas, a RBS TV identificou tentativas de fraude envolvendo um homem que estava preso durante as enchentes e uma empresária que havia fechado seu salão de beleza meses antes da tragédia, mas ainda assim tentou solicitar o benefício. A Prefeitura de Canoas afirmou ter excluído esses cadastros dos beneficiários e ressaltou que a verificação dos dados cabe ao governo federal.

Fonte: G1

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