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50ºC no Rio Grande do Sul na próxima semana?

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O modelo meteorológico norte-americano GFS projeta em sucessivas saídas temperaturas de até 47ºC na área de Porto Alegre e máximas perto de 50ºC no Rio Grande do Sul, Centro da Argentina e no Uruguai no final da próxima semana.

Seria o maior calor de todos os tempos, a “mãe de todas as ondas de calor” com valores que dizimariam recordes de temperatura máxima que perduram por mais de um século e com recorrência talvez de milhares de anos.

Estes valores extraordinários, beirando o inimaginável, têm aparecido em vários sites e aplicativos que oferecem previsão do tempo gerada automaticamente por computador a partir de um ou mais modelos, sem intervenção de meteorologista, inclusive no prognóstico para dez dias automático por municípios que é oferecido ao usuário gratuitamente no site da MetSul.

Antes de tudo, é preciso entender o que é um modelo meteorológico. São projeções feitas por supercomputadores que processam bilhões de cálculos a partir de equações matemáticas que são realizadas a cada número determinado de horas a partir de observações meteorológicas do mundo inteiro de satélites, estações de superfície e da atmosfera por sondagens realizadas por balões meteorológicos. Todos estes dados são inicializados no computador que processa e faz simulações futuras a partir deles.

Modelo, assim, é ferramenta de previsão do tempo, dado bruto, e não previsão do tempo final feita por meteorologista. Muitas vezes, os meteorologistas daqui e do exterior já observaram tais simulações indicarem muitos dias antes cenários fora da realidade como, por exemplo, múltiplos furacões simultâneos no Atlântico que jamais se concretizaram. Ou nevascas nos Estados Unidos com acumulações imensas que jamais ocorreram. A tecnologia de modelagem numérica avançou muito e é uma revolução na previsão do tempo, mas imperfeita.

No caso do Rio Grande do Sul, a literatura técnica observa que os modelos exageram as altas temperaturas nas áreas subtropicais na estação quente, o verão, enquanto que os vieses negativos são vistos nos meses frios em toda a região (Menéndez, C. G., and coauthors, 2010: Downscaling extreme month-long anomalies in southern South America. Climatic Change, 98, 379–403, doi:10.1007/s10584-009-9739-3). Projeções de modelos para sete a dez dias no verão são menos confiáveis que no inverno, uma vez que a atmosfera mais quente e instável favorece mudanças mais frequentes e radicais de prognósticos enquanto na estação frias as tendências de sete a dez dias costumam apresentar uma maior regularidade e menos alterações.

Com isso, o que ontem, 7 de janeiro, o modelo indica para o dia 15 de janeiro pode ser radicalmente diferente do que o mesmíssimo modelo indicará para o mesmo dia 15 em 13 ou 14 de janeiro. O que o modelo GFS tem projetado? Rodada após rodada tem indicado calor em patamares que são absurdamente altos e além do que poderia ser concebível para áreas como a do Rio Grande do Sul.

Vem apontado máximas tão altas quanto perto de 50ºC e de até 47ºC para Porto Alegre. Valendo-se apenas de um ponto da grade, no caso a capital gaúcha, o modelo GFS indicou na sua saída das 12Z de ontem para Porto Alegre máximas de 41ºC no dia 12, 39ºC no dia 13, 44ºC no dia 14 e 46ºC no dia 15. Na saída das 18Z de ontem, o GFS projetou para a cidade 42ºC no dia 12, 37ºC no dia 13, 39ºC no dia 14 e 42ºC no dia 15. Na rodada da 0Z de hoje, o mesmo modelo apontou para Porto Alegre 39ºC no dia 12, 42ºC no dia 13, 45ºC no dia 14 e 46ºC no dia 15. Já na rodada das 6Z de hoje, o GFS projetou 38ºC no dia 12, 37ºC no dia 13, 40ºC no dia 14, e 47ºC no dia 15. Saída numérica do modelo GFS/NCEP/NOAA das 6Z de 7/1/2022 com temperatura em 2 metros, temperatura em 850 hPa e pressão em superfície para 12 a 15 de janeiro em Porto Alegre Que um dos principais modelos meteorológicos existentes e o mais usado no mundo – porque de acesso gratuito – esteja projetando valores tão absurdamente altos por óbvio faz acender uma luz de alerta para nós meteorologistas.

“Opa, isso é extremo, é preciso acompanhar de perto”. Até porque, mesmo estando no território do absurdo, os últimos meses no mundo tiveram eventos que se concebia como quase impossíveis como a onda de calor no Oeste dos Estados Unidos e Canadá em junho

 

Fonte: MetSul.

 

 

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Agro

Clima favorece plantio da safra de inverno no RS

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Foto: Divulgação/ Emater-Ascar
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As condições climáticas, observadas no período, favoreceram a intensificação da semeadura das lavouras de inverno no Rio Grande do Sul, especialmente de trigo. Anteriormente, essa atividade havia sido represada devido à concentração dos produtores na conclusão da safra de verão e às condições ambientais adversas (chuvas e excesso de umidade no solo), que limitavam a operação apenas nos terrenos mais secos. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado nesta quinta-feira (13/06) pela Emater/RS-Ascar, houve intensa movimentação de tratores e máquinas semeadoras, visando ampliar a extensão cultivada, considerada em atraso. Nas áreas implantadas mais precocemente, observa-se boa evolução das lavouras de trigo, embora algumas partes apresentem problemas no estande de plantas, em razão da semeadura em solo excessivamente úmido, que causou o selamento dos sulcos pela passagem dos discos das semeadoras, agravado pela ausência de chuvas após essa operação.

A área cultivada com trigo na safra 2023 no Estado foi de 1.505.807 hectares, e a produtividade foi de 1.751 kg/ha (IBGE). A Emater/RS-Ascar está realizando o levantamento de intenção de plantio para a safra 2024, que deverá ser apresentado nas próximas semanas. Preliminarmente, a tendência observada é de pequena redução, comparativamente à safra anterior. A redução da área de plantio se justifica pelos baixos preços do cereal e pela frustração de produtividade na última safra.

No caso da aveia branca, outra importante cultura de inverno, houve intensa atividade de semeadura durante o período, visando aproveitar as condições adequadas de umidade do solo. As primeiras lavouras semeadas estão em desenvolvimento vegetativo e apresentam elevada incidência de pulgões e complexo de manchas foliares, cuja proliferação é favorecida pelas altas temperaturas, atípicas para o período. A área cultivada com aveia branca na safra anterior no Estado (2023) foi de 364.989 hectares, e a produtividade foi de 1.619 kg/ha (IBGE).

A semeadura da canola está mais avançada em comparação a outras culturas de inverno, pois o período preferencial de cultivo, segundo o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ocorre de forma antecipada em relação às demais cultivadas no mesmo período produtivo. A área cultivada com canola na safra anterior no Estado (2023) foi 77.418 hectares, e a produtividade foi de 1.474 kg/ha (IBGE). A

Cevada – É período de semeadura e os principais produtores localizam-se nas regiões do Alto Uruguai e Planalto. A área cultivada na safra anterior no Estado (2023) foi de 40.695 hectares, e a produtividade foi de 1.961 kg/ha (IBGE). A Emater/RS-Ascar está conduzindo o levantamento de intenção de plantio para a safra 2024; os resultados preliminares indicam decréscimo significativo em comparação à safra anterior. A tendência é de que, proporcionalmente, haverá a maior redução de área entre as principais culturas de inverno. Segundo os produtores, a principal razão para essa diminuição foi a frustração da safra anterior, na qual quase a totalidade dos grãos produzidos não obteve classificação comercial adequada para a indústria cervejeira.

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Pesquisadores desenvolvem cão-robô para coletar ar tóxico em ambientes perigosos

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Foto: Divulgação/ Bin Hu
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Pesquisadores criaram um robô canino capaz de coletar partículas de ar para análise da composição atmosférica em ambientes potencialmente perigosos. Equipado com um braço articulado, o dispositivo pode acessar locais inacessíveis aos humanos.

Durante os testes, o protótipo foi enviado a aterros sanitários, sistemas de esgoto, áreas de incêndio e depósitos de produtos químicos, onde coletou amostras de ar para detectar compostos orgânicos voláteis (VOCs) perigosos. O estudo, publicado na revista Analytical Chemistry da ACS, descreve detalhadamente os testes realizados com o robô.

Realizando tarefas que seriam arriscadas para técnicos humanos, o robô acessa ambientes com ar potencialmente tóxico e retorna as amostras para um espectrômetro de massa portátil, que permite a análise imediata da composição das amostras. O estudo demonstrou que o dispositivo realiza essas operações em menos tempo do que seria necessário para transferir as amostras a um laboratório externo.

No futuro, a equipe planeja desenvolver sistemas móveis de detecção de gases perigosos e VOCs, integrando-os a dispositivos controlados remotamente, como drones aéreos e pequenas embarcações.

Fonte: CNN Brasil

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Diretora do Vida & Saúde apresenta panorama dos hospitais filantrópicos do RS no Congresso Nacional

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portal plural nesta quarta feira (12), a diretora geral do hvs, vanderli de barros, participou de reunião com a bancada gaúcha, no congresso nacional, em brasília.
Foto: Divulgação/ HVS
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Nesta quarta-feira (12), a diretora geral do HVS, Vanderli de Barros, participou de reunião com a Bancada Gaúcha, no Congresso Nacional, em Brasília.

Na condição de presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Sem Fins Lucrativos, Vanderli apresentou a atual situação dos hospitais em meio a tragédia climática do Estado e as perspectivas futuras. Em sua fala, Vanderli destacou o trabalho realizado pela rede composta por 245 hospitais, apresentando a relevância da rede no atendimento à comunidade. A diretora ressaltou o impacto direto e indireto que a catástrofe climática teve sobre os hospitais e as dificuldades enfrentadas a partir deste momento.

Em pauta, esteve o pleito de recursos extraordinários para custeios dos hospitais filantrópicos gaúchos em meio ao cenário das enchentes. A reunião foi acompanhada por parlamentares gaúchos, representantes de hospitais e instituições e representações políticas do RS.

“É característica das nossas instituições assistir aos pacientes do Sistema Único de Saúde, cerca de 70% das internações dos pacientes SUS no estado são realizadas nos hospitais filantrópicos – o que é um número extremamente significativo. Garantimos o atendimento e focamos em salvar vidas neste primeiro momento, agora é hora de pensar em reconstruir e reerguer as instituições, por isso, todo o apoio de representações e lideranças se faz fundamental!”, destacou Vanderli.

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