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Medicina & Saúde

Substância produzida pelo organismo tem potencial para tratar diabetes

Pável Bauken

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O pesquisador brasileiro Luiz Osório Leiria, durante pesquisa de pós-doutorado na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, identificou uma substância produzida pelo organismo que ajuda a controlar os níveis de glicose e pode ser uma alternativa para o combate a diabetes. Atualmente ele é pesquisador do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em artigo publicado na revista Cell Metabolism, Leiria descreve pela primeira vez as funções de tal substância, o lipídio 12-HEPE, um tipo de gordura que é produzida e liberada pelo tecido adiposo marrom. O tecido adiposo marrom está principalmente relacionado à regulação térmica do organismo por meio da produção de calor. Já o tecido adiposo branco é aquele relacionado com a obesidade e tem a função é acumular gordura quando há excedente energético disponível.

Na pesquisa, Leiria descobriu que camundongos obesos tratados com o lipídio 12-HEPE apresentaram maior eficiência na redução dos níveis de glicose no sangue depois de receberem uma injeção com glicose concentrada, na comparação com os camundongos que não tinham recebido o tratamento com o lipídio.

“Mostramos que o 12-HEPE foi capaz de melhorar a tolerância à glicose em animais obesos, o que se deve à capacidade deste [lipídio] de promover a captação da glicose no tecido adiposo e no músculo. Aumentar a tolerância à glicose significa dizer a capacidade de transportar a glicose para os tecidos após uma ingestão alta de alimento (com glicose) reduzindo os níveis de glicose no sangue”, disse Luiz Osório Leiria.

O pesquisador demonstrou que o efeito benéfico do lipídio se deu pela capacidade do 12-HEPE promover a captação de glicose tanto no músculo quanto no próprio tecido adiposo marrom.

Diabetes

A importância da descoberta para um possível tratamento de pessoas com diabetes se dá porque os pacientes nessa condição têm seus níveis de glicose no sangue elevados e precisam de medicação para reduzir esses níveis. Leiria identificou, na pesquisa, que o lipídio 12-HEPE havia realizado a função de diminuir o nível de glicose no sangue entre os camundongos obesos.

“É cedo pra dizer, mas pode significar sim [um novo tipo de tratamento], pois no diabetes tipo 2 que ocorre intolerância à glicose, ou seja, ocorre um defeito da capacidade do organismo em captar a glicose após uma refeição e com isso a glicemia permanece elevada por muito tempo”, explicou.

Nos testes clínicos realizados com pacientes humanos, ao coletar amostras de sangue de pessoas magras e saudáveis, assim como de pacientes com sobrepeso e obesos, verificou-se que a quantidade de 12-HEPE do primeiro grupo foi maior do que no sangue dos pacientes com sobrepeso e obesos.

Ou seja, a pesquisa sugere a possibilidade de que a redução dos níveis desses lipídios na corrente sanguínea de pessoas obesas contribua, de alguma forma, para o aumento da glicose no sangue destes pacientes. A substância ainda não foi testada como tratamento em humanos, mas o pesquisador afirma que pretende fazer os testes no futuro.

Nos testes in vitro em células adiposas provenientes de humanos, os resultados mostraram que 12-HEPE aumentou a captação de glicose. “Em humanos, sabemos duas coisas: os níveis do lipídio são reduzidos em humanos obesos e, quando indivíduos tomam uma droga (Mirabegron) que ativa o tecido adiposo marrom, o lipídio é liberado no sangue”, contou Leiria.

Um remédio já comercializado no país chamado Mirabegron, indicado para o tratamento de uma disfunção urinária conhecida como bexiga hiperativa, tem também a capacidade de ativar o tecido adiposo marrom. A pesquisa de Leiria mostrou que pacientes tratados com esse medicamento têm níveis mais elevados de 12-HEPE no sangue.

Agência Brasil

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Medicina & Saúde

Médica oferece dicas para cuidar da pele durante tratamento contra o câncer

Reporter Plural

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Ilustração Google

Se o tratamento for com quimioterapia, podem ocorrer vários efeitos dermatológicos, como ressecamento da pele, coceiras, alterações na pigmentação, surgimento de acne

A pele de quem faz acompanhamento contra o câncer sofre muito com os tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Quem afirma é a médica Julianne Wagmacker. “Pessoas que estão em tratamento oncológico, a pele pode sofrer algumas alterações, que são chamados de efeitos colaterais cutâneos. Esses efeitos colaterais variam de acordo com os medicamentos utilizados, as doses administradas e também podem variar de paciente para paciente”, explica.

Se o tratamento for com quimioterapia, podem ocorrer vários efeitos dermatológicos, como ressecamento da pele, coceiras, alterações na pigmentação, surgimento de acne, problemas nas unhas devido à baixa da imunidade, muita sensibilidade ao sol e queda dos cabelos.

Já com a radioterapia o principal efeito é a radio dermatite, uma vermelhidão causada pela exposição à radiação, que ocorre em aproximadamente 95% dos pacientes. Além disso, inchaço, dor, coceira e bolhas também podem aparecer, mas são mais raros.

Por isso, a médica dá dicas para cuidar da pele durante o tratamento contra o câncer.

1 Hidratação da pele

É importante hidratar a pele de forma intensiva e com o uso apropriado de dermocosméticos, e também é fundamental evitar se expor ao sol e o uso de fotoprotetores deve ser permanente. Busque produtos para pele sensível, pois eles possuem fórmulas hipoalergênicas, com ingredientes rigorosamente selecionados.

2 Proteção solar

Durante o tratamento é importante evitar a exposição solar. Mas quando não for possível o ideal é optar por produtos com fator de proteção alto, por exemplo, 50 FPS.

3 Cuidado com o uso de maquiagem

Cobrir essas imperfeições, que muitas vezes incomodam, é importante quando com o uso de maquiagem está associado à melhora da autoestima e consequentemente da qualidade de vida dos pacientes. Mas é importante estar atento ao tipo de produto utilizado, para não agravar lesões ou irritar a pele.

Opte por maquiagens hipoalergênicas. Como a pele está mais sensibilizada, escolha texturas fáceis de aplicar e de remover, como as texturas mousses e evite o uso de maquiagem em pó.

4 Use água termal

A presença de água termal em produtos promove um maior conforto para a pele e trazem uma ação calmante, que é importante para peles mais fragilizadas e sensíveis.

FONTE  R7

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Medicina & Saúde

Saúde bucal na gestação é discutida em palestras virtuais

Pável Bauken

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Gestantes precisam de mais cuidados com os dentes - Foto: Freepik

Os avanços e os desafios do atendimento de saúde bucal no Estado e no município de Porto Alegre estão no foco de uma série de palestras e debates virtuais que serão realizados de 19 a 23 de outubro. A programação faz parte da 19ª Semana Estadual de Saúde Bucal e da 10ª Semana Municipal de Saúde Bucal, que têm por objetivo desenvolver a conscientização da população sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal para a qualidade de vida.

Neste ano, a coordenação estadual da Política de Saúde Bucal da Secretaria da Saúde do Estado (SES/RS) está com o olhar voltado para as gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filhos a menos de 45 dias). Conforme a coordenadora da Política de Saúde Bucal da SES, Tatiana Lafin, no período da gestação é muito importante que as mulheres tenham cuidados com a boca, porque problemas dentais podem causar partos prematuros, entre outros agravos. “As alterações hormonais tornam as mulheres mais suscetíveis a lesões e cáries e isso pode influenciar na saúde do bebê”, alerta.

Tatiana considera que é necessário “educar a população sobre a necessidade da ida ao dentista durante a gestação, incentivando a autonomia das mulheres em procurar o cuidado, desmistificando as questões relacionadas ao atendimento odontológico durante esse período”.

A coordenadora avalia que houve avanço no desempenho dos serviços de saúde bucal no Rio Grande do Sul, com a ampliação do atendimento nas unidades de saúde. “Inclusive as gestantes, que necessitam de um cuidado especial, foram atendidas junto com as consultas do pré-natal”, enfatiza.

Segundo ela, mesmo com a pandemia de coronavírus, os atendimentos de urgência e emergência na área não pararam. “O SUS nunca deixou de atender, por exemplo, pacientes com suspeita de câncer na boca”, informa. Houve também ampliação da cobertura do atendimento nas unidades básicas de saúde. “Em janeiro de 2020 a cobertura populacional era 45% e até abril foi registrada no RS uma cobertura populacional de 46% no número de equipes de saúde bucal na atenção básica” comemora. Também houve aumento do número de laboratórios regionais de próteses dentárias. Em 2019 o RS possuía 89 unidades, em maio de 2020 chegou a 140 laboratórios.

Acesso à programação

As palestras do dia 19/10, às 15h, “Previne Brasil – Indicador de desempenho de atendimento odontológico à gestante” e “Abordagem integral em saúde bucal da gestante e da puérpera” serão transmitidas ao vivo pelo canal Webex https://rsgov.webex.com

Para assistir ao vivo as palestras do dia 20/10, às 13h, com o tema “Trajetória profissional do dentista negro e a pauta antirracista na odontologia” é preciso fazer a inscrição acessando https://doity.com.br/52-semac-ufrgs

As demais palestras serão transmitidas ao vivo pelo canal youtube.com/saudepoa

Programação completa Semana da Saúde Bucal

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Medicina & Saúde

Diagnóstico de infecção respiratória: quais são os sintomas?

Reporter Plural

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ilustrativa google

Muitas vezes as infecções respiratórias não recebem a atenção devida por conta de sua recorrência. A normalidade trazida à situação resulta em pacientes com tratamento inadequado e, como consequência, estes acabam por ter um grande impacto quando o assunto é qualidade de vida

Ainda assim, quaisquer que sejam os sintomas, não devem ser ignorados: uma vez que a gripe mata até 650 mil pessoas todos os anos, segundo dados da OMS, Organização Mundial da Saúde, e a nova pandemia causada pela COVID-19 também afeta o trato respiratório, fica claro que um diagnóstico não só traz uma solução, como também evita que problemas maiores sejam desencadeados

Para o Doutor Diener Frozi, a situação precisa mudar. E foi com isso em mente que o médico trouxe à tona uma solução: trata-se do projeto Viva sem Alergia.

Democratizando

Tratar, controlar e até mesmo prevenir doenças imunológicas e alergias. Essa é a missão imposta pelo projeto, que busca democratizar o acesso a tratamentos que, até então, não eram acessíveis para todos.

“Cada vez mais, vemos o desenvolvimento acelerado de alergias. Podemos atribuir à superlotação e poluição das cidades, alimentação e, até mesmo, à rotina corrida. Por isso, entendemos que oferecer uma equipe médica dedicada, em conjunto com a Cruz Vermelha de São Gonçalo, que é capaz de acompanhar caso a caso de perto, fará diferença na vida de muitas pessoas”, diz Diener.

O médico conta que, todos os dias, novos pacientes chegam e podem ter acesso a atendimento especializado, seguido de um diagnóstico e possibilidade de realizar um tratamento adequado – sem precisar desembolsar grandes valores. “A maior parte do nosso atendimento é gratuito. E, quando um paciente avança para um tratamento pago, não é constrangido a continuar, somos flexíveis e humanitários quanto a isso”, compartilha

Devolvendo a qualidade de vida

Para atender a ampla gama de problemas que abrangem o trato respiratório – e trazer ênfase para alergias de diferentes segmentos, o Viva Sem Alergia tem diferentes especialidades, testes e modelos de consulta em seu portfólio. Entre eles, estão:

Alergia e Imunologia

Com isenção de custos, a consulta com um médico capacitado para realizar anamnese e exames físicos pode ser agendada diretamente pelo site. A partir da avaliação do quadro e qual pode ser o tipo de alergia, testes são requeridos conforme a necessidade

Teste cutâneo de inalantes para alergias respiratórias

“Temos um resultado quase que imediato. Entre quinze e vinte minutos, já conseguimos fechar um diagnóstico”, aponta Diener. O teste, que pinga algumas gotas de alérgenos no braço do paciente e, em seguida, faz pequenas puncturas, é capaz de detectar o que causa ou piora rinite alérgica, asma, bronquite, sinusite, dermatite atópica e até mesmo urticária.

Teste de imunidade celular

Com técnica intradérmica, o teste é capaz de entender a capacidade das células de defesa em resposta às bactérias e fungos.

Amplo portfólio

Engana-se aquele que entende que o Viva Sem Alergia cuida apenas de problemas respiratórios. Com o passar do tempo, Diener compreendeu que outras alergias, como alimentares e de contato, também são prejudiciais quando se pensa na qualidade de vida como um todo.

Por esse motivo, a equipe está preparada para atender outras demandas: com a missão de oferecer tratamento, controle e prevenção de alergias e doenças imunológicas a pacientes de todo o Rio de Janeiro, usando como base inicial a Baixada Fluminense, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, o projeto Viva Sem Alergia oferece consultas e exames gratuitos – ou com preço mínimo.

Atualmente, as unidades do projeto estão em Duque de Caxias, Campo Grande, São Gonçalo e Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro.

O projeto tem ainda uma parceria que conta com equipe médica dedicada em conjunto com a Cruz Vermelha de São Gonçalo: tudo isso para garantir e democratizar o acesso a tratamentos de forma humanitária e eficaz. Saiba mais: https://www.vivasemalergia.com br/

Fonte Estadão Conteúdo

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