18 de setembro de 1851, lançado o jornal New York Times – Portal Plural
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18 de setembro de 1851, lançado o jornal New York Times

Pável Bauken

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Nos Estados Unidos, existem hoje 1700 jornais diários. Surpreendentemente, há apenas 25 anos o país dispõe de um jornal de circulação nacional. A revista econômica Wall Street Journal foi a primeira a utilizar a moderna tecnologia dos satélites para a transmissão de dados.

Desde 1980, também o New York Times (NYT) é distribuído, em versão reduzida, no oeste e sul dos EUA. A história do NYT, um dos jornais de maior tiragem dos Estados Unidos, com mais de um milhão de exemplares, começou na metade do século XIX.

Há 149 anos, no dia 18 de setembro de 1851, surgiu a edição de estréia do New York Daily Times – nome original do NYT. Fundado por Henry Jarvis Raymond e George Jones, inicialmente tinha apenas quatro páginas, era impresso num depósito de Manhattan e dirigia-se com sucesso ao público interessado em informações neutras.

Quando os editores favoreceram o candidato democrata à presidência da república em 1884, Grover Cleveland, o jornal perdeu o apoio dos republicanos, com os quais havia simpatizado desde a fundação. A tiragem caiu para escassos nove mil exemplares e o jornal esteve próximo da falência.

A salvação veio em 1896, na pessoa de Adolph Ochs, um jovem editor de ascendência alemã. Ele comprou o New York Times e, até sua morte em 1935, consolidou a linha editorial adotada ainda hoje pelo jornal sob o slogan: “All the News That´s Fit to Print” (todas as notícias que podem ser impressas se encontram no NYT).

Ochs, cuja família ainda hoje dita os destinos do jornal, registrou seus princípios num testamento: “O NZT deve ser dirigido como jornal independente, comprometido apenas com o bem público – sem considerar vantagens ou ambições pessoais, reivindicações de partidos políticos, preconceitos ou preferências pessoais”.

O NYT comprovou sua independência ao longo dos anos. Em 1871, seus repórteres denunciaram inúmeros casos de corrupção na cidade. As reportagens eram publicadas, apesar do boicote dos anunciantes, das ameaças pessoais e ofertas de suborno, chegando a provocar a renúncia de um grupo de políticos conhecidos pelo nome “Tweed Ring”.

Em 1971, o jornal desafiou o governo de Richard Nixon, ao publicar, junto com o Washington Post, documentos secretos da guerra do Vietnã, hoje conhecidos pelo nome de “Pentagon Papers”.

Não só a recessão econômica nos EUA lançou o NYT numa crise, no início dos anos 90. Na época, a internet começou a revolucionar a transmissão de notícias e, devido ao noticiário atual de diferentes estações de TV a cabo, cada vez mais as manchetes do jornal chegavam aos leitores através de outras fontes.

Diante do fato de que apenas 10% das reportagens do jornal eram exclusivas, o editor-chefe Arthur Sulzberger Jr. optou pela estratégia de tentar atrair novos leitores com melhores histórias de fundo.

Mas, por mais cores, entretenimento e serviços que a publicação ofereça, cada vez menos pessoas lêem jornal. Para conter essa tendência, desde 1996, o velho NYT também está disponível “online” e, desde o ano passado, tenta conquistar o público jovem, com a colorida revista New York Times Upfront.

Tendo em vista a linha editorial dos outros três grandes jornais diários de Nova York – os sensacionalistas Daily News, New York Newsday e New York Post, que oferecem uma mistura de sexo, crime e apresentação simplista dos assuntos políticos -, o NYT facilmente pode se apresentar como diário cosmopolita, embora certas dependências políticas e econômicas também o forcem, às vezes, a transgredir regras básicas do jornalismo.

Fonte DW

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Brasileira ganha prêmio de Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU

A comandante Carla Monteiro de Castro Araújo trabalha em missão na República Centro-Africana

Reporter Global

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Uma brasileira servindo nas Forças de Paz da República Centro-Africana e uma indiana que recentemente completou sua missão no Sudão do Sul foram selecionadas para receber o Prêmio de Defensoras Militares da Igualdade de Gênero da ONU 2019.

A comandante Carla Monteiro de Castro Araújo, oficial da Marinha brasileira trabalhando na Missão de Estabilização Multidimensional Integrada das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA), e a major Suman Gawani, do exército indiano, uma observadora militar que serviu na Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS), receberão o prêmio durante uma cerimônia online presidida pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, marcando o Dia Internacional das Forças de Paz da ONU na sexta-feira, 29 de maio.

Criado em 2016, o Prêmio reconhece a dedicacão e o esforço de um militar das Forças de Paz em promover os princípios da Resolução 1325 da ONU sobre mulheres, paz e segurança, dentro do contexto de operação de paz, como nomeado pelos chefes e comandantes das operações de paz. Pela primeira vez, duas militares receberão o prêmio conjuntamente pela contribuição a esta importante causa.

“Este prêmio é um reconhecimento pelo trabalho de equipe envolvendo a força da MINUSCA e o componente civil”, afirmou a comandante Carla Monteiro de Castro Araújo ao receber a notícia da premiação. “É muito gratificante para mim e para a Missão ver nossas iniciativas dando frutos”, acrescentou. A comandante tem servido como conselheira de proteção e gênero na sede da MINUSCA desde abril de 2019. Ela estabeleceu e conduziu um amplo treinamento em aspectos relacionados a gênero e proteção. Graças aos seus esforços, a Missão aumentou significativamente o número de pontos focais de proteção de gênero e de crianças em suas respectivas localidades. Ela foi fundamental para aumentar o envolvimento das patrulhas de resposta de gênero com as comunidades locais de 574 para aproximadamente 3 mil por mês.

Este é o segundo ano seguido que uma brasileira recebe este prestigiado prêmio e a primeira vez que é destinada a uma integrante das Forças de Paz da Índia. No ano passado, a capitão de corveta brasileira Marcia Andrade Braga, então membro da MINUSCA, recebeu o prêmio.

Bella+ / Correio do Povo

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Mundo

Surto de covid-19 controlado no Japão sem isolamento intriga especialistas

O país conseguiu o objetivo ignorando em grande medida o manual padrão de outras nações

Reporter Global

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Japão retira estado de emergência por coronavírus em Tóquio e outras áreas (Carl Court/Getty Images)

O estado de emergência no Japão deve terminar com novos casos de coronavírus que tenham diminuído para meras perdas. O país conseguiu o objetivo ignorando em grande medida o manual padrão de outras nações.

Não foram impostas restrições à mobilidade de residentes, e empresas, como restaurantes e salões de beleza, permanecem abertas. Não foram implantados aplicativos de alta tecnologia que rastreiam os movimentos das pessoas. O país não possui um centro de controle de doenças. E, mesmo quando os países foram exportados para “testar, testar, testar”, o Japão testou apenas 0,2% da população, uma das taxas mais baixas entre os países exportados.

No entanto, uma curva foi achatada, com mortes bem abaixo do número de milha, de distância ou menor número de países iniciados pelo G-7. Em Tóquio, com alta densidade populacional, os casos caíram para um dígito na maioria dos dias. Embora a possibilidade de uma segunda onda mais grave de infecção esteja sempre presente, o Japão entrou e deve deixar o estado de emergência em apenas algumas semanas. O status já foi suspenso na maior parte do país, e Tóquio e outras quatro regiões restantes permanecem no estado de emergência na segunda-feira .

“Apenas olhe para os números de mortes, você pode dizer que o Japão foi bem-sucedido”, disse Mikihito Tanaka, professor da Universidade de Waseda, especialista em comunicação científica que faz parte de um grupo consultivo público de especialistas sobre vírus. “Mas mesmo especialistas não sabem o motivo.”

Uma lista amplamente compartilhada reúne 43 possíveis razões citadas em relatórios de mídia, variando uma cultura de uso de máscaras e uma taxa de obesidade baixa, além da decisão relativamente antecipada de fechar escolas. Entre razões mais fantasiosas relacionadas ao fato de que os japoneses emitem menos gotículas potencialmente carregadas de vírus ao falar em comparação com outros idiomas.

Rastreamento de contatos
Especialistas consultados pela Bloomberg News também sugeriram uma infinidade de fatores que contribuíram para o resultado, e nenhum deles apontou um pacote de políticas únicas que poderia ser replicado em outros países.

No entanto, essas medidas ainda estão sujeitas a longo prazo para países em meio à pandemia.

Uma resposta rápida diante do aumento de infecções foi crucial. Embora o governo central tenha sido criticado por etapas, especialistas elogiados ou papéis rastreadores de contato do Japão, que entraram em ação depois que as primeiras infecções foram identificadas em janeiro. A resposta rápida foi possível por uma das vantagens do Japão: seus centros de saúde pública, que em 2018 empregaram mais da metade dos 50 mil enfermeiros com experiência no rastreamento de infecções. Em tempos normais, esses enfermeiros rastreiam infecções mais comuns, como influenza e tuberculose.

“É muito analógico – não é um sistema baseado em aplicativos como o Cingapura”, disse Kazuto Suzuki, professor de políticas públicas da Universidade Hokkaido que escreveu sobre uma resposta do Japão. “Mas, no entanto, tem sido muito útil.”

“Muitas pessoas dizem que não têm um Centro de Controle de Doenças no Japão”, disse Yoko Tsukamoto, professor de controle de infecções da Universidade de Ciências da Saúde de Hokkaido, citando uma pergunta frequente sobre a gestão de infecções no Japão. “Mas o centro de saúde pública é uma espécie do CDC local.”

Exame

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Mundo

Estudantes da UFMT criam cerimônia de formatura em ambiente virtual no Minecraft durante a pandemia

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Festa de formatura com realidade virtual — Foto: Reprodução

Alunos de ciência da computação e sistema de informação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) fizeram uma cerimônia de formatura no sábado (22), em um ambiente virtual no jogo Minecraft. Ao todo, 70 estudantes participaram da construção do ambiente e da cerimônia.

A ideia surgiu em conversa com um dos formandos que queria uma formatura no jogo Minecraft.

O diretor de comunicação do centro acadêmico do curso contou sobre a ideia para Alexandre Muraro do Carmo, um dos alunos que ajudou na construção do ambiente.

As tarefas foram divididas e durante 12 horas os estudantes construíram o ambiente. Quatro alunos participaram da montagem do cenário.

A Atlética Trojan forneceu o servidor para os alunos, sem isso, não teria como fazer o evento devido ao número de participantes. Foram 15 formandos de ciência da computação e 11 de sistema de informação.

“No começo, a ideia era mais básica. Algo bem mais informal, somente com a presença dos alunos, mas conversamos com os outros membros do Centro Acadêmico e a Atlética Trojan. Essa ideia simples tomou uma proporção maior”, afirma.

A Atlética Trojan forneceu o servidor para os alunos, sem isso, não teria como fazer o evento devido ao número de participantes. Foram 15 formandos de ciência da computação e 11 de sistema de informação.

“No começo, a ideia era mais básica. Algo bem mais informal, somente com a presença dos alunos, mas conversamos com os outros membros do Centro Acadêmico e a Atlética Trojan. Essa ideia simples tomou uma proporção maior”, afirma.

G1

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