1.074 mulheres precisaram sair de suas cidades para conseguir realizar aborto legal no Brasil
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1.074 mulheres precisaram sair de suas cidades para conseguir realizar aborto legal no Brasil

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Em 2023, 1.074 mulheres precisaram sair de suas cidades, e em alguns casos até de seus estados, para realizar um aborto legal no Brasil. Esse número representa 36,2% dos 2.963 procedimentos registrados no país no ano passado.

Especialistas apontam que esse cenário contribui para que interrupções legais da gestação ocorram em fases mais avançadas, afetando principalmente meninas menores de 14 anos.

O levantamento baseia-se em dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH), consultados pelo DataSUS no dia 13 de junho, e informações de sete Secretarias Estaduais de Saúde.

Em São Paulo, capital, foram registrados 548 procedimentos, sendo 189 de não residentes. Em Recife, dos 190 abortos, 106 foram de mulheres de outras cidades. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM-UPE), em Recife, é um dos nomes de referência e foi onde ocorreu o caso da menina de 10 anos que passou pelo processo em 2020 após grande repercussão nacional.

Esse fenômeno é mais comum nas capitais: no Rio de Janeiro, 69 dos 287 abortos foram de mulheres que não moravam na cidade. Em Belém, 57 dos 99 registros foram de mulheres de fora, e em Porto Alegre, 50 dos 95 abortos realizados foram de não residentes.

Quanto às viagens entre estados, dados do DataSUS mostram que 55 abortos foram realizados em mulheres que vieram de outras unidades da federação, com a maioria dos casos ocorrendo em Brasília, onde 36 dos 153 procedimentos foram de mulheres de outros estados.

No Brasil, a interrupção da gravidez é permitida quando há risco de vida para a mulher, quando a gestação resulta de estupro, ou em casos de anencefalia do feto, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Não há limite de tempo gestacional para essas situações na Constituição.

A necessidade de deslocamento reflete o baixo número de locais que realizam aborto legal no Brasil. Segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), de abril deste ano, o país tinha 158 serviços habilitados para a interrupção legal da gravidez em apenas 1,9% das 5.570 cidades brasileiras, embora nem todos realmente realizem o aborto.

Rebeca Mendes, advogada e diretora do Projeto Vivas, que auxilia meninas e mulheres a acessarem esses serviços, explica que isso contribui para casos onde o procedimento precisa ser realizado após a 22ª semana de gestação.

O tema ganhou destaque após a Câmara dos Deputados aprovar um pedido de urgência para um projeto de lei que equipara o aborto realizado após 22 semanas ao crime de homicídio simples, mesmo nos casos previstos por lei.

Assistolia fetal

Em abril, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou uma resolução proibindo a assistolia fetal, um procedimento necessário para abortos em fases mais avançadas. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, suspendeu a medida.

“São muitas barreiras enfrentadas por meninas e mulheres que precisam acessar um serviço de aborto no Brasil. A mais comum é a falta de equipamentos de saúde que as acolham. Outro problema é a falta de equipes preparadas para o atendimento”, diz Mendes.

“Muitos hospitais têm protocolos de atendimento que podem levar um mês. Quando finalmente recebem a resposta se poderão fazer o aborto, mesmo a lei permitindo, o serviço nega o atendimento por conta do limite de tempo gestacional”, continua.

Ela relata que é “muito comum” no projeto o auxílio a brasileiras que precisam se deslocar para outras localidades por terem o direito cerceado, especialmente em casos de crianças.

Além disso, muitos casos de gestação em meninas são decorrentes de violência sexual, podendo demorar meses até que se suspeite de uma possível gravidez. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados 75 mil estupros em 2022 no Brasil, sendo 76% das vítimas menores de 14 anos.

Fonte: Jornal o Sul

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Rói as unhas? Conheça seis riscos à saúde que esse hábito pode trazer

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Foto: Reprodução
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Manter bons hábitos vai além de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos. Também inclui ações que, muitas vezes sem perceber, podem impactar nossa saúde, como o hábito de roer as unhas.

Você é uma daquelas pessoas que roem as unhas? Saiba que não está sozinho! Cerca de 30% da população mundial compartilha essa prática, conhecida como onicofagia. Esse hábito pode afetar pessoas de todas as idades e está frequentemente relacionado ao estresse, à ansiedade e ao nervosismo.

Embora possa parecer um comportamento inofensivo, roer as unhas pode ter consequências sérias para a saúde. Segundo o Instituto Mayo Clinic, as unhas fazem parte da pele e são essenciais para proteger contra a entrada de bactérias e fungos que podem causar infecções.

Especialistas alertam que roer as unhas é prejudicial de várias formas. A dermatologista Lourdes Navarro Campoamor, da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV), enfatiza que “esse hábito não apenas danifica as unhas, mas também pode afetar os dentes, a saúde digestiva, a respiração e até mesmo a mente”.

Dados da Sociedade Espanhola de Medicina Interna (SEMI) mostram que a onicofagia é comum em todas as idades, afetando aproximadamente 30% das crianças, 45% dos adolescentes e 10% dos adultos com mais de 35 anos. Além dos impactos estéticos, estudos, como o realizado pela Universidade de Montreal em 2015, sugerem que a onicofagia pode estar ligada à frustração e ao perfeccionismo.

Aqui estão seis problemas de saúde associados a esse hábito:

  1. Infecções: Roer as unhas pode causar danos aos dedos, facilitando a entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções.
  2. Impacto psicológico: Esse hábito pode ser uma resposta a situações de ansiedade e estresse, perpetuando o desconforto psicológico.
  3. Desenvolvimento de transtornos psicológicos: A onicofagia pode estar associada a transtornos de ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), sendo recomendável buscar a orientação de um profissional.
  4. Problemas digestivos: Ao roer as unhas, você pode ingerir bactérias, fungos e impurezas que afetam a saúde digestiva.
  5. Problemas dentários: Roer as unhas pode danificar os dentes, desgastar o esmalte e alterar sua posição.
  6. Problemas respiratórios: As bactérias presentes nas unhas podem alcançar o sistema respiratório, aumentando o risco de infecções como amigdalite e faringite.

Reconhecer e entender esses riscos pode ser o primeiro passo para mudar esse hábito e proteger sua saúde.

Fonte: Jornal o Sul

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“Se você não é atleta e tem uma boa alimentação, não precisa tomar suplemento”, diz médico especialista em nutrição e esporte

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Foto: Freepik
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O uso de suplementos alimentares, como whey protein, creatina e vitaminas, está crescendo no Brasil. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad) revelou que pelo menos uma pessoa em 59% das famílias brasileiras inclui esses produtos na dieta, com um aumento de 10% no consumo desde 2015.

No entanto, muitas pessoas utilizam suplementos por conta própria e têm dúvidas sobre sua utilização. Em entrevista ao jornal O Globo, o médico nutrólogo e especialista em esportes, Eduardo Rauen, fundador da Liti e diretor técnico do Instituto Rauen, discute os benefícios e riscos do uso de suplementos e desmistifica algumas ideias errôneas sobre nutrição que circulam nas redes sociais.

— Quem realmente precisa de suplementos? “Suplementos são usados para complementar algo que a alimentação não fornece. Atletas frequentemente necessitam de suplementação porque não conseguem ingerir todos os nutrientes necessários apenas com a dieta. No entanto, se você não é atleta e tem uma alimentação balanceada com proteínas, carboidratos, minerais e vitaminas adequados, não precisa de suplementos. Existem exceções para pessoas com condições de saúde como a doença celíaca, que dificultam a absorção de nutrientes, ou para aqueles com dietas restritivas, como veganos ou vegetarianos, que podem precisar de suplementação de proteína ou whey protein. É fundamental procurar orientação profissional ao cortar grupos alimentares para evitar deficiências nutricionais.”

— Muitos idosos estão usando whey protein. Isso é apropriado? “Idosos podem precisar de suplementação devido à diminuição da absorção de proteínas com a idade e à necessidade de consumir mais proteínas. Na prática, no entanto, muitos idosos acabam consumindo menos proteína, em parte devido à deterioração dentária e ao custo elevado dos alimentos proteicos. O whey protein é uma excelente opção para ajudar a atender às necessidades de proteína nessa faixa etária. A creatina também pode ser benéfica, pois melhora a cognição, a força e o volume muscular, desde que não haja contraindicações.”

— Crianças e adolescentes podem tomar suplementos? “Embora o uso de suplementos entre jovens esteja crescendo, é recomendável esperar até pelo menos os 16 anos, pois não há estudos suficientes sobre os efeitos a longo prazo. As sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira e Americana de Medicina do Exercício e do Esporte, recomendam o uso de whey protein e creatina após os 18 anos. Exceções podem ser feitas para jovens atletas que estão sob a supervisão de um nutrólogo, médico do esporte ou nutricionista e têm uma alta demanda nutricional.”

— Muitas pessoas tomam suplementos sem orientação. É necessário consultar um especialista ou existem suplementos que podem ser usados sem supervisão? “Há uma tendência de consumir vitaminas sem necessidade específica. Por exemplo, o excesso de vitamina E pode aumentar o risco de morte cerebral, a vitamina A em excesso pode elevar o risco de fraturas e a vitamina C pode aumentar a incidência de cálculos renais. A suplementação deve ser acompanhada por um profissional de saúde, que avaliará a necessidade real e os possíveis riscos. Suplementos como whey protein, embora benéficos, devem ser usados com orientação para evitar riscos desnecessários. É essencial consultar um médico nutrólogo, médico do esporte, endocrinologista ou nutricionista para avaliar as necessidades individuais e evitar problemas associados ao uso inadequado de suplementos.”

Fonte: Jornal o Sul

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Cientistas descobrem caverna na Lua que pode servir de abrigo para humanos

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Foto: Nasa/GSFC/Arizona State University
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Há mais de 50 anos, astrônomos especulam sobre a existência de cavernas na Lua, mas até agora não havia evidências concretas para confirmar essas formações rochosas. Recentemente, um novo estudo revelou a localização de uma caverna lunar e sugere que ela poderia se tornar um abrigo ideal para futuras explorações humanas.

A descoberta foi feita pelos pesquisadores Lorenzo Bruzzone e Leonardo Carrer, da Universidade de Trento, na Itália. Eles identificaram o local após analisar dados da missão Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA. O artigo detalhando a descoberta foi publicado na revista Nature Astronomy em 15 de julho.

Em 2010, a NASA usou o Miniature Radio-Frequency (Mini-RF) para fotografar possíveis entradas de cavernas, mas as imagens da época não foram suficientes para confirmar sua existência. No entanto, as tecnologias mais recentes permitiram novos insights sobre essas formações.

O novo estudo foca em uma abertura na planície rochosa Mare Tranquillitatis, onde a missão Apollo 11 pousou em 1969. As imagens detalhadas de 2022, obtidas com o LROC (Câmera de Reconhecimento do Orbitador Lunar), mostraram características que agora foram confirmadas como uma caverna.

“Reanalisamos os dados da missão Lunar Reconnaissance Orbiter usando técnicas avançadas de processamento de sinais que desenvolvemos recentemente. Descobrimos que certos padrões de sinais são melhor explicados pela presença de uma caverna subterrânea no local”, afirmou Bruzzone. “Isso representa a primeira evidência direta de um ‘tubo acessível’ sob a superfície lunar.”

Usando os registros do Mini-RF, os pesquisadores criaram um modelo da estrutura, que inclui uma claraboia na superfície e paredes verticais com um piso inclinado que pode se estender para o subsolo. Acredita-se que a caverna se formou há milhões ou bilhões de anos, durante a atividade vulcânica da Lua.

Formações semelhantes na Terra são as cavernas vulcânicas de Lanzarote, na Espanha.

Embora a caverna lunar ainda não tenha sido totalmente explorada, Bruzzone e Carrer esperam que futuras investigações com radares de penetração no solo, câmeras e robôs possam oferecer um mapeamento mais detalhado.

O estudo tem implicações significativas para missões lunares, pois o ambiente da Lua é extremamente hostil à vida humana, com temperaturas que variam de 127°C (no lado visível) a -173°C (no lado escuro), além de frequentes quedas de meteoritos e altos níveis de radiação cósmica.

Encontrar locais seguros para construir infraestrutura lunar é crucial para suportar a exploração humana, e cavernas como a descoberta oferecem uma solução promissora.

“Assim como a vida na Terra começou nas cavernas, faz sentido que os humanos iniciem a ocupação lunar vivendo dentro delas também”, comentou Carrer à BBC.

Além de sua utilidade para futuras missões, a caverna lunar pode oferecer insights sobre a história da Lua e do Sistema Solar, já que as rochas subterrâneas podem conter informações geológicas preservadas por bilhões de anos.

Fonte: Jornal o Sul

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